Quem sou eu

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Até tu Brutus...


Incoerência verde: libertada na Rússia, ambientalista brasileira do Greenpeace chega ao Brasil e pede churrasco


O ambientalismo começa no prato. Seu garfo tem o poder de desligar uma motosserra.

A pecuária é a atividade humana que mais devasta o meio ambiente, diz relatório da ONU publicado em 16 de dezembro. A Organização das Nações Unidas relata os graves problemas da criação de animais para produção de laticínios, ovos e carne há anos, mas muitos ambientalistas simplesmente fecham os olhos para isso.

Recentemente, o ganhador do Prêmio Nobel da Paz e ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, tornou-se vegano. Conhecido por seu ativismo em defesa do meio ambiente, Gore parece ter entendido que não faz sentido incentivar a indústria que mais agride o planeta e dizer que é ambientalista.

Após ficar presa por três meses na Rússia, após participar de um protesto contra a extração de petróleo no Ártico, a bióloga brasileira Ana Paula Maciel desembarcou em Porto Alegre neste final de semana. Já nas primeiras entrevistas, Ana declarou que estava com saudades de “um bom churrasco” e, do aeroporto, foi para uma famosa churrascaria da capital gaúcha comemorar sua volta.

Segundo matéria do jornal gaúcho Correio do Povo, entre seus planos para o futuro, Ana quer divulgar aos brasileiros a importância de preservar a Amazônia. Não começou bem.

Não é nenhuma novidade que a pecuária é o maior vilã da devastação da Amazônia. A monocultura da soja, usada para alimentar animais da pecuária no Brasil e em países da Europa e da Ásia, é outra grande causadora do desmatamento da região amazônica.

Ana não deixa de ser corajosa em participar de ações do Greenpeace em territórios hostis, mas, comer carne, ovos ou laticínios e viajar o mundo defendendo o meio ambiente é uma grande incoerência. Ambientalista que realmente vive o que diz, precisa ser vegano.


fonte: vista-se

sábado, 28 de dezembro de 2013

O que nos ensina a experiência da gaúcha ativista do Greenpeace libertada na Rússia esta semana


Quando se fala em mal, somos, frequentemente, movidos por sentimentos maniqueístas: o mal pode ser separado do bem; há pessoas boas e más. Tal simplismo cai por terra no resultado da pesquisa que Philip Zimbardo realizou na década de 1970, na Universidade Stanford (USA), sobre a natureza e as circunstâncias da maldade. Para tanto, dividiu um grupo de jovens brilhantes entre guardas e prisioneiros num ambiente que simulava uma prisão. Constatou, então, que os maus tratos de uns – e a submissão de outros – extrapolaram todos os limites previstos. Em menos da metade do tempo programado, a experiência teve de ser encerrada – e o próprio Zimbardo já se manifestou em entrevistas lamentando o sofrimento provocado.

As conclusões do estudo – mais tarde sistematizadas no livro O Efeito Lúcifer (Record, 2012) – são deslumbrantes e aterradoras: “ qualquer um pode ser treinado para torturar”; “o mal está no caráter, na personalidade da pessoa”; “todos fariam o bem, claro, até que uma nova ordem se estabeleça”; “diante de condições favoráveis, pouquíssimos são capazes de resistir ao mal”.

Os fatos tratados pelo psicólogo norte-americano iluminam um caso extremamente atual: o da gaúcha Ana Paula Maciel, cuja chegada a Porto Alegre está prevista para hoje, depois de meses enjaulada na Rússia, sempre dando mostras de altivez em lutar pela causa em que acredita. No entanto, não só para a visão dos representantes do braço mais nocivo da polícia secreta russa, mas também para os menos avisados, ela foi, inicialmente, considerada criminosa. Tudo porque adotou uma postura que, segundo Zimbardo, seria a única possível diante do mal: não permitir sua banalização, conforme a sempre atual Hannah Arendt. Talvez seja esse o motivo pelo qual o mal prospera: considerarmos normal e desimportante algo que deveria ser enfrentado desde sua raiz.

Zimbardo acrescenta que, para que possamos resistir ao poder das circunstâncias, devemos aprender a identificar as incoerências entre o que se diz e o que se faz, parar de justificar decisões equivocadas e, sobretudo, aprender a questionar a autoridade quando ela for injusta, amoral e antiética. Pois é isso o que o Greenpeace faz há décadas. É com essa causa que nossa gaúcha está implicada.

Quando os ativistas foram abordados, encontravam-se em águas internacionais – em um espaço onde não existe jurisdição de qualquer país. As únicas armas que carregavam eram uma faixa com uma mensagem pelo Ártico e o desejo de defender o meio ambiente.

Caberia, então, a pergunta: não teriam sido as autoridades russas os verdadeiros piratas, já que capturaram os ativistas em águas internacionais? Esse ato ofereceu substrato legal para que a Rússia fosse levada às cortes internacionais, sobretudo ao Tribunal Internacional do Mar, o que, felizmente, não tardou a acontecer.

