Quem sou eu

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Diversão de paulistano, não de cachorro

Não sou fã de shopping, mas sou paulistana e o frequento. Seja por segurança ou praticidade, vira e mexe lá estou eu. Semana passada, acompanhada do meu filho, entre pernas e sacolas me peguei despistando de rabos e coleiras. Sim, o Shopping Higienópolis estava tomado por cachorros. Eram inúmeros, de diferentes raças e tamanhos, no colo, no chão, na escada rolante. Tudo bem, é muito bacana que diversos lugares aceitem a entrada de animais e a sociedade aprenda a conviver, afinal eles são mesmo nossos companheiros, mas será que alguém que anda em um shopping com um cão a tiracolo está preocupado com o que ele sente? Se circular por ali chega a ser estressante e cansativo para quem se predispõe a estar lá, que dirá para um animal que queria mesmo era pisar em grama. O chão é gelado, o ambiente é frio. Luzes artificiais deixam tudo claro demais, as pessoas falam alto, andam pra lá e pra cá. Crianças correm, mulheres pisam seus saltos altos barulhentos. Para um bichinho preso a uma coleira, não deve ser nada divertido ver e sentir tudo isso. Já até imagino que algumas pessoas usem desculpa semelhante àquela para manter pássaros em gaiolas: “estão acostumados”. Acredito que a maioria dessas pessoas faz isso para diminuir o peso da consciência de mantê-los em minúsculos apartamentos. Mas aí a escolha deveria ser um parque, uma praça ou a rua. Prova disso é ter visto um rapaz arrastar seu Shih Tzu e dizer em voz alta “vamos achar alguém pra limpar essa sujeira”, depois que o cãozinho urinou no meio do corredor.

A quantidade de cães neste shopping é tão grande que se transformou em mais um nicho de mercado. O centro de compras conta até com um estacionamento para cachorros. Hã? Deixados em “gaiolinhas”, eles passam horas presos enquanto seus tutores vão às compras, ao cinema, ao restaurante. A que ponto chegamos? Para suprir carências afetivas e frustrações com a nossa espécie, estamos condenando as outras a levar o estilo de vida que queremos.

Não vi ali nenhum cachorro sem raça definida, mas vi um pet shop cheio e filhotes em exposição como produtos. Fico triste em saber que falta consciência, mas sobram compradore
s
fonte:  Faltou falar - Paula Schuwenck

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ajuda Urgente...

Cão resgatado com anemia profunda precisa de ajuda, em Porto Alegre (RS)


Esse cão foi abandonado numa estrada e coberto com uma lona preta, domingo, dia 27. Sua sorte é que acabou a gasolina do carro de uma moça bem em frente ao local, ela desceu do carro para pedir ajuda e viu o plástico se mover.
Ele não anda, está com a doença do carrapato e com anemia profunda. Ele precisa de vitaminas, ração em lata, pois precisa comer de 2 em 2 horas, vermífugo e vacina.
Por favor, ajudem. Sou de Porto Alegre
Conta banco Santander – Gabriela Eduardo
Agência = 1026
Cc – 01022204-4


Contato: e-mail – gabriela_eduardors@hotmail.com
Telefone: (51)3372.9811/9177.5212

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013


Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade.

Friedrich Nietzsche 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Vítimas animais no naufrágio do Titanic


Estes três animais acima foram vítimas no naufrágio do Titanic. Ao todo, tinham 12 cachorros a bordo, mas esta foto trás uma história curiosa: A Dogue Alemã (à direita), se chamava "Dane" e pertencia a Ann Elizabeth Isham, que conseguiu subir a bordo de um dos botes salva-vidas, mas quando informaram que sua cadela (que estava com ela) não podia subir porque era muito grande e ocuparia assim o lugar de uma pessoa, Ann desceu e não embarcou. Poucos dias depois, um barco de resgate encontrou o corpo de Ann abraçado a seu cão, abraçados.
fonte: lobo reporter

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013


Os homens que comem carne e tomam beberagens fortes têm todos um sangue azedo e adusto, que os torna loucos de mil maneiras diferentes. Sua principal demência se manifesta na fúria de derramar o sangue de seus irmãos e devastar terras férteis, para reinarem sobre cemitérios."

Casamento é a única aventura aberta aos covardes"

Todas as grandezas desse mundo não valem um bom amigo.

