Quem sou eu

terça-feira, 26 de junho de 2012


Só dói quando Rio+

Se falou e muito dos animais bípedes denominados índios. Sim, aqueles mesmos que ficaram milênios tocando fogo na floresta, comendo macacos, numa boa, até que vieram os portugueses, ora, pois, e ensinaram maneiras mais eficazes de acabar com a vida. 
E, sim também, aqueles mesmos que nos legaram a sua dita cultura: quem não é da nossa tribo, nós matamos. Hoje não matam como antes, mas se dedicam a revindicar benesses governamentais e a continuarem a viver como índios, mas sem pagar impostos nem trabalhar e nem serem enquadrados pelas leis dos animais civilizados. Ìndio não quer mais apito nem espelhinho nem facão de aço: quer é viver como aqueles portugas e holandeses ensinaram.
 E os animais de verdade, a natureza? Ah, esses e essa estão aí como sempre estiveram, para nos servir.

Se protestou e muito sobre a economia verde. Vai acabar com a economia dos coitados dos bolivianos, que plantam coca numa boa. Dos paupérrimos afegãos que ganham seu suado dinheirinho cultivando papoulas que virarão ópio. Dos africanos que vivem na idade da pedra, em que havia mato a desmatar e animais para encher a pança.

Se evidenciou o papel das ongs ambientalistas, todas doidinhas por um holofote. Só que nenhum animal bípede e pensante tocou na ferida: apenas no Rio de Janeiro fevereiro e carnaval, existem duas ongs para cuidar de cada um dos mamíferos infantes das ruas. Eles continuam nas ruas, as ongs em seus feudos, pedindo mais verbas.

Se levantaram bandeiras sobre a raça negra. Como se os negros não fizessem parte da raça humana. São os negros o que, então? Uma raça de animais à parte, especial, com direitos diferenciados? Não viemos todos, negros e brancos, dos primatas, da família dos macacos? Novamente, negar a ciência, a biologia, a história, dá grana e seguimos, predadores que somos desde a origem, negros e brancos a encher o saco e o cofrinho.

Se deu voz as mulheres. Ninguém ouviu nenhuma fêmea acasalada dizer que era cúmplice de seu próprio espancamento, por amor, claro. Nem uma fêmea humana parideira contar que treinou seu filho, desde criancinha, para ser um machista predador.

Se ocuparam as grandes empresas em mostrarem como são auto-sustentáveis. Pelo visto, são todas anjos capitalistas que tiram seus lucros das tetas da mãe terra, mas se preocupam com ela, desde que ela não diminua seus rendimentos. Não serão elas a chorar pelo leite derramado.

Se mostraram solidários todos os partidos políticos. Nem precisavam. Afinal, todo mundo sabe que eles adoram o verde. O dólar não é verde?

Se aproveitaram os movimentos alternativos para protestar em vistosas e festivas passeatas. Com isso provocaram imensos congestionamentos e imensas descargas de gás carbônico. Isso que é ser ecológico.

E os animais, sim, os bichos de verdade, os não humanos?

Ah, esses ficaram de fora, como sempre. Só foram lembrados nas churrascarias, para onde todos os participantes foram comer.

Os que ocupam o topo da cadeia alimentar sabem o que fazem: explodir o mundo e posar de bonzinhos.

Bem que o poetinha quixotesco aqui tentou alertar. Até com o aval de seu currículo de autor de livros e manifestos a favor dos índios, dos negros, das mulheres, da democracia, em tempos em que isso tudo não era assunto palatável.

Mas quem liga para bichos e poetas hoje em dia?

Ulisses Tavares pede desculpas a todos os outros animais pelos animais hipócritas que somos. Coisas de poeta.

Ulissescão - Ulisses Tavares

Adote, não compre

clique em cima para ampliar
fonte:nina rosa

Sessão: o outro lado da moeda...

Apple: funcionários ganham pouco e não estão satisfeitos
Trabalhar na Apple pode ser o sonho de muitos que querem lidar com alta tecnologia um dia. No entanto, um emprego nas lojas da marca — que pode ser uma espécie de porta de entrada — não é o paraíso que muitos pensam. Os funcionários têm reclamado de salários muito baixos e de uma política muito fechada, resultando em poucas chances de crescimento na empresa. Segundo notícia do New York Times, se os rendimentos de venda da empresa fossem divididos por cada vendedor, eles teriam dado um lucro de 470 mil dólares. Apesar disso, o salário deles é de apenas 25 mil dólares por ano.
Uma das fontes do jornal americano alega ter vendido 750 mil dólares (R$ 1,5 milhão) em produtos, mas que ganha apenas US$ 11,25 (R$ 22,50) por hora. Conhecer o lucro que ele dá para a empresa e, ao mesmo tempo, receber um salário tão baixo é uma situação bem desanimadora, segundo o funcionário.
O The New York Times também relata que a Apple anunciou um aumento significativo para os funcionários de suas lojas. Contudo, não há informações de quando isso vai acontecer ou de quanto vai ser esse aumento.
fonte: tecmundo

domingo, 24 de junho de 2012

Ativistas da Revolução da Colher fazem ato na Cúpula dos Povos contra consumo de animais

O grupo ativista Revolução da Colher, representando Rio+Veg e Pacto Mundial Consciente, esteve presente na mobilização junto a mais de 80 mil ativistas do país e do mundo todo para conscientizar que não pode existir uma verdadeira mudança se não mudarmos nossos padrões de consumo.

A Rio+20 supostamente deveria ajudar a criar um futuro melhor. Muitos chefes de Estado se reúnem com donos de grandes corporações que incentivam uma economia verde, mas isso é apenas uma fachada para prostituir o termo “sustentabilidade”.

A Cúpula dos Povos, reunião paralela à Rio+20, tenta mostrar qual é a verdadeira forma de gerar uma mudança profunda e real. Infelizmente, mesmo na própria Cúpula o consumo de carne ainda não é visto como a principal causa dos maiores estragos causados ao meio ambiente e à nossa saúde.

A intervenção do grupo foi muito bem recebida por inúmeras pessoas, inclusive aquelas que ainda consomem carne.