Afora isso, houve, por parte das autoridades russas, violação de direitos fundamentais dos ativistas. É bom lembrar que tais direitos – dentre eles, e talvez o mais importante, o da dignidade humana – são assegurados por um extenso rol de Tratados e Convenções Internacionais, dos quais a Rússia certamente também é signatária, como as Convenções de Genebra (1926 e 1929), a Carta das Nações Unidas (1945), a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), a Convenção Europeia de Direitos Humanos (1950), a Convenção sobre os Direitos do Mar (1982) e a Convenção sobre a Diversidade Biológica de 1992 .

Possivelmente uma das mais importantes dimensões da internacionalização do direito na atualidade diz respeito à possibilidade de dar existência jurídica ao universal, condição para estabelecer- se uma nova linguagem que é a da existência de um patrimônio comum da humanidade. Essa concepção alargada do fenômeno jurídico implica, necessariamente, reconhecer – no campo dos direitos humanos e ambientais – o status de primazia destes direitos em uma intervenção de escala dimensional já não somente nacional, mas regional, supranacional, internacional e mesmo global.

E esta construção permanente de um ambiente de diálogo judiciário de clara projeção global implica reconhecer, obrigatoriamente, o protagonismo dos Tratados, das Convenções Internacionais e das decisões das Cortes Internacionais de Justiça.

O acatamento – por vinculação – das disposições desses Tratados e das decisões dessas Cortes por parte dos Estados nacionais mostra-se, imperativamente, como medida de abertura hermenêutica para consolidação, resguardo e concretização do conceito de essência universal da dignidade humana.

A submissão dos ativistas a provações como mútua incomunicabilidade e restrições no fornecimento de água foi uma afronta aos direitos fundamentais de toda a família humana.

Zimbardo, indagado se algumas pessoas resistem mais à maldade do que outras, refere em entrevista à Veja concedida em agosto passado que sim, e que todas têm muito em comum. São pessoas que repetem um padrão de comportamento: não se submetem a um sistema que consideram injusto e se rebelam contra autoridades tiranas às quais quase todo mundo parece simpático.

Nos dias que se seguiram à prisão dos ativistas, um programa em um veículo de comunicação gaúcho realizou um debate ao vivo, com participação de especialistas. Em uma suposta pesquisa interativa realizada na programação, surpreendentemente (ou nem tanto, para os mais atentos), os ouvintes que participaram apoiaram, em maioria esmagadora, a conduta das autoridades russas no tratamento dos ativistas.

O exercício da liberdade de expressão deve, por todos, ser respeitado e resguardado. Entretanto, o que é preocupante é essa ignorância (de quem ignora) que, amparada em argumentos de toda a espécie, todos com o mesmo fundo conceitual, necessitaram criminalizar o comportamento dos ativistas e enfatizar a autoridade e a independência da Rússia como elementos legitimadores de sua ação.

E aqui entra, mais uma vez, a valiosa contribuição do psicólogo norte-americano e sobre a qual vale a pena refletirmos: não seriam pessoas como Ana Paula e seus parceiros de causa aquelas sobre as quais o pesquisador está a nos falar? Aquelas que não se submetem e se rebelam contra autoridades tiranas, ainda que quase todo mundo à sua volta seja simpático a essas?

E se assim for, não seriam também esses ativistas, dentre os quais Ana Paula, daquelas pessoas – quem sabe raras – que resistem mais à maldade do que outras? A razão que nos impulsiona a julgar e a condenar, sem sequer tentarmos perquirir o que pode estar além do visível, das manipulações de toda a espécie, deve ser objeto de apurada e crítica reflexão, como nos aponta Zimbardo.

No contexto atual de ecocomplexidade, as maiores e mais relevantes questões que envolvem a própria sobrevivência humana na Terra estão na ordem do dia. É necessário, portanto, que reflitamos de forma crítica, desapegada, solidária e imparcial, tendo como móvel o bem maior da humanidade.

Como afirma Zimbardo: ninguém está imune ao mal. Todos somos vulneráveis. No entanto, pessoas como Ana Paula e seus amigos ativistas têm uma chance, exatamente por se rebelarem.

E nós?


fonte: zero hora

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

domingo, 22 de dezembro de 2013

Sobre o cachorro morto em Novo Hamburgo e outros chutes

Ativistas protestaram neste sábado, 21 de dezembro, em frente ao restaurante onde cão foi morto com chute, na cidade de Novo Hamburgo/RS (Foto: Vanessa Drehmer)
Um dia, na praia badalada, fui comprar um pastel para um cão abandonado que estava invisível pela orla entre pessoas. Ao chegar no local, coincidentemente, o atendente chuta o mesmo cão, a quem eu iria estender o pastel. Consternada, eu e meu marido começamos a xingar o rapaz, que, começa a inventar que o lugar preza pela higiene. Detalhe – ele atendia de pés sujos e descalços (as mãos prefiro não comentar). Depois de perceber que ao meu redor havia um monte de otários rindo, os frequentadores daquela praia, jurei nunca mais colocar meus pés naquelas praias, sim, um conjunto… e assim cumpri minha promessa.

