Quem sou eu

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Milton Nascimento - paula e bebeto


Estar sempre insatisfeito, na verdade, é o que faz a gente nunca desistir de seguir em frente e quem sabe um dia se encontrar nesse mundo.
Tati Bernardi

Rejuvenescimento

Mês passado, participei de um evento sobre o Dia da Mulher.
Era um bate-papo com uma plateia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades.
E, por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi. Foi um momento inesquecível...
A plateia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.
Aí fiquei pensando: 'Pô, estou neste auditório há quase uma hora, exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada, foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho?
Onde é que nós estamos?
Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude, também, não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas, mesmo em idade avançada.
A fonte da juventude chama-se "mudança".
De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.
A única maneira de ser idoso, sem envelhecer, é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.
Eu pretendo morrer jovem, aos 120 anos.
Mudança, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe, recentemente, mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda, para um bem menorzinho.
Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga, casada há 38 anos, cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego, por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol. Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional.
Antes de se tomar uma decisão difícil, e, durante a tomada, chora-se muito: os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.
Mas, então, chega o depois, a coisa feita, e, aí, a recompensa fica escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.
Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião, a ponto de as rugas sumirem; só que continuará opaco, porque não existe plástica que resgate seu brilho.
Quem dá brilho ao olhar é a vida pela qual a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho...
Lia Luft

Olha só que legal...

Moradores de Portland, nos EUA, buscam ‘asilo’ para galinhas


Os hindus consideram a galinha um animal que carrega espíritos malignos. Os chineses cozinham sua carne para homenagear divindades. Mas em Portland, nos Estados Unidos, galinhas são mantidas como animais domésticos.

Esse relacionamento aproxima os moradores das grandes cidades de sua comida e levou alguns tutores de aves a fazer planos para quando suas galinhas se tornarem improdutivas. Assim, surgiu um fenômeno incipiente: a aposentadoria para galinhas.

Como a maioria das galinhas bota ovos quando jovem e vive cerca de 10 anos, a busca por um lugar onde elas possam viver seus últimos anos levou à criação de dois santuários de animais de fazenda.

Pete Porath, que se descreve com um defensor das galinhas, expandiu a parte de seus negócios que encontra novos lares para aves indesejadas. “Diria que sou uma casa de recuperação para galinhas em busca de asilo”, disse ele.

Porath começou a encontrar novas casas para as aves como um serviço gratuito para amenizar seu sentimento de culpa pelos galos abandonados.

Agora ele encontra “asilos” para cerca de duas mil galinhas por ano, a maioria pertencente a um subconjunto que ele chama de “as aves de Portland.”

“Temos todos os tipos de aves, na verdade. Patos, galinhas, pavões, perus, codornas, guinéus”, disse. “Temos a política de não comer os pássaros que realocamos para fora da cidade.” Ele diz que a regra decorre do desejo dos antigos tutores dos animais de que eles passem seus anos dourados numa fazenda.

A ideia atraiu vários animais para a sua propriedade, muito a contragosto da esposa Tanisha. Ela diz que alguns passeiam no jardim e comem os legumes e frutas que ela cultiva.

“Acho que as pessoas têm uma ideia de que a nossa casa é um parque. Elas pensam, ‘Oh, este é o lugar onde minha galinha vai viver.’ Elas querem que os animais vivam aqui porque esta é a sua fantasia sobre uma fazenda “, disse.

Wayne Geiger, que acolheu cerca de cem aves da cidade no Santuário Fazenda Farol, em Scio, concorda. “As pessoas pensam que as aves chegam no santuário e circulam livremente por prados e campos cobertos de margaridas”, disse Geiger.

A realidade, segundo ele, é que frequentemente as aves precisam ser tratadas para limitar sua reprodução, além de alguém precisar estar sempre alerta para lutas de galos e ataques de predadores.

Ele sugeriu que as cidades repensem a ideia de criar aves domésticas já que não podem atender suficientemente à sua demanda quando envelhecem.
fonte: anda

domingo, 29 de abril de 2012

Faça todas as coisas criativas, faça o melhor a partir do pior  isso é o que eu chamo de arte. E se um homem viveu toda a vida fazendo a todo momento uma beleza, um amor, um desfrute, naturalmente a sua morte será o supremo pico no empenho de toda a sua vida.
...sua morte não será feia como ordinariamente acontece todo dia com todo mundo. Se a morte é feia, isso significa que toda a sua vida foi um desperdício. A morte deveria ser uma aceitação pacífica, uma entrada amorosa no desconhecido, um alegre despedir-se dos velhos amigos, do velho mundo.

 Rajneesh

Sessão sadismo humano...

Escolas exibem vacas mutiladas para atrair visitantes


Não deveria acontecer com animais inteligentes e sensíveis como as vacas, mas acontece: buracos são feitos no dorso delas como forma de atrair crianças e possíveis estudantes em eventos universitários e angariadores de fundos. Participantes, perturbados com o fato, enviaram à PETA algumas fotografias, que podem ser vistas abaixo:

Estas vacas fazem parte de um experimento comum que envolve a remoção permanente de um pedaço do abdome dos animais de modo que o estômago fique exposto.

Apesar de existirem métodos mais modernos para conduzir este estudo sem o envolvimento de animais, os ‘pesquisadores’ alimentam as vacas com vários tipos de comida e depois recolhem amostras pelo buraco.

As vacas fistuladas são depois exibidas em eventos onde os participantes são convidados a “tocar o estômago” delas ou “colocar a mão dentro de uma vaca”.