A Revolução da Colher está representada em diversos países e conclama todos a continuarem nessa luta, somando e participando da verdadeira revolução, que não ocorrerá na Rio+20, nem na Cúpula dos Povos, mas sim, todos os dias, nos momentos em que cada pessoa escolher aquilo que vai consumir.

A intervenção será repetida na Av. Paulista, em São Paulo, e todos estão convidados a participar.
fonte: anda

e a família aumentou...




nasceu em 24 de junho de 2012
clique em cima para aumentar

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Olha só...

Homem sem pernas sobe o Kilimanjaro usando as mãos
Um americano sem pernas atingiu o cume do Monte Kilimanjaro, amontanha mais alta da África, caminhando com as mãos para chegar até o topo. Spencer West perdeu as pernas quando tinha cinco anos, devido a uma doença genética.

Com a empreitada, ele arrecadou mais de meio milhão de dólares para serviços de caridade. O Kilimanjaro tem quase 6.000 metros de altura e é a quarta montanha mais alta do mundo.

Spencer cumpriu parte do trajeto em cadeiras de roda e parte caminhando. Antes da subida, ele trabalhou com um personal trainer durante um ano para fortalecer os músculos dos braços. Ele precisou de seis dias para subir a montanha e dois para descer. Ele contou com a ajuda de seus dois melhores amigos.

fonte: uol
Museu exibe última foto do cão Hachiko, que esperou 10 anos por seu tutor em uma estação de trem

A tutora Yaeko Ueno, a quarta à direita na primeira fileira, e funcionários da estação de Shibuya rezam pela alma de “Chuken Hachiko” (o leal cão Hachiko), em Tóquio, no dia 8 de Março de 1935. (Foto cedida pelo Shibuya Folk and Literary Shirane Memorial Museum)

Quase todas as pessoas que visitam o Japão conhecem a história de Hachiko, um cão da raça Akita reverenciado pela incrível lealdade ao seu tutor mesmo muito tempo após a sua morte.
Agora, um museu em Tóquio está apresentando a exposição de uma fotografia tirada imediatamente após a morte de Hachiko, em 1935. As informações são do jornal The Asahi Shimbun.

Medindo 12 x 16 centímetros, a fotografia pode ser vista até 22 de julho no Museu Memorial de Literatura, em Shibuya Ward, como parte da “Shin Shuzo Shiryoten” (Exposição de materiais recém armazenados).

Conforme a história conta, o cão, cujo nome era Hachi, esperava o seu tutor Hidesaburo Ueno, professor de agronomia da Universidade de Tóquio, voltar do trabalho todos os dias. Hidesaburo faleceu e o cão continuou a esperá-lo na estação por dez anos após a sua morte.

De acordo com o museu, o ritual diário de Hachiko foi relatado pelo Jornal The Asahi Shimbun nos primeiros anos da década de 30. Conseqüentemente, Hachiko tornou-se sem dúvida o cão mais famoso do Japão.

Na manhã de 8 de março de 1935, Hachiko foi encontrado morto perto da estação de Shibuya. Seu corpo foi levado para a sala de bagagem da estação, que tinha sido um dos seus lugares favoritos. Uma foto do corpo de Hachiko foi logo tirada nesta sala e foi publicada no Jornal Yamato Shimbun no dia seguinte.

A foto mostra não só Hachiko, como também Yaeko, a viúva de Hidesaburo Ueno, e funcionários da estação.

Um dos membros da equipe, Yoshizo Osawa, deu a foto para sua filha mais velha, Nobue Yamauchi, hoje com 78 anos de idade. “Meu pai amava cães”, disse Yamaguchi. “Ele me disse que Hachi ía para a estação todos os dias e que eles dividiam suas marmitas com ele”.

Uma estátua de bronze de Hachiko em frente a estação de Shibuya tornou-se um ponto de encontro para os turistas.

“As pessoas na foto estão orando pelo descanso da alma de Hachi”, disse Keita Matsui, o curador do Museu. “A partir da foto, nós podemos perceber o quanto ele foi amado naqueles dias”.
fonte: anda

Protetora solicita ajuda...

PIT BULL EM TERRENO PRESTES A SER DESPEJADO! TEM 7 MESES!!!



AMIGOS,

RECEBI INFORMAÇÃO SEGURA SOBRE ESTE PIT DE 7 MESES...OS DONOS FORAM DESPEJADOS DO TERRENO QUE ESTAVAM E ELE FICOU LÁ...UMA PESSOA VAI ALIMENTAR QDO PODE...TEM DIAS QUE NEM CONSEGUE IR E ELE PASSA FOME!!!!

PELO AMOR DE DEUS...QUEM PODE ASSUMÍ-LO??? O LOCAL FOI COMPRADO....EM BREVE VAI TER MÁQUINAS E TRATORES LÁ!!

ELE É DÓCIL..UM FILHOTE AINDA!!! QUEM ME CONHECE SABE QUE NÃO SUPORTO ESTE TIPO DE APELO , SOU DE IR RESGATAR E DEPOIS PENSAR...MAS REALMENTE A SITUAÇÃO ESTÁ PRETA..COMO NUNCA ESTEVE ANTES....E ESTOU DE MÃOS PRESAS SEM PODER RESGATÁ-LO....POR TUDO QUE É MAIS SAGRADO....UM ANJO NA VIDA DELE?? POR FAVOR???


QUEM PODE ASSUMIR? COMO SABEM ESTOU SUPER ENROLADA COM MEUS RESGATADOS...INFELIZMENTE DESTA VEZ ESTOU DE MÃOS ATADAS.......

"Segue o endereço  onde está o Pitbull, a tia dela tem a chave do portão do terreno, o nome dela é Celeste, mora próximo de lá...

