Quem sou eu

sábado, 30 de setembro de 2017

Protetores não fazem MILAGRE!!! Faça sua parte!!!!

Go Vegan

Receita para a hora do almoço: 

1 porção de verdade
Parar de enganar crianças com embalagens que mostram bichinhos felizes enquanto o corpinho morto deles está despedaçado lá dentro.
2 xícaras de boa vontade de criar alternativas sem sofrimento
3 colheradas de carinho pela criança que vai ser mais feliz
4 porções de ética
AMOR a gosto!
Entendam: Não venham com histórias furadas de chamar animais mortos de "carninha"! E parem de nos confundir a cabeça nos mostrando embalagens enfeitadinhas com imagens de animais sorrindo felizes, enquanto o corpinho morto deles está lá dentro!!!

fonte: Diego Naropa

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

A galinha Zezinha

Eu e meu irmão éramos crianças quando fomos para uma cidadezinha no Mato Grosso do Sul visitar um sobrinho do meu avô. Na manhã do dia seguinte, pediram que meu irmão destroncasse o pescoço de uma galinha parda que estava quietinha ciscando sobre a relva.

— Se você matar ela a gente já limpa e faz galinha ao molho.

Olhei para o meu irmão e fiquei apreensivo, aguardando sua reação.


— Não, obrigado — respondeu na sua típica fleuma.
— Vamos, rapaz! Mate ela! Mate-a! Não há nada de errado nisso.

Me levantei e caminhei em direção ao homem.

— Ele não quer e não vai matar. O senhor pode respeitar a vontade dele?
— Tudo bem, mas agora alguém tem que matar.
— Por quê? — questionei.
— Porque a carne já tá começando a ficar dura, e não quero ficar no prejuízo.
— Então a galinha viver é prejuízo pro senhor?
— Claro que sim! Eu que cuidei dela até hoje. E ela não bota mais ovo.
— O que o senhor quer pela galinha?
— Nada, vamos comer a bichinha.

A galinha parou de ciscar e virou a cabeça em nossa direção.

— Será que ela está prestando atenção? — pensei, na minha curiosidade meninil.
— De um jeito ou de outro, daqui a pouco a gente vai matar ela, viu? — avisou o homem.

Quando não havia mais ninguém por perto, pegamos a galinha Zezinha e corremos por mais de dois quilômetros e nos escondemos em uma área de mata nativa. Nem pensamos na possibilidade de sermos surpreendidos por algum animal selvagem. Só queríamos protegê-la.

— Aqui a gente tá seguro — comentou meu irmão.

Ficamos lá até escurecer, quando nossos pais nos encontraram sujos e famintos. De volta ao sítio, meu irmão, que estava com o braço quebrado há duas semanas, mostrou o gesso para o sobrinho do meu avô:

— O senhor ainda acha que ela não merece viver? — questionou.

No gesso do meu irmão, Zezinha fez um desenho de formas incertas com o bico, mas que de algum modo pareciam revelar algum tipo de afeição. O homem ficou calado.

— Se quiser, podem levar a galinha. Ela gosta de vocês.

Zezinha viveu com a gente por três anos antes de falecer. Gostava de subir na jabuticabeira, colher as frutas uma a uma e deixá-las na entrada da cozinha, presentes de galinha.

fonte: David Arioch-Jornalismo Cultural

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Mesmo com tanto sofrimento e dificuldades...
Minha mãe vira e fala "Não temos tempo pra sofrer"
Cada dia tem sido uma luta...uma luta por sobreviver e permitir que todos os anjos que vivem conosco na sede Ong, os 108, possam sobreviver também.
Com tanta insensibilidade no mundo...
É difícil colocar os joelhos nos chão e implorar por ajuda, por um pouco, por menos do que o seu cinema, balada ou lanche de final de semana....
É difícil pedir que as pessoas despertem, colaborem e encarem nossas atividades como serviço de utilidade pública...que vejam esses anjos como seres sencientes... que precisam e querem viver....
Eu choro...eu sofro...eu lamento...
Me apego em esperanças vãs...
E encerro minha noite no Abraço daquela que não me julga ou questiona...apenas aceita e agradece...e ja me deu o bem mais precioso que eu poderia ter...seu amor ♡

fonte: Beatriz Silva