Quando se trata de dinheiro, todos têm a mesma religião.

Não prestamos para nada se só formos bons para nós próprios

Os animais têm muitas vantagens sobre os homens: não precisam de teólogos para instruí-los, seus funerais saem de graça e ninguém briga por seus testamentos."

Voltaire

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Sessão beleza...

Inhame é alternativa natural para tirar impurezas da pele
 
Para cumprir nossa simples rotina diária de higiene e beleza, usamos vários tipos de cosméticos e desta forma expomos nosso corpo a substâncias tóxicas que, a longo prazo, aumentam o risco de doenças graves, como o câncer, por exemplo.

Devemos tentar diminuir ao máximo o uso dos produtos industrializados e buscar alternativas mais naturais, saudáveis e éticas. Uma das alternativas que pode surpreender o leitor por seu uso e resultados é o inhame. Utilizado basicamente na alimentação, tem efeitos benéficos já bastante conhecidos. Esse tubérculo, além de ser bom para combater o mau colesterol, pode ajudar no combate a espinhas e manchas no rosto, deixando inclusive a pele do rosto mais macia. Abaixo, indico uma alternativa natural e caseira criada pela Cida Conoti para tirar as impurezas da pele com um emplastro de inhame







1 kg de inhame
2 colheres de gengibre ralado

Ralar o inhame, juntar o gengibre ralado e fazer uma pastinha. Passar no rosto antes de dormir. Deixar 30 minutos. Enxaguar muito bem.

Além de clarear manchas, melhora pústulas e cravos. Se usar todos os dias, a pele fica lisinha.


fonte:Beleza sem Crueldade - Lili Goes

domingo, 13 de janeiro de 2013

Sabedoria

Desde que tudo me cansa,
Comecei eu a viver.
Comecei a viver sem esperança...
E venha a morte quando
Deus quiser.

Dantes, ou muito ou pouco,
Sempre esperara:
Às vezes, tanto, que o meu sonho louco
Voava das estrelas à mais rara;
Outras, tão pouco,
Que ninguém mais com tal se conformara.

Hoje, é que nada espero.
Para quê, esperar?
Sei que já nada é meu senão se o não tiver;
Se quero, é só enquanto apenas quero;
Só de longe, e secreto, é que inda posso amar. . .
E venha a morte quando Deus quiser.

Mas, com isto, que têm as estrelas?
Continuam brilhando, altas e belas.


José Régio
Quem disser que pode amar alguém durante a vida inteira é porque mente.

É pensando nos homens que eu perdoo aos tigres as garras que dilaceram.

Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi para cantar! 
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada que seja a minha noite uma alvorada, que me saiba perder...para me encontrar....

O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!

Florbela Espanca

domingo, 6 de janeiro de 2013

O perigo oculto nos cosméticos

Diariamente, ao sair de casa, realizamos nossos hábitos rotineiros.

Nesse verdadeiro ritual de higiene e beleza, em hábitos tão corriqueiros, como escovar os dentes, tomar banho e outras atividades para melhorar a aparência, chegamos a usar vários produtos diferentes: cosméticos para o cabelo, pele etc.

Ao anoitecer, repetiremos tudo novamente e, assim, diariamente expomos nosso corpo a substâncias como Parabenos, Sal de Alumínio, Lauril Sulfato de Sódio, Ureia, Diazolidinil e muitos outros ingredientes tóxicos que, apesar de serem permitidos, são nocivos à nossa saúde e, o pior: estão na maioria dos cosméticos, seja em um simples sabonete, shampoo, hidratante, ou em uma tintura para os cabelos, nos esmaltes e até mesmo em produtos infantis. Com o uso diário, a longo prazo, aumenta o risco de doenças.

Cada vez mais, estamos expostos a centenas desses ingredientes na composição dos cosméticos e de maneira cada vez mais intensa. Um estudo feito pelo farmacêutico, professor e especialista em cosmetologia Mauricio Pupo (National Institute of Ocupacional Safety and Health, dos Estados Unidos) detectou 884 substâncias químicas tóxicas presentes em formulações de produtos cosméticos para higiene e cuidados com a pele.

A indústria de cosméticos, tanto orgânicos como “naturais”, movimenta US$ 2 bilhões por ano e tem aumentado intensamente seu mercado nos últimos anos.