Rua Halifax nº 68 - no final da Rua João Chamas (próx. a av. Guarapiranga)

Celeste  -> 87113223/ 58914408" 


DIVULGUEM DEMAIS!!!! POR FAVOR!!!!!!!!!!!

informação: Giselle Sarbouck Pastorello

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Me ame quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso
Volte seu rosto sempre em direção ao sol e então as sombras ficarão para trás
Sempre que pensamos em mudar queremos tudo o mais rápido possível. Não tenha pressa pois as pequenas mudanças são as que mais importam. Por isso, não tenha medo de mudar lentamente, tenha medo de ficar parado.
O homem só envelhece quando os lamentos substituem seus sonhos
Você não fica rico com o que ganha fica rico com o que poupa
As bençãos chegam uma de cada vez, a desgraça vem em grupo
 provérbios chineses

Olha só que legal...

ONG homenageia McCartney pelo vegetarianismo em seu aniversário
Peta enviou ao ex-beatle cartão que reproduz capa de álbum com animais. Músico celebra 70 anos nesta segunda-feira
A ONG de defesa dos direitos dos animais Peta enviou um cartão especial ao ex-beatle Paul McCartney, que celebra 70 anos nesta segunda-feira (18). Uma foto reproduz a clássica capa do álbum Abbey Road, de 1969, substituindo os Beatles por animais. Em cartazes, eles dizem: ‘Parabéns, Paul! Obrigado por nos amar e não nos comer’. McCartney é vegetariano.
fonte: vista-se

domingo, 17 de junho de 2012

A sopa que esfriou…



Às 9:30 de cada manhã, nos dias em que estou no Santuário, coloco em uma das janelas do recinto dos chimpanzés Jango e Junior três garrafas com sopa quente. A seguir, dou duas garrafas para Billy e entro no recinto aberto de Luke e levo outras duas, junto com sucos e iogurtes.

De sua plataforma aérea, Junior me vê chegar com Luke e desce para procurar suas duas garrafas de sopa, pois já sabe que eu as deixei no caminho. A terceira possivelmente Jango já pegou e deixou as outras duas para seu querido amigo, que é muito comilão.

A sexta-feira passada (8 de junho) foi um dia miserável. Chuva sem parar, ventos e frio intenso, abaixo de 10° C, o que é uma raridade na área de Sorocaba. Junior me viu entrando no recinto de Luke e foi em busca de sua sopa, que pela primeira vez não estava lá, já que o carro onde ela estava tinha ido atender a uma emergência.

Ele se encaminhou para o túnel, como sempre faz, de onde visualiza uma boa parte do Santuário. Jango foi com ele como sempre. A sopa chegou em sua janela com atraso, depois do meio dia. Jango pegou sua garrafa e deixou as duas para seu amigo. Ele não sabia que seu amigo a essa hora possivelmente já estava morto, no túnel, de onde nunca mais sairia com vida.

No sábado, dia 9, quando fui colocar as três garrafas de sopa, percebi que as duas do dia anterior estavam lá sem mexer. Algo estava acontecendo. Apesar do dia infernal, com chuva incessante e frio intenso, Junior nunca deixaria de tomar aquela sopa, que tanto amava. Os tratadores perceberam que Jango estava diferente, queria contar-lhes algo e começaram a procurar Junior. O encontraram minutos mais tarde, caído frente a uma poça de sangue, produto possivelmente de um infarto fulminante, dentro do seu túnel.

A parte do Santuário que tem acesso àquela área ficou em silêncio. Seus colegas de outros recintos sabiam que algo trágico tinha acontecido. Talvez Jango deu a voz de alarme, no dia anterior quando estava anoitecendo, e uma gritaria se desatou no Santuário. Jango devia ter comunicado aos seus companheiros que Junior estava morto. Nós humanos não conseguimos entender a comunicação entre eles.

Junior era um chimpanzé robusto e pesava mais de 100 kg. Sofreu muito, viveu uma boa parte de sua vida num circo, no sul do país, onde foi viciado em cigarros e bebida. Quando o circo não conseguiu usá-lo mais, o doou ao Zoológico de Brasília. Lá viveu alguns anos até que a Dra.Cléa Lúcia Magalhães, veterinária chefe do zoo, e o diretor do mesmo na época, Raul Gonzáles, tomaram a sábia decisão de enviá-lo ao Santuário de Sorocaba. Poucos zoológicos têm essa sensibilidade e eles a tiveram, porque sabiam que Junior não duraria muito se continuasse vivendo na exibição pública.

Junior ficou conosco por mais de 7 anos. Ele devia ter entre 30 e 40 anos de idade. Viveu uma grande parte de seu tempo com Jango, que é um chimpanzé pequeno, meigo, que sofreu ainda mais nos circos onde viveu, já que o castraram e arrancaram todos os seus dentes.

Junior era comilão, não rejeitava nenhum alimento, gostava de tudo. Já tinha poucos dentes, a maioria apodreceu em sua boca, como acontece com os chimpanzés que não são bem tratados. Tinha uma tendência a desenvolver pequenos tumores em mãos e pés, que dificultavam sua locomoção, já que as dores o acompanhavam a cada canto que fosse. Vivia numa plataforma aérea, onde até dormia. Nós o forçávamos a descer para que fizesse exercício, colocávamos a comida longe dele, para que a procurasse. Mas Jango não entendia o por quê e levava a comida para ele. Se converteu em seu “garçom de luxo”. Quando descobrimos que adorava sopa quente, aí começamos a oferecê-la, a fim de forçá-lo a descer e andar.

Como Jango demorava para levar-lhe a sopa, ele descia para apanhá-la e com isso conseguimos que se movimentasse.

Com muito esforço, devido ao seu peso e tamanho, vários tratadores o tiraram do túnel. Catarina, que estava perto, começou a gritar e pedir ajuda. Os chimpanzés sabem o que é a morte e a temem. Nenhum dos chimpanzés dos recintos, onde podia ser vista a movimentação, se fez presente, já que eles sabiam horas antes – pelo aviso de Jango – que seu amigo estava morto.

Jango é azarado. Anos atrás, Gil, chimpanzé fêmea, com quem morava, teve o mesmo infarto e morreu na plataforma aérea. Agora seu grande amigo deixa mais um vazio em sua vida. Horas mais tarde, Jango ainda estava na entrada do túnel fechado, talvez esperando um milagre, aguardando Junior aparecer com um sorriso aberto e largo, como ele costumava fazer quando algo o agradava.