A PETA tem ouvido com frequência alunos e pais de alunos irritados por testemunhar esse tipo de exploração. Infelizmente, a única lei que protege os animais usados em experimentos, a Lei pelo Bem-estar Animal, não é extensiva a animais utilizados em pesquisa agrícolas, isto é, vacas não teriam proteção legal contra crueldades.
fonte: anda

sábado, 28 de abril de 2012

Sessão: e a crueldade continua..

Justiça revoga liminar de maus-tratos e rodeio é liberado em Ribeirão Preto

A Justiça revogou, no início da noite desta sexta-feira (27), uma liminar que impedia que as montarias fossem realizadas no Ribeirão Rodeo Music. Com a decisão expedida pela juíza substituta da 5ª Vara Cível, Mariana Tonoli Angeli, as provas ocorreriam normalmente nesta sexta.

Matheus Calil, organizador do evento, comemorou a decisão da Justiça e ironizou as acusações de que os animais são vítimas de maus-tratos. “O rodeio é amparado pela lei. Os bois são saudáveis. As ONGs não conhecem animais bovinos, estão acostumadas a cuidar de cachorrinhos”.

A presidente da Associação Vida Animal (AVA), Maria Cristina Dias comentou a decisão. “Houve pressão. A decisão foi tomada por uma juíza substituta, mas lei a gente respeita. Perdemos uma batalha, mas não a guerra”, afirma.

A representante da organização admitiu que não haveria tempo suficiente para recorrer da sentença dada nesta sexta.

fonte: anda

sexta-feira, 27 de abril de 2012

João Ricardo - o soldado e o anjo

Sessão: ainda resta uma esperança...

Após liminar contra maus-tratos, rodeio é suspenso em Ribeirão Preto (SP)

Foi cancelada nesta quinta-feira (26) a realização de um rodeio em Ribeirão Preto (SP) após decisão liminar da Justiça proibir o uso de instrumentos que possam caracterizar maus-tratos contra os animais utilizados nas montarias. A Polícia Militar esteve na arena para cumprir a decisão e informou aos organizadores que apreenderia touros e cavalos que fossem colocados no recinto.

Duas horas após o horário previsto para o início das competições – às 20h –, representantes das empresas que organizam o Ribeirão Rodeo Music anunciaram que desistiriam, somente nesta quinta-feira, de realizar o rodeio. O grupo não atribuiu o cancelamento à decisão judicial, mas sim à chuva que teve início à tarde.

Os realizadores também comunicaram que pretendem recorrer da decisão nesta sexta-feira (27) e que as montarias previstas para os próximos dias – o evento vai até 30 de abril – ocorrerão normalmente. Eles alegam que têm respaldo de uma decisão judicial de 2005 para prosseguir com a atividade no município.

Entenda o caso

A 2ª Vara Cível de Ribeirão Preto (SP) decidiu de forma liminar nesta quinta-feira que estão proibidos no rodeio o uso de artigos que possam de alguma forma provocar ferimentos nos animais. O texto cita peças como cordas, pateiras, esporas, choques elétricos, laços e o sedém – instrumento que pressiona o órgão genital do animal para que ele salte.

A liminar, concedida em favor da Associação Focinhos, estipula multa diária de R$ 50 mil para as empresas que promovem a montaria em caso de descumprimento. Segundo Maria Cristina Dias, presidente da Associação Vida Animal, a proibição do sedém é o que de fato inviabiliza o rodeio. “Sem o sedém, o boi não pula”, afirmou.

fonte: anda

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Palavra Cantada - ciranda

Um prêmio pelos direitos animais. Ou dois.

Um dos piores defeitos dos brasileiros é a inconsequência. Esquecemos o passado e não pensamos no futuro. Em matéria de ética, isso nos afeta profundamente. Por um lado, não punimos quem erra. Pelo outro, não premiamos quem acerta.

Estou lançando aqui pela ANDA a ideia de um prêmio nacional para os direitos animais. Aliás, dois prêmios.

Pense num troféu anual para as personalidades e os anônimos que mais contribuíram para a causa. Líderes de campanhas, donos de abrigos e santuários, políticos que legislam e administram em defesa dos animais. Um jornalista, uma personalidade, um site, um blog, um profissional de midia, um educador, um empresário, um religioso, um artista, um escritor, um publicitário, etc. Essas pessoas seriam reconhecidas pelo que fizeram. E serviriam de bons exemplos para um país que precisa cada vez mais deles.

O outro prêmio iria para o outro lado da moeda. Um anti-troféu para os piores. A agência de publicidade que criou a campanha mais ofensiva. O estilista que insiste em usar peles naturais em suas criações. O autor de novelas que mostra mais insensibilidade com os animais.

Está lançada a idéia.

fonte: Eu sou animal - Dagomir Marquezi
clique em cima para ampliar

fonte: greenpeace

ONG salva cão faminto à beira da morte

Está história é realmente chocante. O cachorro Soldier foi encontrado pela equipe da ONG de proteção animal, RSPCA, à beira da morte.

O animal estava tão magro que media apenas quatro centímetros de diâmetro em algumas partes do corpo.

Seu ex-tutor, John Hendricks, declarou-se culpado das acusações de maus-tratos ao seu animal.

Como punição, Hendricks foi obrigado a pagar uma multa de R$ 372, uma outra penalização de R$ 1860 e proibido de criar qualquer tipo de animal pelos próximos 10 anos.