Pois agora outro cão é chutado. E o pobre era cego. E o animal morreu. O que sobra para nós que assistimos a isso, com olhos que choram e veem?

Saramago definiu na personagem ‘a mulher que vê’ em ‘O ensaio sobre a cegueira’, a condição de quem está aí no meio da sordidez humana, vendo tudo o que acontece e sentindo-se totalmente só, diante da barbárie praticada por quase todos à luz do dia. Não foi a primeira vez. Não foi a primeira vez que me senti pequena e só, sem reação, diante da falta total de respeito humano pelo outro, pelo mundo, pelo ser humano, pela dignidade em si mesmo. Já passei em frente de loja e vendedores, sem ter o que fazer, chutando cachorro da frente do estabelecimento. Alguém mandou. E eles não recebem um centavo a mais por isso. Obedecem.

Por que temos que obedecer sempre? A tudo? Eu nunca fui de obedecer a chefe. Nunca. E nunca fui demitida por isso. O que você ouve do seu chefe sobre a demissão dos seus colegas é pura fofoca, nunca acredite ok? Pode acreditar em mim que já vi outros lados dessa farsa que é trabalhar em empresas e outras armadilhas…

O fato de haver animais nas ruas, doentes, abandonados, o fato de haver lojas vazias, atendentes de mau humor, pessoas mesquinhas, silêncio, já diz muita coisa… são sintomas de algo muito pior. E nas redes sociais, um monte de babacas defendendo o ‘empresariado’, neste caso, contra os defensores de animais, sem nem saber do que se tratava. Uma lástima que me lembrou o episódio que presenciei com meus próprios olhos, de mulher que vê, no dia em que resolvi passar um verão numa dessas praias paparicadas pela mídia local.

Se um cego é chutado, o que será de mim, que vejo?

fonte: Desobediência Vegana - Ellen Augusta Valer de Freitas

Palavra Cantada - boa noite

sábado, 21 de dezembro de 2013

O natal está aí, não esqueça, não coma o presépio


Go vegan

"Ser vegetariano é estar sempre em boa companhia, com gente leal, culta, ecológica, fiel e espiritualizada."
Swami Vyaghrananda

"Ser vegetariano é viver uma vida de paz, saúde e longevidade."
Sócrates, filósofo grego

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O agradecimento dos animais pelo Natal ou ‘Hoje eu sou uma estrela’

Esqueça o oba-oba das lojas, os empurrões no trânsito e a expectativa de folga, bebida e comilança. Somente o olhar dos animais não humanos é verdadeiro, dentre o furacão que os engole com mais força, no final de cada ano. Os animais da pecuária encaram o fim de suas vidas – ‘eles nasceram para isso’ – enquanto contemplam o traseiro de um clone seu, nos bretes e corredores de concreto que antecedem a mesa farta preparada com tanto esmero pelas famílias de bom coração.

O olhar de quem não sabe chorar, já que a reza na hora do desespero é exclusividade na lista da racionalidade – essa qualidade que separa a humanidade das bestas-feras. O olhar de quem viu o filhote ser puxado para longe de si pelos funcionários da fazenda, esse lugar bucólico onde os animais são tratados como reis, já que optaram por isso em troca de suas liberdades.

O olhar do frango que está encaixotado, empilhado em um caminhão que passa na nossa frente quando estamos na estrada, rumo às férias. Perdemos um segundo, apenas, pensando nisso. Não há espaço para que ele nos dê um tchauzinho, talvez agradecendo pelo doce toque da morte que o aliviará e abreviará sua existência marcada pela ausência de mãe, confinamento, horários alterados para ditar o ritmo da engorda e opressão no dia a dia.

‘Obrigado, Papai Noel ou menino Jesus, por me tirar de um aviário com outras milhares de aves. Obrigado pela ração e água que mantiveram este corpo vivo, pois ele vale pelo preço que alguém paga. Não tem o valor que minha mãe, animal como eu, instintivamente perceberia, e por isso me defenderia, em condições normais. Aqui sou um entre milhares, e não parece fazer muita diferença se eu morrer agora ou esperar o caminhão dos caixotes. Nasci de uma máquina de ovos, mas espero encontrar minha mãe, ciscando a meu lado, algum dia.