A morte de um chimpanzé para a família do GAP, em qualquer um de nossos Santuários, é uma tragédia sem fim. Sabemos que muitos deles chegaram fragilizados pela vida miserável que tiveram e que temos limites em nossa tarefa de recuperação. Porém, desejaríamos que aqueles chimpanzés que sobreviveram a tudo e a todos fossem imortais.
Junior foi enterrado em nosso cemitério, junto aos seus companheiros que partiram. Ninguém o jogou num lixão, o empalhou ou o usou para experiências. Ele, como todos os outros que o acompanham agora na outra vida, estarão sempre presentes em nossos corações.
Descanse em Paz, Grande Junior!
fonte: Direitos dos Grandes Primatas - Pedro A. Ynterian
Não se apresse em acreditar em nada, mesmo se estiver escrito nas escrituras sagradas. Não se apresse em acreditar em nada só porque um professor famoso que disse. Não acredite em nada apenas porque a maioria concordou que é a verdade. Não acredite em mim. Você deveria testar qualquer coisa que as pessoas dizem através de sua própria experiência antes de aceitar ou rejeitar algo."
Siddartha Gautama
Os namorados e os pares desencontrados


Nesta semana em que a mídia enalteceu por tudo que é meio a exaltação do romantismo, da paixão e do amor entre os casais de humanos, através do Dia dos Namorados, pouquíssimos destes devem lembrar-se do que tem ocorrido com outros pares deste mundo nos aspectos biológicos e afetivos por conta de comportamentos, escolhas e modos de vida humanos. E aqui eu poderia me estender para as espécies do mundo selvagem, sobrevivendo cada vez mais recuadas e impossibilitadas de avançar rumo à existência e sua perpetuação genética. Florestas derrubadas e habitats devastados com toda sua biodiversidade destruída e animais impossibilitados de se reproduzir, sentenciados à extinção para apenas figurar nos catálogos mofados das academias e do meio científico. 

Mas a situação mais angustiante está para aqueles que não estão em risco de extinção. Pelo contrário, cada vez mais são multiplicados e replicados artificialmente em laboratórios e fazendas de criação, existindo unicamente para satisfazer aos interesses humanos como meros produtos de consumo. Na realidade, mercadorias de uma escravidão dissimulada que aprisiona, amedronta, tortura, esfola, degola, trepana, queima e secciona vidas indefesas.

Para atender a atual demanda por carne, leite, ovos e seus subprodutos, os modernos processos de gestação e criação de animais contrapõem o ciclo natural da vida, onde esses podiam manifestar seus instintos ligados aos rituais de acasalamento e de maternidade. Os pares do mundo animal não podem disputar, conquistar, se encontrar e copular. A grande maioria dos machos bovinos e suínos, ainda filhotes, terá os testículos extraídos de forma cruel sem qualquer uso de analgésico e os poucos escolhidos para a reprodução serão masturbados por mãos humanas para a coleta do esperma.

As respectivas fêmeas receberão injeção de hormônios para acelerar e antecipar a ovulação e daí estarem aptas a receber o sêmen que será enfiado em sua genitália por uma seringa e braço humano. Após esse estupro legalizado a gestação ocorrerá sem que elas possam preparar um ninho seguro e confortável para parir o(s) filhote(s). Daí imaginem a frustração psíquica e emocional de uma pseudo mãe, que ainda por cima, terá os seus filhotes roubados para a engorda logo nos primeiros dias após o parto.

Em relação aos pássaros não há melhor sorte para machos e fêmeas. Galinhas botam ovos sem ninho e pintinhos são filhos de uma máquina chocadeira. As fêmeas pintinhos terão o bico cortado para que não biquem as colegas de prisão aviária. Os machos, sem valor comercial, logo serão descartados e mortos com gás, sufocados em sacos plástico ou triturados ainda vivos para servir de ração.

E com esse romantismo sangrando no prato, casais de humanos vão curtindo suas vidas com sentimentos exclusivos, com amor e sedução, com paixão sem compaixão.
fonte:Eco Animal - Márcio Linck

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Olha só que tri...

Abajur-cogumelo carrega no Sol

Se você está cansado da sua mesa monótona do escritório ou da escrivaninha sem graça de casa, pode se interessar em ter uma criação de cogumelos mágicos perto de você.
Isso pode ser feito com um abajur um tanto quanto diferente. Pois é, o Kinoko USB é um abajur divertido, versátil, que se conecta ao computador e produz energia de maneira eficiente e sustentável.
São três grandes cogumelos artificiais que parecem brotar da grama do vaso. E o mais legal: as lâmpadas com formato de cogumelo mudam de cor ao longo do dia.
Para carregar as lâmpadas, você precisa de luz natural. Quando a bateria estiver carregada, os cogumelos ficarão acesos por cerca de oito horas. Porém, as especificações da empresa não dizem quando tempo leva para carregar as lâmpadas. Além disso, se o seu escritório não tiver luz natural, é possível carregar o abajur ao conectá-lo ao seu computador por USB.
Para os interessados, o Kinoko USB está disponível na Japan Trend Shop por 46 dólares.
fonte: info
2012?
 
Vejo as barbaridades que o homem comete diariamente contra os animais (refiro-me a cães, gatos e aves, obviamente, mas, essencialmente, aos renegados vacas, porcos, galinhas, patos, peixes, jacarés, raposas, cobras, etc) e penso como é possível um ser que evoluiu tanto tecnologicamente guardar traços tão primitivos. É mais ou menos como uma receita que você prepara, coloca no forno e, ao retirá-la, vê que seu exterior ficou bonito e apetitoso, porém seu interior ainda está cru. Eu sei que o mundo eu não poderei mudar. E nem quero também; sou tão pequeno, que mover meu próprio “eu” adiante já é uma prova e tanto. Quero trilhar o meu caminho e agir com atitudes coerentes, da mesma forma com que organizo meus pensamentos e os posiciono em direção ao que meu coração considera correto. Quero ser verdadeiro. Não quero que o solo de nosso planeta seja encharcado com sangue humano ou animal, assim como não desejo que ser algum seja explorado, agredido, humilhado, privado de seus direitos ou tratado como um objeto qualquer. No fundo, não sei se tenho esperanças no ser humano. Vejo esse falatório sobre os acontecimentos previstos para dezembro de 2012 e fico pensando… Talvez nosso planeta um dia seja um mundo de paz entre todos os seres. Estejam os humanos entre eles, ou não.
fonte:Cronicato - Rogério Rothje

terça-feira, 12 de junho de 2012

Encerrando Ciclos

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos...

Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho?
Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora.
Soltar.
Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos.

Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.

Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és...

E lembra-te:
Tudo o que chega,
chega sempre por alguma razão...
 
Fernando Pessoa

Olha só que legal...

Projeto de lei quer permitir que animais domésticos possam frequentar transporte público
A legisladora da capital argentina, Buenos Aires, María José Lubertino, apresentou um projeto de lei que propõe que animais domésticos possam acompanhar seus tutores em qualquer transporte público da cidade e que, além disso, possam frequentar espaços privados de uso público, como restaurantes e bares. As informações são da PrensAnimalista.
A proposta pretende modificar o Decreto 41.831, de 1987, que proíbe a permanência de cães e gatos em locais gastronômicos e impede seu traslado em veículos de uso público.
A proposta, segundo Lubertino, tem a “finalidade de que a cidade seja mais amigável com as pessoas que são tutoras de animais  e alcançando, assim, uma cidade mais humana”.
Além disso, destacou que “a cidade está densamente habitada por ‘tutores’ de animais domésticos que os consideram como parte de sua família, quanto ao tratamento, limpeza e cuidado que lhes dispensam; e, estas pessoas, habitantes e contribuintes da cidade se vêem impedidas de deslocarem-se pela cidade ou frequentarem locais públicos devido a esta proibição”.
Dentre outros pontos, o projeto estabelece, que os coletivos e metrô devem dispor de unidades para o transporte de cães e gatos. Estas, devem estar identificadas por uma placa de “coletivo amigável” ou “vagão amigável” em local visível.
Os táxis divulgarão sua condição de amigável de maneira visível através de placas e adesivos que os identifiquem.
fonte:anda

segunda-feira, 11 de junho de 2012


O problema de morar 
sozinho 
 é que sempre é a 
nossa vez de
 lavar a louça.


 Albert Einstein
Pro-Animal convida os namorados a amar sem morte no prato
Na manhã fria deste dia 9 de junho, militantes da Pro-Animal promoveram, no centro de São Leopoldo (RS), uma atividade relativa aos Dia dos Namorados e os animais.
Um banner com a imagem de um casal de humanos numa atmosfera de desejos extraconjugais e decepção amorosa cercada de fotos reais de animais abatidos ou em vias de serem assassinados chamou a atenção do público passante. Ao mesmo tempo, os observadores foram chamados a experimentar uma nova maneira de lidar com seus desejos de modo a culminar na compaixão e respeito para com os animais eleitos para o consumo.
Os transeuntes receberam panfletos com a imagem do banner e um texto ressaltando a condição cruel a que as vítimas do nosso paladar estão submetidas, sendo geradas por métodos artificiais de inseminação, sem ter o contato físico e emocional com os seus pares. No imaginário coletivo, as pessoas ainda têm a crença das fazendas do passado, onde os animais eram criados livres e podiam reproduzir naturalmente, ainda que o destino dos mesmos não fosse menos pior. Desconhecem a castração sem analgésico de touros e porcos, a gestação forçada das vacas e porcas, a ovulação induzida por meio de hormônios e o esgotamento do ventre destas, assim como a separação das mães e seus filhotes que em seguida são convertidos em produtos culinários e de outras categorias de uso, além de toda uma gama de crueldades inomináveis que ocorrem na indústria de produção e abate.
fonte: anda

Tribalistas - tribalismo

domingo, 10 de junho de 2012

Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens.

O povo nunca é humanitário. O que há de mais fundamental na criatura do povo é a atenção estreita aos seus interesses, e a exclusão cuidadosa, praticada sempre que possível, dos interesses alheios.

Despreza tudo, mas de modo que o desprezar te não incomode. Não te julgues superior ao desprezares. A arte do desprezo nobre está nisso.

A única atitude intelectual digna de uma criatura superior é a de uma calma e fria compaixão por tudo quanto não é ele próprio. Não que essa atitude tenha o mínimo cunho de justa e verdadeira; mas é tão invejável que é preciso tê-la.

Fernando Pessoa

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Foto de cão em perigo é postada em rede social e gera mobilização para salvá-lo


Um cachorro abandonado estava com a cabeça presa em um recipiente de plástico. Ao ver a cena, Tracee Burton, uma amante dos animais, foi tentar ajuda-lo, mas não conseguiu. O cãozinho fugiu assustado. Em uma nova tentativa, ela conseguiu tirar uma foto, seguida de nova fuga do animal, desta vez para o meio de um bosque, em Memphis, no Tennessee.
Como não conseguiu ajudar o cachorro, Tracee postou a foto no Facebook e comunicou os amigos sobre o que estava acontecendo, caso alguém pudesse ajuda-la a encontrar o animal no bosque, o reforço seria bem-vindo.
Algumas horas depois, houve uma verdadeira mobilização de compartilhamentos da imagem e uma equipe de socorro estava no local em busca do cachorro, que estava magrinho por não poder se alimentar nem beber água com a boca imobilizada. Dezenas de voluntários levando cordas, água, comida e o que mais fosse necessário para resgatar o pobrezinho.
Depois de alcançarem êxito na tarefa, o cão foi batizado com o nome de Miracle (Milagre, em português) e ganhou um novo lar, assim com um outro cachorro abandonado, encontrado no mesmo lugar, durante a missão de resgate.
fonte: uol