A história de Soldier veio a público depois que a instituição revelou que a crueldade contra animais cresceu cerca de 25% no último ano no Reino Unido.

As histórias incluem um cão esfaqueado repetidamente com um descascador de batatas, um gatinho cego jogado em uma sacola e um cachorro encontrado abandonado em uma casa onde cinco outros animais já haviam morrido de fome. Beethoven só sobreviveu comendo restos dos gatos.

Em setembro, o tutor de Beethoven, Mateus Pereira, foi preso por 20 semanas e proibido de criar animais por 10 anos depois de ter admitido ser o autor de 34 crimes contra animais.

Cerca de 1.340 pessoas foram processadas por crueldade contra animais e negligência em 2011. Cerca de 1.100 deles foram proibidos de possuir animais e 74 foram presos.

Soldier foi um dos animais cuja a história teve um final feliz. A ONG conseguiu salvá-lo e hoje ele é um cão feliz e saudável.

fonte: R7

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O Poeta Cansado e A Estrela do Mar


Por acreditar que ser poeta não é destino ou escolha, mas sim uma missão de vida, tenho apostado nos sonhos, nas utopias, nos movimentos por um mundo melhor.

De corpo e alma, já lutei em várias frentes, sempre como formiguinha solidária, nunca líder ou chefe de nada.

Até porque minha única arma é a poesia, parecida com a lança de Dom Quixote a atacar moinhos de vento. Não alcança mentes entorpecidas, sequer faz cócegas em corações embrutecidos e, sobretudo, não dá ibope em tempos de matéria e meu pirão primeiro.

Os únicos que levam a poesia à sério são aqueles que já carregam no peito a vontade e a sede de mudanças. Um pequeno e raro exército de brancaleones. Uma pequena tribo de resistentes convictos de que as coisas que importam, como amor, paz, respeito aos animais e a natureza, não estão à venda no mercado da vida. E, principalmente, que consciência não é algo descartável de acordo com mesquinhos interesses individuais.

Já me engajei contra o consumismo exacerbado, virando hippie em Parati. Fui veemente contra a repressão sexual e a favor da emancipação feminina, fazendo arriscados recitais nu em pelo em lugares públicos. Crítico dos encastelados acadêmicos, todos de costas à realidade fora das universidades, até hoje sou persona non grata aos donos da cultura tupiniquim. Pela liberdade de expressão, colocamos centenas de poetas a panfletar e gritar pelas ruas. Contra a ditadura militar, ganhamos cadeias e porradas. Para impedir as usinas nucleares, também usamos a poesia e fomos os primeiros a lembrar dos peixes torrados pela urina quente delas. Conseguimos uma única vitória, que foi impedir um aeroporto em Caucaia, convocando a ajuda dos passarinhos e meia dúzia de gatos pingados ambientalistas, numa época em que isso era grego. Pelas eleições diretas, gastamos anos de esperneamentos e enfrentamentos com o sistema político-burocrático-militar.

Enfim, foram e tem sido, batalhas das quais nunca me arrependi.

Nunca fui pessimista, só impaciente.

E, nos últimos anos, o poeta velhinho e sambado que sou, volta e meia se pega meio cansado e desanimado.

Não é fácil se dedicar a causa da defesa dos animais, na teoria e na prática, em tempo integral.

São tantas atrocidades, tanto descaso, que temo me faltarem vida e energia suficientes para prosseguir.

Nesses momentos de aflição, recorro aos ensinamentos budistas, sempre tão práticos, lógicos e iluminados.

Como aconteceu esta semana quando uma amiga, budista e cachorreira e coroa como eu, me contou a pequena lenda do monge e as estrelas do mar.

Que é assim: o idoso monge todos os dias bem cedinho era visto a caminhar pela praia, recolhendo as estrelas do mar na areia, e jogando-as de volta para a água.

Um dia, alguém questionou por que ele se dava a esse trabalho, extenuante e ingrato. Afinal, com a maré baixa, a maioria das estrelas do mar morreria mesmo, sob o sol forte. E ele era um só para tantas.

Daí, ele pegou uma estrela do mar, mostrou-a ao incrédulo, arremessou-a de volta ao mar e disse:

-Agora vai lá e diz pra ela que meu gesto é inútil e não faz diferença. Para ela, faz.

Agradeci minha amiga pelo presente que me deu, essa historinha, com certeza me contou de propósito. Para ela, tantas vezes reclamei que meus antigos amigos da esquerda zoam comigo questionando minha luta pelos animais, diante de tantas outras mazelas sociais.

Agora, rejuvenescido, sei o que responder para eles:

-Vão lá dizer para aquele bichinho abandonado e sofrido que o que fazemos não tem importância.

fonte: Ulissescão - Ulisses Tavares
Se consegues...
 
Como ele...
 começar o teu dia sem cafeína,
Se consegues terminá-lo sem sedativos para dormir,
Se consegues estar de bom humor, sabendo ignorar os teus males e as tuas dores,
Se consegues nunca te queixar nem aborrecer os outros com os teus problemas,
Se consegues compreender quando os que te amam estão ocupados demais para te dispensar o seu tempo,
Se consegues aceitar que te censurem por uma falta que não cometeste,
Se consegues acreditar que cuidarão de ti até o fim da tua vida,
Se consegues aceitar todas as críticas sem nunca te insurgires,
Se consegues suportar a grosseria de certas pessoas sem nunca as corrigir,
Se consegues enfrentar a vida sem nunca mentir ou falsear,
Se consegues descontrair sem nunca tomar uma gota de álcool,
Se consegues dizer muito honestamente, do fundo do teu coração, que não tens qualquer preconceito contra os idosos, as raças diferentes, outras religiões ou opções sexuais,
Se consegues comer a mesma comida todos os dias e continuar feliz,
Se consegues amar sem condições, sem esperar nada em troca ...
Então, meu amigo, és QUASE tão perfeito como um CÃO 
autor desconhecido 

terça-feira, 24 de abril de 2012

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Olha só que tri...