Obrigado, Deus humano, pela corrente que sempre existiu em torno do meu pescoço, que não me permite caminhar até o horizonte. Ou até o ponto onde há sombra, onde a água da chuva não está empoçada. Agradeço pelos dias que lembraram da minha existência, e sobras de comida chegaram até onde esta corrente permitiu alcançar. Obrigado, Papai Noel, por ter sido escolhido como animal de estimação por uma família de humanos.

Obrigado, espírito natalino, por eu ter puxado tanta carroça em meio à fumaça de óleo diesel, fraco, assustado e sedento, que enfim eu tombei no asfalto. A última surra que tomei do carroceiro, para que eu me levantasse, permitiu que enfim meu espírito pudesse cavalgar livre naquelas campos verdes onde quadrúpedes iguais a mim, porém belos e com longas crinas, correm sentindo o vento da natureza. Acho que o esforço que fiz diariamente para tirar meu condutor da miséria, ou pelo menos diminuir sua pobreza, foi menos do que eu poderia, entao eu aceito meu castigo.

Obrigado, família do presépio, por eu ter sido o escolhido para, ainda bebê, estar na mesa de tantas residências, para ter meu pequeno corpo saboreado em uma bonita bandeja, assado e servido à meia-noite. Ainda não entendi por que nasci e morri tão rápido, se fiz algo errado a ponto de não poder crescer um pouco mais em um lugar que, onde vi, havia outros como eu, alguns bem gordos. Mal lembro da minha mãe, mas lembro que ela não podia se virar, cercada em um gradeado enquanto mamávamos. Talvez tenha sido azar, talvez tenha sido sorte.

Obrigado, meu Deus, por eu poder ajudar tanta gente a usar um xampu que não irrite os olhos, uma maquiagem que não cause problemas, um produto qualquer a ser dado de presente neste Natal, que nunca vou saber direito, que atendeu os humanos em suas expectativas mais simples. Estive em um laboratório, cercado de pessoas de jaleco branco, durante tempo suficiente para saber que sou parte importante do progresso, que a Ciência evoluiu graças à minha dor, meu aprisionamento e tudo aquilo que os produtos geraram nos meus olhos e no meu corpo. Fico grato por ter ajudado.

Obrigado, Maria, mãe de todas as mães que, zelosas como eu, dão leite a seus filhos durante anos, mesmo após o fim de sua amamentação natural. Minha vida neste estábulo, com úberes gigantes e doloridos, plugados em uma máquina, é o sacrifício que faço para a saúde humana. Não percebi, ainda, em minha mentalidade abaixo da humana, porque o leite de meus filhos vai para os filhos de outra espécie, e até quando já são adultos. Meu filhote não está mais ao alcance de minha vista, foi retirado cedo de meu lado, mas sei que o papel dele, como vitelo, ocupa espaço de respeito junto aos humanos. É alvo de muitos comentários e elogios. Pelo menos é o que imagino, pois o sacrifício é doloroso o suficiente para, respeitosamente, ousar questionar o porquê de minha existência. Mas agradeço mesmo assim, Papai Noel.

Obrigado pelas palmas cada vez que apareço no picadeiro. O olhar das crianças me faz esquecer a minha vida de tédio e imobilidade, viajando de cidade a cidade. Quem sabe um dia eu e os demais animais cheguemos ao lugar de onde viemos, que deverá ter muitas árvores, rios e espaços para correr. Enquanto isso, eu repito as manobras noite após noite, mostro os mesmos truques que, pela minha teimosia, eu custei a decorar. Quem sabe neste Natal eu ganhe uma última viagem, de volta ao habitat que jamais conheci em vida.

Obrigado, Natal, por eu poder aquecer tanta gente elegante em momentos de frio. Nasci peludo tal como minha mãe, e como ela pude participar da indústria humana, essa coisa que traz tanto progresso, dando de bom grado minha própria pele para que maridos mostrem afeto à esposa, presenteando-as com belos casacos. Muita gente famosa e rica usa a pele que pode ter sido minha. Isso me enche de orgulho e faz valer o tempo que morei em uma gaiola pouco maior que meu próprio corpo. Já estava cansado de andar em círculos, lembrando dos bosques que um dia corri de cima a baixo. Mas um dia veio a dor que, por pior que tenha sido, me libertou finalmente. Ainda relutei alguns minutos, já sem pele, mas vi que a liberdade me abraçava e escurecia minhas vistas. Acho que valeu a pena, pois sou fotografado e até apareço na televisão, durante o inverno – pelo menos acredito que aquelas partes sejam minhas, cobrindo o corpo de pessoas tão bonitas e famosas. Obrigado aos responsáveis.