quarta-feira, 6 de junho de 2012

China desiste de importar 300 mil jumentos nordestinos após protestos em defesa dos animais
Em julho do ano passado, a empresa chinesa Shan Dong Dong E.E. Jiao Co. Ltda. firmou um protocolo de intenções com o governo do Rio Grande do Norte visando à importação de 300 mil jumentos nordestinos por ano. O anúncio, que chegou a gerar uma onda de protestos de protetores de animais e defensores do jegue, inclusive um apelo internacional da ativista e ex-atriz francesa Brigitte Bardot, felizmente não deslanchou. “O Estado não voltou a ser procurado nem pelo governo chinês, nem por fazendeiros”, afirmou, nesta semana, o secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte, Benito Gama. “Ficou na intenção”.
De acordo com o protocolo, a empresa chinesa se encarregaria da assistência técnica com melhoria da genética e alimentação, enquanto o governo do Rio Grande do Norte buscaria linhas de crédito. O objetivo cruel consistia em criar os animais para serem mortos para o consumo – comercialização e industrialização da carne e derivados.
A ideia foi bem recebida pelo Rio Grande do Norte, pois a exploração dos pobres animais criaria uma nova cadeia econômica no Estado, gerando lucro fácil à base do sofrimento de seres sencientes.
Mas o projeto felizmente não foi à frente. Na época, a informação era a de que um grupo de empresários chineses teriam percorrido da Bahia ao Rio Grande do Norte, interessado na compra dos animais, mas apenas o governo do Rio Grande do Norte foi procurado formalmente.

fonte: anda

olha só que legal...



fonte: anda

terça-feira, 5 de junho de 2012

Olha só...

Mulher envolve-se em acidente de trânsito para resgatar gato abandonado


Uma mulher, numa ação ousada, arriscou a própria vida para resgatar um gato que estava no canteiro central do no complexo Jacu-Pêssego, sob a Avenida Ayrton Senna, no Jardim Santa Cecília, em Mauá (SP), nesta segunda-feira (4).

Segundo informações do Diário do Grande ABC, ao tentar atravessar a via para recolher o animal do abandono, no entanto, ocorreu uma colisão entre três caminhões que passavam pelo local. Os feridos foram encaminhados a hospitais da região pelos bombeiros e pelo helicóptero Águia, da Polícia Militar.

De acordo com o agente de trânsito Eduardo Rezende de Santana, 29 anos, as colisões aconteceram depois que a mulher solicitou ajuda para pegar o animal: “Quando vi, ela, que se disse veterinária, já tinha atravessado, então fiz sinal para o motorista do caminhão que vinha em seguida reduzir a velocidade para não atropelá-la”, destaca.

A mulher, que deixou o local após resgatar o felino, não foi identificada.

fonte: anda
Carta aberta à Senhora Dilma Roussef
Presidente da Republica Federativa do Brasil

Excelentíssima Senhora Presidente,
Escandaloso, (vou tornar esse fato mundial) chegou ao meu conhecimento que seu país está se conduzindo de maneira vergonhosa e inadmissível um projeto em andamento que criará jegues para abate e envio à China para que estes se transformem em alimento e matéria prima para cosméticos: Um verdadeiro genocídio animal dos jumentinhos brasileiros!

Eu que tanto amei o Brasil, deixando um traçado marcante em minha passagem por Búzios, estou passada, revoltada em ver esse país colaborar com a China para matar 300.000 jegues explorados pelo homem que deveria deixá-los em paz.

Vossa excelência não pode como Presidente da Republica, mulher e ser humano, aceitar essa barbaridade, esse retrocesso que manchará profundamente a imagem do Brasil.
Em vossa alma e consciência eu vos suplico em por um fim a essa barbaridade:

Gandhi disse: " Julga-se uma nação pelo modo que esta trata os animais.

Conto infinitamente com vossa excelência, coloco todas as minhas esperanças em suas mãos e no amor que nutro por vosso país.

Brigitte Bardot
Presidente da Fundação Brigitte Bardot
24 de maio de 2012
Leia a carta original em: http://www.fondationbrigittebardot.fr/international/animaux-domestiques/actualites/anes-du-bresil-exportes-en-chine
 Tradução Suzy Bernard

fonte: instituto nina rosa
 
Pipa no céu

Um dia meu irmão do meio saiu pra comprar uma lata de creme de leite pra completar uma receita de estrogonofe e voltou com um cachorrinha nos braços. Os outros três cães que já tinha em casa e a cara de desaprovação nada sutil da minha mãe fizeram com que aquela filhote de labrador viesse morar comigo. Já contei um pouco da história dela pra vocês, assim como a do Totó e recentemente da Branquinha.

Pipa nos deixou na terça-feira. Completaria sete anos semana que vem. Resolvi escrever sobre ela porque acho que no meu papel de humana, apesar de amá-la muito e achar que lhe dava toda a atenção, não soube interpretar bem alguns sinais. Depois que um animal querido se vai assim de repente, ficamos a nos perguntar se chamamos o veterinário na hora certa, se temos sensibilidade pra perceber o que nossos bichos tentam nos dizer. A verdade é que algumas vezes somos flexíveis demais até com nossa própria saúde…

Ela se foi depois de uma parada cardiorespiratória sem explicação. E num primeiro momento, não achamos adequado mandar a nossa amiga pra uma necrópsia. Então seu corpo foi levado a um crematório de animais. Pipa parecia muito cansada e até triste nos últimos dias. Um veterinário que vinha atendendo nossa amiga tinha feito vários testes dois meses antes para tentar detectar diabetes e outras doenças, pois ela vivia sempre controlando peso e passou a beber muita água de uma hora pra outra. O resultado foi normal. Ficamos menos preocupados. Talvez só mesmo um procedimento investigatório bem invasivo pudesse apontar as causas da sua morte. Então como todo mundo faz hoje, saí procurando na internet páginas sobre o assunto.