Casal galês chama cachorro para padrinho de casamento
Dizem que o cão é o melhor amigo do homem. E em um casamento, o noivo costuma chamar como padrinho seus melhor amigos. Portanto, nada mais justo do que ter como padrinho de casamento seu cachorro de estimação.
Foi isso o que o casal galês Michael e Sue Hopkins, ambos com 48 anos, fez ao decidir se casar. Eles chegaram à conclusão que somente uma pessoa, digo, cachorro, poderia ser padrinho no casamento: o fiel Snoop.
Para a alegria do casal, o padre Nick Stanyon concordou com a escolha e permitiu que Snoop participasse de toda a cerimônia, na igreja Christwell, no País de ales.
“O padre é um amigo que conhecemos quando saíamos para passear com Snoop no parque. Como ele ama cães, concordou na hora com nossa ideia”, contou Sue.
O cachorro participou de toda a cerimônia religiosa e ainda levou as alianças ao casal. No entanto, Snoop não foi à festa de casamento. O casal teve medo que os convidados desses muitas bobagens para o cãozinho comer.
Mas Snoop pode ficar tranquilo. Ele será convidado para viajar com o casal na lua-de-mel. 
fonte:uol notícias

Olha só que legal...

Ativista mirim salva meninas de casamento forçado em Bangladesh

Com apenas 12 anos de idade, Oli Ahmed percorre a favela onde vive, na capital de Bangladesh, Dhaka, batendo de porta em porta e tentando convencer as famílias a não casar suas filhas crianças.
Bangladesh tem uma das mais altas taxas de casamentos forçados de crianças do mundo. Apesar de a idade mínima determinada por lei ser de 18 anos, cerca de 20% das meninas se casam antes dos 15 anos de idade.
Foi o próprio ativista mirim que tomou a iniciativa de procurar a ONG Plan International, que já atuava na favela, para se oferecer como voluntário para lutar contra o problema.
Ele disse aos diretores da ONG que queria formar um grupo de crianças para combater a prática. "Eu acho que nós fazemos um trabalho melhor do que os adultos", diz o menino. "Os adultos acham que somos muito jovens e, no entanto, nós sabemos tanto. E também temos mais entusiasmo que os mais velhos."
A ONG calcula que, desde que o grupo começou a atuar na favela, o número de casamentos de crianças na região caiu cerca de 50%.
"Me sinto muito feliz quando sei que a vida de uma menina foi salva por causa do meu trabalho", diz Oli.

Na cultura de Bangladesh, as meninas são totalmente dependentes de suas famílias, que precisam sustentá-las e pagar dotes ao futuro marido para garantir um casamento.
"Em famílias muito pobres, o dote representa as economias de uma vida. Elas preferem começar antes, quando o dote ainda não é muito alto", diz a diretora da Plan International no país, Mirna Ming Ming Evora. "Aqui as meninas são um fardo."

fonte: uol notícias

sábado, 21 de abril de 2012

Os Bois
De madrugada matam os bois
que comemos ao amanhecer.
No entanto, eles tinham seus projetos:
comer a erva da manhã
mascar o azul do entardecer
e cercados de aves e borboletas
ir adubando o dia por nascer.
Affonso Romano de Sant´Anna


Se eu puder evitar que um coração pare
Não terei vivido em vão;
Se eu puder aliviar uma vida do sofrer,
ou acalmar um doer,
Ou ajudar um tordo desmaiado
ao seu ninho voltar,
minha vida em vão não vai passar.
Emily Dickinson

É bom quando nossa consciência sofre grandes ferimentos, pois isso a torna mais sensível a cada estímulo. Penso que devemos ler apenas livros que nos ferem, que nos afligem. Se o livro que estamos lendo não nos desperta como um soco no crânio, por que perder tempo lendo-o? Para que ele nos torne felizes, como você diz? Oh Deus, nós seríamos felizes do mesmo modo se esses livros não existissem. Livros que nos fazem felizes poderíamos escrever nós mesmos num piscar de olhos. Precisamos de livros que nos atinjam como a mais dolorosa desventura, que nos assolem profundamente – como a morte de alguém que amávamos mais do que a nós mesmos –, que nos façam sentir que fomos banidos para o ermo, para longe de qualquer presença humana – como um suicídio. Um livro deve ser um machado para o mar congelado que há dentro de nós.

Franz Kafka

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O conceito de “comer carne” redefinido

O que há num nome? Uma rosa com qualquer outro nome teria seu cheiro mais doce? Esta foi a questão famosa de Shakespeare, mas me pergunto se, por outro lado, esta mesma pergunta poderia ser aplicável ao ato flagrante de comer carne… O que há num nome? É uma maneira de esconder a realidade do que está por trás do que há no prato. Conhecemos exemplos em que a linguagem ajudou na distinção entre as classes. No passado, a aristocracia inglesa jantava carne de carneiro, mas os pobres comiam o cordeiro. As palavras não apenas distinguem o que é para os ricos e pobres, elas disfarçam a verdade por trás de comer animais.