Obrigado a todos que vieram me assistir nesta arena. Ainda estou zonzo e ofuscado pela luz após dias de escuridão, mas já entendi que, aqui, eu sou a atração. Há um semelhante a mim, porém sem chifres e mais magro, e nele está montado um humano, com roupas garbosas e armas tão afiadas como as que já furaram tantos iguais a mim. Eu espero que tudo isto termine logo, pois o cansaço está vencendo a euforia, há tanto sangue que já não sei se é meu ou de alguém antes de mim, e está difícil fazer levantar a plateia tantas vezes. Que a morte venha me tocar com a mesma doçura da última vez que fui tocado pela minha mãe. Ela deve estar orgulhosa de um filho que resistiu até o fim, cercado de espadas, aplaudido, sangrando ajoelhado, língua de fora mas fazendo questão de participar do show até o fim. Acho que os aplausos são para mim, já que os olhares convergem para onde estou. E eu não sei onde estou.

Obrigado, menino Jesus, por ter nascido e feito seus iguais perceberem a necessidade de haver uma festa em seu nome, para redenção e paz, onde eu seria assado em espeto e saboreado por tantas pessoas felizes, sorridentes e em clima de fraternidade. Jamais imaginei que, sem saber falar, sem ter tido escolhas, seria eu o ponto central dos churrascos de de final de ano de tantas empresas, entidades, famílias e grupos a confraternizar. Aguardei este momento sempre em espaços com arame farpado, tal como a coroa que um dia finalmente lhe puseram na cabeça, e usei argola no nariz para que um filho seu, fiel e devoto, me conduzisse para o lugar certo. Apanhei da vida, mas quem não apanhou? Sempre soube que uma vida de aperto, confinamento, marcação a ferro quente, castração a frio e morte sobre o concreto teriam um sentido maior. Obrigado por dar um norte a minha vida. Hoje, eu sou uma estrela.

fonte:  Vanguarda AbolicionistaMarcio de Almeida Bueno

domingo, 15 de dezembro de 2013

olha só que tri...

Homem cuida de jumento acidentado no Litoral do Piauí

Um homem causou comoção no Litoral do Piauí ao cuidar de um jumento que foi abandonado às margens da BR-343, no trecho que liga as cidades de Parnaíba e Luís Correia. A situação chamou atenção do advogado André Veras, que resolveu fotografar a cena e postar em seu perfil em uma rede social um longo relato do que presenciou. O texto recebeu mais de 570 compartilhamentos. Pelas marcas, o animal teria sofrido um acidente.

O advogado André Veras, que mora em Parnaíba, estava pedalando pela rodovia quando viu que o jumento estava deitado às margens da estrada e que alguém estava cuidado dele. Um senhor chamado Antônio havia colocado água e fez ainda uma pequena cobertura usando madeira e folhas para proteger o animal do sol.

“Parei e perguntei se ele era o tutor do animal e ele respondeu que não. Ele apenas ficou sensibilizado com a situação do animal e desde domingo (08) resolveu cuidar do bicho, parando lá todos os dias logo cedo, antes de ir trabalhar, e a tardinha, na volta”, relatou André.

Segundo o advogado, ao ver que o animal estava bastante ferido, o homem resolveu comprar remédios para tratar o jumento. “Com os olhos cheios de lágrima o senhor Antônio me mostrava as marcas de arreio de carroça no peito do animal. Disse que sabia que o dono morava ali perto, mas este sequer foi capaz de levar água para o bicho matar a sede, não fosse suficiente a dor pelos ossos quebrados que o impediam de levantar”, lembrou ainda o advogado.

Depois que postou o relato no seu perfil em uma rede social, o texto foi bastante compartilhado e causou comoção de muitas pessoas. Alguns amigos do advogado se dispuseram a ajudar o animal. Um deles foi até o local nessa quinta-feira (12) aplicar a injeção comprada pelo senhor Antônio e outro ajudou com um veículo para retirar o animal do local e levar para uma fazenda.

“O senhor Antônio nos disse que tinha preparado um cantinho pro seu ‘amigo’ numa fazenda, onde vivem outros animais e pessoas simples que também gostam deles. Com a ajuda de alguns amigos, o bichinho foi levado até lá. Ele agora é o Toim, em homenagem ao senhor Antônio, e já está bem melhor, num bom lugar e em plena recuperação”, postou o advogado.

fonte: anda

sábado, 14 de dezembro de 2013

Neste natal não coma o presépio





A festa macabra ou ‘No final deste ano, verta uma lágrima’

Chegam os últimos dias do ano de 2013, aqueles que todos nós esperamos para celebrar uma festa macabra. São momentos de correr para cumprir tarefas e comprar presentes, despedidas vazias de chefes e de escolas, sinceramente, e pode crer, sou sincera nisso, detesto e não vivo esse tipo de situação. Que bom. O fim de ano como o ápice de tudo o que a humanidade não consegue superar.

Tudo o que vimos durante o ano inteiro, aqui triplicado, misturado a bebida e acidentes de trânsito, choro e lágrimas. Os animais entram em cena para ‘pagar o pato’.

