Quem sou eu

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Um Corpo no Asfalto

Havia um corpo no asfalto. Ontem era uma vida. Partiu pela manhã. Uma carcaça sem ser carcaça, derribada, exígua. Um caminhão, um ônibus, um carro, uma caminhonete… Os despojos continuam no mesmo lugar. Quem se importa? Foi atropelado 78 vezes, 75 depois de morto. Conta da tarde. “É só o corpo de um animal, um mero animal.” Por que desviar? Não vale o mínimo esforço. “É apenas um cadáver, cadáver de bicho. Já morreu!” Incorpóreo. Posposto. As partes foram esmagadas, amolgadas. Tantas vezes, restou apenas uma tatuagem no asfalto. Outros continuarão, os pneus não cessarão, até que a chuva arraste a marca que um dia foi uma vida, invisível dantes, invisível agora.

fonte: David Arioch-Jornalismo Cultural

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Almoço de sexta...bom apetite




cardápio: arroz integral ao forno com legumes, feijão vermelho, polenta brustolada, beterraba e cenoura cozidas, salada verde de radiche, alface e pepino e para completar bolo integral e vegano de banana, aveia, nozes e passas. Tudo isso ao som de Regina Spektor.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

é tudo uma questão de estilo


comentário do Altecir: os humanos sempre copiando os outros animais,que gente sem criatividade...

domingo, 14 de janeiro de 2018