O que aconteceria se chamássemos uma coisa do que ela realmente é? Será que teríamos uma mudança de atitude? Será que o véu seria levantado o bastante para que mudássemos nosso comportamento? E se em vez de nos referir à carne como alimento, deixássemos de considerar totalmente que os animais sejam incluídos na categoria de “comida”. Isso seria um grande começo. E se parássemos de usar a palavra “ovo” e o chamasse de “envoltório de reprodução que tem a capacidade de se transformar em um novo ente”? E se expuséssemos a realidade do “leite”, chamando-lhe “secreções das glandulas mamárias”? Eu me pergunto se ele alteraria o sabor percebido. E se chamássemos a carne de “músculo do animal morto”? E no caso em que a palavra para o animal vivo é igual à do animal consumido (como “frango, “camarão ou “peixe”)? Pergunto-me, por exemplo, se seria apetitoso distinguir os animais vivos como “galinha” do animal morto o qual as pessoas jantam, chamando-lhe “músculo de galinha morta”? Não estou dizendo que temos de ser melodramáticos em relação a isso. Nós não precisamos dizer “carne podre”, apenas apontar que se trata do músculo de um animal morto deve ser suficiente.

Pense em todas as palavras que são usadas para dissociar completamente o conceito de alimento da vida, dos animais sencientes dos quais é derivado: carne de vaca, porco, vitela, carneiro, veado, caviar. Poderíamos dizer o que mostra a realidade: o “cadáver de vaca”, “cadáver de porco”, “descendentes do sexo masculino de uma vaca produtora de leite”, “cadáver de ovelha”, “cadáver de veado”, “peixes potenciais não fertilizados”, respectivamente. Então, para ir um passo além, há nomes exóticos que o som faz parecer como se houvesse prestígio, em vez da realidade de que você apenas come animais mortos: bife de Nova York, Filet Mignon, Chicken Cordon Bleu.

É claro que não basta parar com a carne animal. Deve-se também aplicar a outros ingredientes de origem animal, pois são uma verdadeira fonte de confusão, mesmo para o mais bem-intencionado vegetariano: coalho (revestimento do estômago de uma vaca ou porco) ou gelatina (substância glutinosa da carne cozida, unhas, olhos, pele etc. de uma vaca ou porco).

Meu irmão e sua esposa acabaram de ter um bebê, e agora que Benjamin tem 8 meses, ele está lentamente conhecendo alimentos sólidos. Um por um, eles estão apresentando sabores diferentes para ver do que ele gosta e não gosta. Ele adora doce de abóbora e batata, mas não gosta tanto de feijão verde ou banana. No dia em que eles abriram o pote e lhe apresentaram a “carne”, ele fez uma cara de nojo e cuspiu. Eles riram e minha mãe disse: “Ah, ele odeia carne! Melissa vai ser tão feliz”. Quando a minha mãe me contou a história, eu me sentia triste e disse: “Nenhum bebê quer comer vaca reconstituída em um pratinho?” Não é exatamente o que é? Por que queremos continuar esta prática, bárbara, embora cultural, das crianças, em que elas são forçadas a comer animais mortos? Na defesa do meu irmão e cunhada, o bebê não gosta de bananas… então o meu ponto não é sobre o que os bebês “naturalmente” preferem. Eu não estou negando que, depois de algum tempo, o sabor da carne do animal cozida não se torne um hábito de tal forma que se torna “uma segunda natureza”. Admito que eu, também, infelizmente, comia animais mortos cozidos e ingeria secreções (que eu bebia e gostava, especialmente quando esta era reforçada pelo açúcar e chocolate), até que um dia, quando eu fiz a conexão surpreendente, já não podia fingir ignorância.

Agora, o simples pensamento da ideia de comer um animal morto é revoltante. Eu ouvi os argumentos sobre a nossa evolução, como comer animais mortos ajudou nosso cérebro a desenvolver-se, nos ajudou a sobreviver em condições duras, e nos ajudou a prosperar como espécie. Eu não estou debatendo o que é “natural” ou “antinatural”. O que estou propondo é nós realmente considerarmos a velha questão: “O que há num nome?”. E começarmos a criar uma nova e mais direta maneira aberta para se comunicar, chamando alguma coisa do que ela realmente é, de modo que possamos nos tornar responsáveis por nossas ações e para as consequências que delas resultem. Nós começaremos a perceber que ter esse animal num prato, infelizmente, significa que, para chegar lá, ele foi criado e teve uma vida de sofrimento, ou, por estar no prato, ele foi sacrificado após ter sido uma criatura viva, respirando até o momento em que foi morto e convertido em um pedaço de carne, que deve passar por uma série de processos para que seja palatável e digestível. Minha esperança é que nos tornemos mais conscientes de nossas ações, e isso vai resultar em uma mudança na consciência. Meu objetivo é que um dia a definição de “alimento” só se refira a frutas, legumes, grãos e nozes, e não aos animais nem partes deles. Eu realmente acredito que este é um primeiro passo na “redefinição” não só das palavras, mas do mundo que desejamos.
fonte: Soluções Vegetarianas - Melissa Martin

Beto Guedes - o sal da terra

22 de abril, dia mundial da terra


Olha só que tri...