A protagonista da festa comanda a coisa toda em nome de um nascimento. Ela acontece por isso, mas é a morte que ela festeja. Como tenho visto gente ‘religiosa’, ‘espiritualizada’, cheia de ‘paz e amor’, cometer os mais estúpidos disparates à luz do dia, contra clientes, funcionários, sem suportar conviver com o próximo, não suportar uma crítica ou se magoar com qualquer coisa, ser louco por dinheiro, vacilar, trair, estigmatizar, concorrer, etc. Não seriam esses a pelo menos dar algum exemplo? O que é isso, companheiro?

Nós, ateus, descrentes, sem futuro, é que acabamos sendo os que temos que ir lá dizer ‘pé no chão, meu amigo’, acredite em algo melhor. Remendar as feridas que cometem mundo afora. Jesus fez isso e deixou esse exemplo – “vim trazer a espada”. E até hoje as religiões silenciam quanto a essas palavras, por que não a entendem ou não querem falar sobre elas.

É preciso desenvolver a nossa forma de ver os problemas, ou seja, precisamos sim olhar para eles, olhar para o lado, falar deles.

No final deste ano, verta uma lágrima pelos outros animais, e outra pelo humano.
fonte: Desobediência Vegana - Ellen Augusta Valer de Freitas

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

domingo, 1 de dezembro de 2013

Sessão espaço político gratuito..

Lobão, compositor, cantor e escritor




"Dilma é completamente inapta, não sabe falar, não sabe fazer nada. É de uma estupidez galopante", disse o músico, um "ex-petista".


Comunicação para um mundo melhor

“Existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância.”- Sócrates

“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertara”- João 8:32

Quando Jesus disse essas palavras, com sua imensa sabedoria, já devia imaginar que a verdade não é a libertadora só dos homens, ela é a libertadora de todos os seres vivos, inclusive os animais.

O conhecimento da verdade esclarece e resgata da ignorância a alma estagnada em preconceitos. Traz novas informações para que o homem compreenda de forma mais completa e imparcial o mundo que o cerca. A “Verdade” traz fatos e conhecimentos para que ideias sejam revistas, conceitos sejam reformulados e ações mais conscientes sejam tomadas.

A “Luz da Verdade” ilumina os mais recônditos e escuros becos expondo os atos mais cruéis e vis que nossa humanidade tenta esconder. Assim através de corajosos investigadores e atentos observadores são expostas as entranhas sanguinolentas de nossa sociedade. Disso se beneficia todo o planeta, inclusive as plantas, os animais e o próprio homem.

Quanto mais são divulgadas as punições aos crimes, mais medo vai causando aos criminosos. Quanto mais políticos aparecem na mídia sobre investigação por corrupção, maior vai se tornando o medo dos demais “extraviadores do dinheiro publico” de serem presos. Quanto mais denúncias de maus-tratos a animais aparecem nos jornais, mais pessoas começam a pensar antes de cometê-los.

Esse é o poder da “Verdade” configurado na mídia séria e responsável. O poder de chamar a atenção para os erros da sociedade e induzi-la a uma reflexão na busca da correção. Através da demonstração do “pecado” e da “penitência” induzir à “oração” e “bom comportamento”. Hoje ninguém teme mais o inferno, mas todos temem a “execração pública” a punição, mesmo quando ela não vem com os meios mais comuns como multas ou reclusão, ela vem na forma da desaprovação geral e perda de credibilidade.

Quantos animais não são salvos através de denúncias, diretamente, ou pelo medo gerado a possíveis agressores, que ao verem a punição daqueles que compartilham seus sentimentos, escondem suas tendências vis na covardia que lhe é característica.
Mas não é só como “Paladino corretivo” que age a “Verdade”. Ela atua de forma preventiva, informando e esclarecendo as ações corretas a serem tomadas para se evitar problemas.

Indicando como se deve proceder na criação de um animal, se consegue evitar inúmeros problemas decorrentes ao manejo. Ensinando os sinais de saúde a serem observados, se evita a doença. Muitos animais são beneficiados com algumas palavras ditas com conhecimento e responsabilidade nos meios de comunicação e escutadas por atentos tutores.

Não falamos ainda da principal função da “Verdade”, sua ação esclarecedora. Hoje é possível se informar a respeito de qualquer assunto através da mídia, principalmente da internet. Basta que haja interesse e a poucos clicks se encontra a informação desejada, só cabe ao interlocutor fazer as perguntas certas para alcançar a saciedade de suas dúvidas. Com isso a “Verdade” ganha uma grande aliada, e os animais também. Através desse “oráculo” maravilhoso qualquer um pode saber de onde vem sua comida, suas roupas, seus cosméticos, medicamentos, etc.