Um dos textos mais interessantes que achei, de autoria do Dr. William Fortney, trazia justamente a chave pra esse tipo de acontecimento: “Um cão que está indisposto faz tudo para convencer seu dono de que está bem.” Nas últimas semanas, Pipa mesmo mais lenta, se esforçava para ser a mesma boa cachorra. Carinhosa, companheira, paciente. Semana passada quando minha filha deu a ela uma bolinha nova pra brincar, mesmo que não saísse correndo atrás dela como fazia quando era mais nova, foi buscá-la e deitou-se abraçada ao novo brinquedo em sinal de aprovação. Seu jeito estabanado de comer foi substituído por um certo comedimento, mas continuava a se alimentar bem. Pensamos até que ela tinha finalmente percebido que o mundo não ia se acabar enquanto ela comia. Mas não. Já eram sinais de que sua energia estava diferente.

Eu não estava em casa quando ela morreu. Tinha viajado a trabalho e antes de sair pro aeroporto, me aproximei dela cocei atrás de suas orelhas pretas e ela fechou os olhos, como sempre fazia. Dei-lhe um beijo na testa e disse pra ela agüentar firme pois o doutor viria em algumas horas ver como ela estava. Pipa me disse: “Pode ir, não se preocupe. Vou ficar bem.” Continuou deitada e não foi comigo ao portão como sempre ia. Fui embora mesmo assim.

Assim que desembarquei do avião, ao ligar meu telefone vi uma mensagem de texto: “Ligue pra casa assim que puder”. Já com lágrimas nos olhos disquei de volta e soube que Pipa tinha partido dez minutos antes da chegada de seu médico.

Não posso esconder que sinto culpa por tê-la perdido mas sei que a falta dela vai me fazer uma pessoa ainda mais responsável. Cuide bem do seu bichinho. Cuide mais do que você acha que deve, mesmo que ele tente te provar o contrário. 

Fernanda Takai

domingo, 3 de junho de 2012

O que eu adoro em ti 
Não é a tua beleza 
A beleza é em nós que existe 
A beleza é um conceito 
E a beleza é triste 
Não é triste em si 
Mas pelo que há nela 
De fragilidade e incerteza 

O que eu adoro em ti 
Não é a tua inteligência 
Não é o teu espírito sutil 
Tão ágil e tão luminoso 
Ave solta no céu matinal da montanha 
Nem é a tua ciência 
Do coração dos homens e das coisas. 

O que eu adoro em ti 
Não é a tua graça musical 
Sucessiva e renovada a cada momento 
Graça aérea como teu próprio momento 
Graça que perturba e que satisfaz 

O que eu adoro em ti 
Não é a mãe que já perdi 
E nem meu pai 

O que eu adoro em tua natureza 
Não é o profundo instinto matinal 
Em teu flanco aberto como uma ferida 
Nem a tua pureza. Nem a tua impureza. 

O que adoro em ti lastima-me e consola-me: 
O que eu adoro em ti é a vida! 

manuel bandeira
Gaúchos amam e matam animais

É bem verdade que no resto do Brasil não é muito diferente. Em toda parte do país, os mais básicos direitos animais são desrespeitados, enquanto a consciência sobre a existência dos mesmos não avança como em outros lugares.

A região da Catalunha (Espanha) recentemente viu aprovada a lei que abolirá do seu território as tradicionais touradas. O conceito de tradição é frequentemente evocado para garantir espetáculos como rodeios, corridas e provas em que animais são subjugados na sua vontade para garantir diversão a participantes. Ora, tradição alguma é imutável, sendo, para Montesquieu, a ignorância a mãe de todas as tradições. Para o músico Ravel, a tradição seria a personalidade dos imbecis.

A tradição tem sua origem na necessidade de se manter um nexo entre as gerações. Hoje, este nexo é mantido pela cultura acumulada e seus infindáveis meios de divulgação e reprodução. O entendimento vigente sobre tradição é de que devemos rechaçar toda tradição que se oponha aos direitos básicos dos atingidos e por isso não aceitamos mutilação genital feminina, apedrejamento por adultério, legítima defesa da honra como argumento a favor de assassinos. Sempre que nos contrapomos a práticas que um dia foram consideradas naturais, expandimos nossos horizontes morais. E isso é tanto mais difícil quando implica mudança em hábitos e comportamentos.

Em relação aos animais, o que se chama tradição, em grande parte das vezes, são negócios, que se apoiam em tal argumento. Por trás do espetáculo, estão os interesses econômicos apoiados na fragilidade reflexiva e argumentativa da população.

Por mais que ativistas dos direitos animais tentem levar uma nova consciência ambiental e uma nova moral que expande aos demais seres sencientes noções de direitos, ainda é o negócio que prevalece. Se a maioria de nós rejeita touradas, farra do boi, rinhas de galo, se ficamos chocados com o contrabando de animais silvestres, se nos indignamos com o crime de arrastar uma cadela presa ao para-choque de um automóvel, não fazemos o mesmo com o embarque de gado vivo que viaja mais de 30 dias em navio-curral de seis andares, comprimido e submetido às piores condições, não fazemos o mesmo com os rodeios, não nos importamos com o estresse e a condição de coisas e mercadorias dos animais da Expointer e não nos chocamos que o Centro Histórico da capital se transforme numa imensa churrasqueira nos dias de acampamento farroupilha. A alguns animais, compaixão, cuidados e proteção; a outros, confinamento e morte.

No nosso atual estágio civilizatório frequentemente apelamos, nos nossos juízos de valor, para a noção de inocência, a ausência de culpa. De todos os seres que devem ser poupados de injustiça e de sofrimento, elegemos como prioritários os inocentes. Um ato que causa dor e morte, um latrocínio, por exemplo, nos choca mais quando tem como vítima quem nunca provavelmente desejou ou fez mal a outros, o que configura um inocente. Se adotarmos a inocência como parâmetro, o que pensaríamos dos animais, incapazes de qualquer projeto de maldade?

Outro conceito, a senciência, noção que nos une a outras espécies animais, diz respeito à capacidade de sofrer ou sentir prazer. Daí Jeremy Bentham, jurista fundador da escola reformista utilitarista, ter afirmado: a questão não se refere a se eles são capazes de raciocinar ou falar, mas sim se eles são capazes de sofrer.