Garoto que luta contra a leucemia doa suas economias para Associação Protetora de Animais
Ian Himmelstein, um garoto de 8 anos que está lutando contra a leucemia, decidiu doar todas as suas economias à Sociedade Protetora de Animais do Condado de Suffolk, nos EUA, transoformando-se, segundo a imprensa internacional, em um “herói dos animais”.

Apesar de estar vivendo uma situação muito difícil, em pleno tratamento de quimioterapia, Ian afirma que os animais necessitam desse dinheiro mais que ele próprio: “Tenho guardado dinheiro para uma viagem por causa do meu câncer, mas pensei que os animais necessitavam do muito mais que eu”.

No outono passado, Ian foi atacado e ferido pelo cachorro de um vizinho, mas, apesar disso, o garoto disse que seu amor pelos animais não mudou. “Eu adoro os cachorros, só não gosto daquele cachorro”, disse Ian.

Roy Gross, chefe da Sociedade Protetora à qual Ian doou seu dinheiro, afirma sentir-se profundamente tocado por saber que um garoto possa sentir tamanha paixão pelos animais, chegando a ter um gesto tão solidário e compassivo. Segundo ele: “Ian é um jovem maravilhoso”.

Parte da doação de Ian será utilizada de imediato para ajudar um abrigo criado para animais que, após um incêndio, ficaram sem lar.
fonte: anda
clique em cima para ampliar

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Protetora necessita ajuda urgente...

Urgente: Cidinha muito doente - precisamos quem cuide dos seus protegidos!


Olá amigos,

Estamos numa situação muito desesperadora e triste. Infelizmente a cidinha está muito doente, com suspeita de uma séria virose. Aos 56 anos de idade, entra e saí do hospital toda hora, anemia profunda, pressão arterial 8x6, vômitos e diarréia. Não está conseguindo ficar em pé e nem mesmo se alimentar.
Ela não tem mais condições de limpar os canis e alimentar os cães. Quem limpa os canis todos os dias é ela e, aos finais de semana, a Ana Carolina (filha da Cidinha) a ajuda, pois a Cidinha já não tem mais saúde para fazer isso sozinha.
Por favor, divulguem pra lista de todos vocês que a Cidinha precisa de gente para limpar os canis todos os dias, os animais não podem ficar sozinhos no meio da sujeira e ela não pode, neste momento, fazer o que sempre fez em prol deles.
Quem puder ajudar por favor entre em contato com a Ana Carolina: 11-7843-6091 – anailcid@terra.com.br – fênix.ana@live.com 
Caso alguém possa fazer este serviço ou tenha algum conhecido para indicar, nós arranjaremos meios de fazer com que seja remunerado.
Contamos com a ajuda de todos vocês, quem puder, por gentileza, entre em contato. A situação é muito grave e nós voluntárias estamos aflitas com os cãezinhos que estão precisando de cuidados.

abraços solidários 

terça-feira, 17 de abril de 2012

clique em cima para ampliar
Não tenha medo da mudança. Coisas boas se vão para que melhores possam vir.
Não se acostume com o que não te faz feliz.

Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 16 de abril de 2012

E é inútil procurar encurtar caminhos e querer começar já sabendo que a voz diz pouco, já começando por ser despessoal. Pois existe a trajetória, e a trajetória não é apenas um modo de ir. A trajetória somos nós mesmos. Em matéria de viver, nunca se pode chegar antes. A via-crucis não é um descaminho, é a passagem única, não se chega senão através dela e com ela. A insistência é o nosso esforço, a desistência é o prêmio. A este só se chega quando se experimentou o poder de construir, e, apesar do gosto de poder, prefere-se a desistência. A desistência tem que ser uma escolha. Desistir é a escolha mais sagrada de uma vida. Desistir é o verdadeiro instante humano. E só esta, é a glória própria de minha condição. A desistência é uma revelação.
 Clarice Lispector
Dedico aos verdadeiros amigos

"Que bobagem falar que é nas grandes ocasiões que se conhece os amigos! Nas grandes ocasiões é que não faltam amigos. Principalmente neste Brasil de coração mole e escorrendo. E a compaixão, a piedade, a pena se confundem com amizade. Por isso tenho horror das grandes ocasiões. Prefiro as quartas-feiras." 

Mário de Andrade

Olha só que legal...

Ônibus com telhado verde leva Natureza pela cidade

O designer Marco Antônio Castro criou uma ideia brilhante pra criar mais espaços verdes e levar mais vida pelas cidades. O projeto Bus Roots, desenvolvido na sua graduação na Universidade de New York, é a instalação de um lindo jardim nos tetos dos ônibus que circulam pela grande metrópole.
A ideia poderia aumentar a quantidade de área verde nas cidades, além dela ficar “passeando” por elas. Como resultado, se combateriam as ilhas de calor, absorveria mais gás carbônico e água e deixaria o ar mais limpo. Segundo o designer, se o projeto fosse implantado nos 4.500 ônibus da cidade, haveria 35 hectares de área verde circulando pelas ruas.
O projeto já foi implantado no BioBus, um ônibus que circula pelos EUA funcionando como um laboratório de ciências móvel. Ainda como experiência, Castro pretende conseguir apoio para expandir o projeto.

fonte: eco4planet

domingo, 15 de abril de 2012

O luxo de morar sozinho e a solidão domingueira
“A única vantagem da solidão é poder entrar no banheiro e deixar a porta aberta.”