Basta a pessoa ter o mínimo de preocupação e dispor de poucos minutos e ela pode saber como são criados os bois que viram hambúrguer de sua lanchonete preferida, ou como vivem as galinhas que botam os ovos que são utilizados em seu omelete, e, ainda, como são tratados os animais de laboratórios que são usados para que sejam testados os cosméticos que estão no comércio.
Tudo isso é possível. Só basta alguns segundos de interesse para que seja mudada a estagnação da ignorância para se tornar uma ação consciente. Mas para isso é preciso coragem, pois muitas vezes a “Verdade” não é tão linda quanto imaginamos, e nisso reside a mudança de ação.

Esconder-se na ignorância é fácil, achar que os cães de companhia são criados com amor por canis responsáveis e preocupados, não visando o lucro, mas apenas o bem estar da raça, ou que os bois vivem livres em um lindo pasto verde, as galinhas soltas em um quintal grande e ensolarado, que os porcos brincam na lama e que todos vivem felizes e estão contentes em contribuir com nossa “alegria”, é muito conveniente. Imaginar que animais de laboratórios não sentem dor ou medo, e que oferecem bravamente suas vidas para que tenhamos “maquiagens” mais seguras e que não causem alergias, é pura hipocrisia especicista.

Por isso a “Verdade” se torna monstruosa quando traz à tona aquilo que existe de pior em nós mesmos, a capacidade de explorarmos sem nenhum tipo de piedade e limite os mais fracos. Em nome da “Verdade”, em nome dos pobres animais explorados e desrespeitados, humildemente faço um pedido a todos: Saiam do conformismo da ignorância, da comodidade preconceituosa de nos acharmos a “Espécie Superior” dona do planeta Terra. Chega de imaginar que um hambúrguer se materializa ali, no pão, que o leite já nasce na caixinha como a água já vem dentro do coco, ou que as galinhas nos presenteiam com seus ovos em retribuição ao amor que seus criadores lhes dão.

Acordem! Procurem documentários, livros, vídeos, reportagens e se informem! Quanto mais informados vocês estiverem, mais conscientes serão suas atitudes. Se mesmo vendo como são criados os bois vocês quiserem continuar comendo “hambúrguer”, não importa, o que importa é que vocês saberão o que suas ações estão gerando, e qual a importância de suas escolhas. Percebendo o interesse de seus consumidores com a não exploração dos animais, as indústrias terão que se readaptar, eliminando qualquer produção que se baseie na violência e carnificina.

Ainda faço mais um pedido: Incentivem a divulgação de notícias e reportagens que abordem assuntos em relação aos animais. Enviem e-mails, telefonem para emissoras de tevê, jornais, rádios, etc. Peçam mais espaço aos animais na mídia e divulguem e comentem esses assuntos para que a informação possa atingir o maior número de pessoas e mais animais possam se beneficiar. Faça sua parte, ou como diria Confúcio: “Até que o sol não brilhe, acendamos uma vela na escuridão”.

Assim o conhecimento da “Verdade” leva a modificação de princípios, e esses a ações que trarão a alteração de nossa realidade. Esse é o poder da “Verdade” a de transformar o mundo libertando-o da ignorância.

“A linguagem política, destina-se a fazer com que a mentira soe como verdade e o crime se torne respeitável, bem como a imprimir ao vento uma aparência de solidez” – Frase de George Orwell.


fonte: Planeta Animal -Ricardo Luiz Capuano

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Desmatamento Zero nas ruas. Participe!





Você que já assinou pelo Desmatamento Zero agora tem a chance de ir às ruas!
A Mobilização pelo Desmatamento Zero vai acontecer no sábado, dia 7 de dezembro, em várias cidades do país.
Serão diversas atividades de mobilização, como pintura de camisetas, coleta de assinaturas para o projeto de lei e oficinas.
Você também pode fazer parte dessa história organizando um evento nesse dia. Se você tem vontade de lutar por um mundo melhor, junte-se a nós e contribua para despertar milhares de brasileiros.
Para inscrever um evento e obter detalhes da mobilização acesse:
bit.ly/mobilizacaodz

Ajude a construir essa história. Participe!
Abraços,
Cristiane Mazzetti
Mobilização
Greenpeace Brasil

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Festas de final de ano: não deixe tudo para a última hora

Então começou a vibração invisível que toma conta da maioria das pessoas, pela proximidade das festas de final de ano. A mídia bombardeia, as promoções lançam seus anzóis, chapeuzinhos de Papai Noel podem ser vistos em vitrines, e a palavra ‘panetone’ é escutada em conversas dentro do ônibus. Tenho horror a panetone, me parece um pão mumificado que só serve para presentear em amigo-secreto no trabalho. Ou para ser esquecido em um armário.

Eu não sei exatamente o que se apropria do HD mental de tanta gente ao mesmo tempo, mas vejo que o sistema sorri e palita os dentes, chupando os fiapinhos, satisfeito com o impacto de tsunami do consumo sobre o mercado. Uma família feliz parece estar obrigada a já se preocupar com o peru, tender, chester, bruster ou Frankstein similar. O carimbo de ‘vivemos bem mais um ano, né?’ só vale se houver uma ave peituda morta e temperada sobre uma mesa, senão é assumir o fracasso na vida. Meio-termo, nem pensar.