Já que cães, golfinhos, bichos-preguiça, ursos-panda apresentam as mesmas capacidades da senciência e de inocência que porcos, galinhas, ovelhas e bois, onde, afinal, residiria a diferença de tratamento que lhes dispensamos? Por que protegemos, respeitamos, mimamos alguns animais e a outros, mesmo existindo alternativas alimentares saudáveis, dispensamos o pior dos tratamentos ao fim dos quais lhes reservamos a morte? Por que a uns tentamos garantir reservas ambientais e outros submetemos a exposições, provas de velocidade e resistência, para diversão?

É de lamentar que o Rio Grande do Sul ainda não se proponha a reverter a realidade dos seus conterrâneos, os quais oprime e mata, mesmo sendo inocentes e mesmo sem haver qualquer necessidade.

fonte:Abolição do Especismo - Nazareth Agra

Cat Stevens - father and son

Quando atividades consideradas inofensivas também são formas de explorar animais

Diversas atividades de exploração animal estão sendo cada vez mais repudiadas, e com razão – rodeios, vaquejadas, vivissecção, pecuária, pesca, fur farms, “fábricas de filhotes” etc. Mas certas outras ainda mantêm um prestígio entre a população, embora também sejam formas de explorar animais, ainda que sem causação de sofrimento físico e psicológico patente. São “funções” em que os animais parecem ser respeitados e reconhecidos como importantes, mas que eles não escolheram estar ali e não se sabe se gostam ou não de tais trabalhos.

Honrosas aos olhos humanos, mas forçadas para muitos animais, são as atividades dos cavalos e elefantes de guerra; dos cães-guia; dos farejadores de drogas, bombas e minas; dos terapeutas (cães e cavalos principalmente) e dos cavalos de hipismo e três-tambores. Nelas – à exceção da exploração bélica de cavalos e elefantes, que praticamente são apenas parte do passado e de fato infligiam tormentos aos animais – não há aquilo que se chame de crueldade.

Cães-guia, farejadores de drogas, terapeutas e cavalos de hipismo ou três-tambores geralmente não sofrem quando estão em atividade. E muitas vezes ainda são considerados “irmãos” ou “filhos” de seus “usuários”. Mas estão ali à revelia do poder de aceitarem ou recusarem estar ali. E, dependendo de sua personalidade, podem estar sendo forçados a algo que detestam fazer.

Quando se bota um cão para servir de farejador ou um cavalo para treinar hipismo, não se sabe se ele quer estar ali, se ele vai gostar ou não. E ao se obrigar o animal a fazer tais coisas pelo resto da vida, ainda sem saber se ele gosta ou não daquilo, a situação se torna mais delicada. Torna-se uma forma sutil e não agressiva de escravidão, em que o ser ali está por vontade alheia e contra o seu gosto pessoal.

E torna-se um maltrato. Porque, para algo ser assim considerado, é preciso não necessariamente que haja violência física ou psicológica e/ou privações óbvias envolvidas. Basta forçar, por interesse humano – logo alheio ao animal –, um ser senciente a algo que ele não manifestou querer fazer ou que ele de fato não quer. Se estamos forçando uma criança a um trabalho braçal sem ela querer fazer aquilo, estamos maltratando-a. Se obrigamos um jovem a cursar Medicina quando ele quer fazer Ciência Política, há também o maltrato, o atentado aos interesses próprios dele. E o mesmo se aplica a um animal não humano.

Por isso, o hipismo, o três-tambores, o uso de cães-guia, o uso terapêutico de cães e cavalos, a exploração do fato canino em ações policias e outras atividades em que se usa animais sem que se saiba se irão ou não gostar devem ser discutidos sob o olhar do abolicionismo. Pelo mesmo motivo que discutimos e condenamos as formas modernas de escravidão ou semiescravidão humana e a contrariação arbitrária da vontade das pessoas.
fonte: Escrita Libertária - Robson Fernando de Souza
O primeiro passo na arte de viver será criar uma linha de demarcação entre ignorância e inocência. Inocência tem que ser apoiada, protegida - porque a criança trouxe com ela o maior tesouro, o tesouro que os sábios encontram depois de esforços árduos. Os sábios têm dito que se tornaram crianças novamente, que eles renasceram...
      Sempre que você perceber que perdeu a oportunidade da vida, o primeiro princípio a ser trazido de volta é a inocência. Abandone o seu conhecimento, esqueça as suas escrituras, esqueça as suas religiões, suas teologias, suas filosofias. Nasça novamente, torne-se inocente - e a possibilidade está em suas mãos. Limpe a sua mente de todo conhecimento que não foi descoberto por você mesmo, de todo conhecimento que foi tomado emprestado dos outros, tudo o que veio pela tradição, convenção, tudo o que lhe foi dado pelos outros - pais, professores, universidades. Simplesmente desfaça-se disso. Novamente seja simples, mais uma vez seja uma criança. E esse milagre é possível pela meditação.
osho

Sessão crueldade humana

Pet shop do Bourbon Shopping, de Porto Alegre, anuncia venda de cães em encarte
Encarte de Dia dos Namorados do Shopping Bourbon mostra cão shih-tzu como se fosse apenas um objeto à venda

As pet shops Pet’s Way, situadas nas filiais Assis Brasil e Country do Bourbon Shopping, em Porto Alegre, anunciaram em encarte do shopping a venda de filhotes machos de cães da raça shih-tzu, mostrando que enxerga animais como meras mercadorias de se dar de presente.
O encarte é um anúncio do shopping com sugestões de presentes para o Dia dos Namorados, e o filhote de shih-tzu aparece misturado a diversos objetos, como se também fosse um mero objeto de se dar de presente. O preço posto de um filhote foi de R$1.190,00.
Isso reflete a mentalidade de muitos donos de pet-shops pelo Brasil, de que animais domésticos seriam meros objetos comercializáveis, e não seres sencientes dotados de emoções, personalidade e interesses próprios.
Protestos devem ser enviados ao formulário de contato do site do Bourbon Shopping, de modo que seja incitada a responsabilidade ética e o shopping deixe de anunciar animais em seus encartes como se fossem mercadorias presenteáveis.
fonte: anda