Não tinha a menor graça, como atesta a frase do cronista e compositor Antônio Maria (1921-1964),essa moda de morar sozinho.
O que era sinal de abandono e decadência sem elegância, hoje é sinal de status e prêmio à individualidade, como diz reportagem de Nathalia Ziemkieicz, na “Época”.
Somente na cidade de SP, onde a tendência é mais forte, são pelo menos 503,9 mil moradores neste estilo, incluindo este caballero solitário que vos batuca.
Confesso que aprecio –e repare que não se trata de um ermitão convicto. Coisa de quem encarou diversas repúblicas estudantis, apinhados sótãos de pensões da rua das Ninfas (Recife) e uma quina de acasalamentos.
Morar sozinho, para quem já não é mais criança e adquiriu um rosário de manias, é valioso. Tem um momento, porém, que o banzo pega, afinal de contas o planeta melancolia nasceu para todos.
Trato dos domingos, como ensaiamos falar aqui outro dia. Aquele momento que você não tem alguém para o simples ato de coçar o meio das costas, naquele ponto da anatomia em que a mão não alcança.
Você há de fazer a Greta Garbo com sua famosa ordem para o mundo deixá-la no seu refúgio: “I wan to be alone”.
Você há de dizer, bem-resolvido(a), aproveita que é domingo, vai até à feira japonesa da Liberdade e compra uma daquelas mãozinhas coça-costas.
O almoço solitário do domingo, principalmente depois que você se separa, também pega. Ô! Mas aí tem aquele amigo papo-bom que tira de letra.
Ou, como aconselho, você manda a lasanha (semi-pronta) do desprezo no forno e mata inclusive a ansiedade qual um Garfield.
Há quem diga que a pior solidão é quando você adoece e não tem alguém ali para fazer um chá, uma sopinha, ninguém ali para fazer a Ana Neri -a heroína matriarca da enfermagem brasileira.
É pensando nisso que a minha mãe sempre me adverte nos intervalos de solteirice: “Case, meu filho, imagina ter uma dor de madrugada e ninguém por perto?!”
fonte: folha.com - Xico Sá
Quando o amor acenar,
siga-o ainda que por caminhos
ásperos e íngremes.
Debulha-o até deixá-lo nu.
Transforma-o,
livrando-o de sua palha.
Tritura-o,
até torná-lo branco.
Amassa-o,
até deixá-lo macio;
e,então,submete ao fogo
para que se transforma em pão
para alimentar o corpo e o coração
Khalil Gibran
Os “verdadeiros animais” e o especismo
É bastante frequente que a frase “Quem são os verdadeiros animais?”, ou alguma variante, apareça em imagens ou textos de protesto contra alguma crueldade promovida por seres humanos contra animais de outras espécies. Quem a profere acha que está reduzindo os autores de violências ao atributo de seres desprezíveis, mas não sabe que está falando uma frase bastante infeliz e também especista que atenta contra os próprios animais.

Quando se diz que “esses humanos violentos são os verdadeiros animais”, reproduz-se as mesmas ideias preconceituosas dos próprios cometedores de violência física contra animais não humanos – a de que ser animal é ser ruim e cruel, e que os bons seres humanos não teriam o “desprezível” atributo de animais. Barbariza-se o conceito de “animal”, reduzindo-o a uma característica negativa, e assim comete-se a tradicional violência simbólica especista de tratar os animais não humanos como seres inferiores e os seres humanos – pelo menos os bons – como se fossem “mais do que meros animais”.

Referir-se a pessoas violentas como "os verdadeiros animais" rebaixa os animais em geral à qualidade de seres brutos, bestiais, inferiores e desprezíveis. Imagem: Blog Adeus Lenine/Reprodução

Associando-se o atributo de animal à violência, à crueldade e à incivilidade, o desavisado defensor faz exatamente o contrário do que pretende: ao invés de fazer um esforço para tornar a humanidade menos violenta e especista contra outros animais, contribui para perpetuar o velho valor especista de rebaixar estes últimos a seres bestiais, estúpidos, brutos, inferiores e desprovidos de dignidade.

Tratar pessoas que são violentas contra animais não humanos chamando-as de “os verdadeiros animais” é um equívoco tão grave quanto, ou ainda mais que, falar de cães, gatos e animais de tração como se fossem objetos sob propriedade de um dono – em outras palavras, usar as palavras “dono”, “proprietário” e “posse” para abordar relações de tutela entre pessoas e animais domésticos.

No final das contas, acaba-se desenhando, ainda que sem querer, uma realidade em que ninguém quer ser considerado um animal, por achar que ser um animal é ser uma besta inferior, estúpida e violenta. E perpetua-se, por via da violência simbólica que carrega essa linguagem, aquela cultura especista de tratar os animais não humanos com violência também física e psicológica. Afinal, se ser um “verdadeiro animal” é ser desprezível, condenável e merecedor de castigos, automaticamente os animais são seres desprezíveis, condenáveis e merecedores de algo ruim.

Devemos ter muito cuidado para evitarmos usar esse tipo de linguagem especista ao tratarmos de animais humanos e não humanos. Ela mais atrapalha do que ajuda. Isso passa por policiar-se e parar de usar o termo “verdadeiros animais” em referência a criminosos que agridem seres sencientes. Porque todos nós, humanos e não humanos, somos animais de verdade, e isso não nos é demérito nenhum.
fonte: Escrita Libertária - Robson Fernando de Souza

Carne é carne, pasto é pasto...

Um dia na semana sem carne...