E a tradição, essa corrente em que todos incluem mais um elo antes de se prenderem, autoriza e justifica uma repetição chata, junto a parentes chatos e copos de cristal usados apenas uma vez ao ano, borbulhando no final de dezembro. Para combinar com o tamanho padrão do forno de cozinha, muito bebê-porquinho já entra no cadafalso que é para caber na bandeja, depois. Poupa-se de uma vida de engorda, confinamento, tédio & terror, merda & dor, porque os humanos decidiram que… digamos… ‘têm’ que comer porco na virada do ano porque o porco fuça para frente, ou qualquer outra frase-explicação séria candidata ao Nobel. Talvez a hipocrisia diminuísse 1% se essas pessoas todas assumissem sua superstição, TOC social e celebração pelo prazer do palato, ponto. Do que tentar dar contornos outros, risíveis para quem assiste a tudo isso de fora.

Não, eu não tomo parte. Me libertei, há alguns anos. Um processo desconfortável – pois todos os holofotes-perguntas-olhares voltam-se para si, mas que tem o efeito da bigorna deixada para trás, depois de muito carregar, do sapato apertado que finalmente é tirado do pé. Minha atitude terá traços de impacto a menos na marretada final em muitos animais, mas eu sou apenas um. Multiplicador, mas apenas um. Não vislumbro peru, não gasto em presente, não asso lombo, não produzo uma sacolada de lixo no dia seguinte à ‘festa’, não estouro champanhe no riso fácil, não pulo sete ondas nem escolho cor da cueca. Realmente é ridículo para quem vê de fora, e uma desgraça a menos para tantos animais cuja existência – desgraçada, no death row – é programada conforme as demandas das redes de supermercado.

Não, eu optei por não mais fazer parte dessa onda humana que se sente feliz & esperançosa conforme marca a data no calendário. Eu escolhi abrir mão de muita coisa, para não fazer o meu dinheiro pagar a marreta, a pistola pneumática, a gaiola, o brete, a ordenhadeira, o arreio, a facada, a degola, o ‘abate humanitário’, o ‘abate religioso’, a criação e procriação, a vida de tantos animais nascidos já como defuntos, o cronômetro em contagem regressiva para a morte e o estourar de champanhe. A última hora.
fonte:Vanguarda Abolicionista - Marcio de Almeida Bueno

Olha só que legal...

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Acorde!

Sou feliz porque sou o que sou. Porque faço o que tenho vontade. Porque não me preocupo em ter que agradar, seja porque estou com fome, seja para ganhar qualquer agrado.

Sou feliz porque sigo minha natureza. Porque estou na natureza, que é o meu lar e de onde jamais deveríamos sair. Onde deveríamos permanecer, desde o dia em que saímos do ovo ou da placenta de nossas mães, até o dia em que a natureza, a mesma que nos deu a vida, nos chamasse de volta para o céu dos animais.

Sou feliz porque vejo os da minha espécie comigo. E porque não vejo a sua rondando a nossa em busca de qualquer um de nós, seja para se alimentar, se entreter ou se vestir.

Aqui, o dia dura exatamente tanto quanto o Sol quer. E a noite vem com toda sua magia e plenitude, até que a Lua fique transparente a se confundir com o céu azul claro, banhado pela luz da manhã.

Bem diferente do que acontece com nossos irmãos por vocês encarcerados, a espera de mais um dia de tortura ou da morte libertadora. Quer visitar-nos, faça. Sabendo que esta é a nossa casa. E que, queiramos nós ou não, é de vocês também. Trate-a com respeito e estará oferecendo seu respeito a ti mesmo, como parte da natureza que é.

Humano – animal cuja memória, tão poluída quanto o ar que devolve morto ao céu, e que padece à mercê da ganância e da ignorância – trate de logo acordar. Só te pertence a vida que tem e, ainda assim, um dia sua carcaça se juntará à terra que, como mãe esplendorosa, te acolherá e abraçará como filho, para que retorne ao teu céu. O céu de todos nós.
fonte: Cronicato - Rogério Rothje

sábado, 16 de novembro de 2013

sessão crueldade da raça dita humana

Rinoceronte gravemente ferido - o chifre dessa infeliz criatura foi retirado depois de ter sido caçado por horas por humanos idiotas! mas ainda não perdi a fé na humanidade, ainda existem pessoas boas!
fonte:cia compaixão
bom trabalho humanos do mal, vocês conseguiram!!!!!!!!!!!!!!!
rinoceronte preto declarado extinto,
parabéns raça humana, estamos a caminho das profecias, que Deus nos perdoe.