Carne é carne, animal é animal...

sábado, 14 de abril de 2012

Não comer carne significa muito mais para mim que uma simples defesa do meu organismo; é um gesto simbólico da minha vontade de viver em harmonia com a natureza. O homem precisa de um novo tipo de relação com a natureza, uma relação que seja de integração em vez de domínio, uma relação de pertencer a ela em vez de possuí-la. Não comer carne simboliza respeito à vida universal.

Pierre Weil 

Olha só que tri...

Avianca lança cardápio vegetariano no serviço de bordo

A partir de agora, os clientes da Avianca poderão solicitar refeições vegetarianas no momento da compra da passagem. As refeições servidas serão “lacto-ovo-vegetarianas”. Vegetais, frutas frescas e legumes, por exemplo, também fazem parte deste cardápio.

Para aproveitar esse serviço especial, o cliente deve solicitar à central de reservas pelo telefone 4004-4040 ou pelo site www.avianca.com.br no momento da compra, respeitando-se o prazo de 48 horas de antecedência. A opção, porém, é restrita a voos com mais de 60 minutos de duração.

Essa nova opção é mais uma iniciativa da Avianca para tornar a experiência de voo dos clientes melhor. Renato Aranha, diretor de serviços da empresa, ressalta outras ações, como o procedimento de embarque por grupos que teve tempo reduzido de 20 a 30%%. Segundo ele, outras ações serão implementadas para aperfeiçoar o tempo de solo das aeronaves e contribuir para a eficiência operacional da empresa.
fonte: anda

quinta-feira, 12 de abril de 2012


Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.

Cora Coralina

quarta-feira, 11 de abril de 2012

"Eis o que é terrível ainda mais que o 
sofrimento e a morte dos animais. É o 
fato de o homem, sem necessidade, 
suprimir a suprema susceptibilidade
espiritual de sentir compaixão e piedade
para com os seres vivos como ele. É o 
fato do homem se tornar cruel violando
as leis da Natureza matando para 
comer."

Leon Tolstoi 

Olha só que tri...

Vovó arrasa em apresentações de ginástica artística no solo e barras paralelas
Idade não é documento mesmo! Johanna Quaas, uma vovó de 86 anos de idade, participou da última edição de um conhecido torneio internacional de ginástica artística na cidade de Cottbus, na Alemanha. Ela realizou demonstrações incríveis em apresentações no solo e nas barras paralelas, e você pode conferir os vídeos com as performances de Johanna no YouTube.

Com uma flexibilidade e força de fazer inveja a qualquer um, a vovó afirma que só participa das demonstrações por puro divertimento. Contudo, a ginasta também revelou que fica chateada pelo fato de não existirem olimpíadas ou competições internacionais voltadas para idosos. Não temos dúvidas de que ela arrasaria!


fonte: tecmundo

domingo, 8 de abril de 2012


Cuide de si mesmo. Aprenda como se perdoar,
cada vez mais e novamente; sete vezes,
setenta e sete vezes, setecentos e setenta e
sete vezes. Aprenda como perdoar a si próprio.
Não seja duro; não seja antagônico consigo
mesmo. Assim você irá florescer.
Nesse florescimento você atrairá alguma outra flor.
Isso é natural. Pedras atraem pedras; flores atraem
flores. Assim há um relacionamento que possui graça,
que possui beleza, que possui uma bênção nele. Se
você puder achar um relacionamento assim, seu
relacionamento crescerá para uma oração; seu amor
se tornará um êxtase e através do amor você
conhecerá o que é o divino.
Rajneesh

Sessão Crueldade humana...

Organizadores sonham em tornar rodeio o segundo maior “esporte” do Brasil

A Professional Bull Riders Brazil (PBR Brazil), organizadora de rodeios no Brasil, quer tornar o rodeio o segundo maior “esporte” do Brasil, e pretende investir alto para cumprir esse objetivo. Almejando um público tão grande quanto o dos grandes jogos de futebol (e muito mais dinheiro, como é fácil de se perceber), prometendo uma premiação milionária para os peões e assinando contratos com emissoras das TVs aberta e fechada, a meta da organização é audaciosa e pretende alienar milhões de brasileiros à questão da exploração animal e atraí-los às arquibancadas das arenas.

É, com a licença da subjetividade, um monstro que se torna mais e mais poderoso e não vem cedendo à mobilização. Isso nos leva a duas conclusões: o movimento de defesa animal precisa intensificar, profissionalizar e tornar abolicionista sua mensagem, na maior diversidade possível de veículos de comunicação. Precisa também se politizar, de modo a não mais depender tão vitalmente da péssima “boa vontade” de centenas de políticos muitos dos quais são justamente interessados na perpetuação da exploração econômica de animais, inclusive em rodeios.

Só assim, com a robustificação da defesa animal antirrodeio brasileira, poderá haver condições de peitar os interessados nos rodeios tanto na mídia como no Congresso, e tornar a Educação mais forte do que a Alienação.

fonte:anda

sábado, 7 de abril de 2012

Olha só que tri...

Agente de saúde desenvolve o próprio veículo motorizado
fonte:zero hora
Pensamento do Dia
Trate cada situação estressante como
 se você fosse um cachorro:  
se você não puder comer ou brincar
 com a coisa, simplesmente se afaste!
 fonte: email da beth

Ai daqueles
que se amaram sem nenhuma briga
aqueles que deixaram
que a mágoa nova
virasse a chaga antiga

ai daqueles que se amaram
sem saber que amar é pão feito em casa
e que a pedra só não voa
porque não quer
não porque não tem asa

Paulo Leminski