Há 4 anos boicotando marcas e empresas cruéis que realizam testes em animais, percebi que muitos ingredientes de empresas que não testam seus produtos em animais contém ingredientes nocivos à nossa pele, então, usando minha experiencia de 12 anos com estética, e pesquisando, estudando, usei minha criatividade, colocando em prática, há um ano, uma outra forma de fazer estética.

Pensando em oferecer uma estética 100% vegana, sem ingredientes tóxicos, como Lauril, Parabenos etc, eu tenho colocado em prática uma forma verdadeiramente natural de cuidar da pele, com ingredientes como frutas, legumes, argilas, massagens e máscaras de vapor.

Ofereço, assim, à minha clientela, uma maneira eficaz e sem crueldade para cuidar da pele.

Aproveito para publicar, a seguir, a primeira receita de beleza sem crueldade.

Amacia a pele, tira verrugas e até manchas.

Pegue pedaços da casca de uma banana e use o lado interno. Passe-o em todo o rosto, fazendo leves movimentos circulares. Deixe agir por 20 minutos.

Depois, é só enxaguar bem.

Essa é uma hidratação indicada para todo tipo de pele, que cicatriza, amacia, hidrata, nutre, revitaliza. É, inclusive, fotoprotetora. E você pagará pouquíssimo por todos esses benefícios.

fonte: Beleza sem Crueldade - Lili Goes

Eu conheço um planeta onde há um homem vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão somas. E o dia todo repete como tu: "Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!" e isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo!

Antonie de Saint Exupéry

sábado, 5 de janeiro de 2013


Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos ,um livro mais ou menos. 
Tudo perda de tempo. 
Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoraçao ou seu desprezo. 
O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia.
Martha Medeiros

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Sessão, vergonha nacional


Para ciência de todos, aparentemente o HOMEM NÃO É MAIS INTOCÁVEL, acrescento ainda o  CPF do ex-presidente  para consulta de demais processos no site do TRF, é:

CPF:  070.680.938-68 
 
  
                   
                 LULA... FINALMENTE PERDEU!!!


SAIU NA IMPRENSA PORTUGUESA PORQUE, COMO TODOS SABEM,
A IMPRENSA BRASILEIRA É MUITO BEM PAGA PELO PT PARA PROTEGÊ-LO.
ENTÃO, TEMOS QUE FAZER NÓS, INTERNAUTAS, O PAPEL QUE A IMPRENSA NÃO FAZ.
O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PEDIU O BLOQUEIO DOS BENS DO LULA NO VALOR DE  
R$ 9.526.070,64   POR  IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.
Já sei, você não acredita não é mesmo ?
Então confira o processo na Justiça Federal: 
htpp://processual.trf1.jus.br/consultaProcessual/processo.php?secao=DF&proc=78070820114013400

Depois de abrir o link acima, clique em "PARTES" e verá o nome doLula. Se quiser poderá acompanhar o desfecho.
Processo: 0007807-08.2011.4.01.3400Classe: 65 – AÇÃO CIVIL PÚBLICA
Vara: 13ª VARA FEDERAL
Juiz: PAULO CESAR LOPES
Data de Autuação: 31/01/2011Assunto da Petição: 1030801  –  DANO AO ERÁRIO –
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA  –  ATOS ADMINISTRATIVOS – ADMINISTRATIVO
Observação
:  ASSEGURAR O RESSARCIMENTO DOS BLOQUEIO DOS BENS DO LULA!
A notícia que todo Brasil esperava foi publicada em 23/10/12 no jornal Correio da Manhã em Portugal, quem quiser confirmar é só clicar no endereço abaixo: no site português:

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/ministerio-publico-pede-bloqueio-de-bens-de-lula

Isso é a pontinha do iceberg. Se resolverem investigar fortemente o BNDES e Eike Batista iremos chegar a pelo menos US$ 40 bilhõessegundo a revista americana FORBES.Os PTralhas estão doidos com a notícia se espalhando.
Se você ainda é PTista, e continua votando nessa quadrilha, boa sorte, continue assim, e deixará um um belo futuro brasileiro para seus filhos e netos.
fonte: email do jaime

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Engenheiros do Hawai- O exército de um homem só

Homenagem aos protetores independentes, que como eu, tentamos fazer alguma coisa para que a vida continue a pulsar...

video

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Olha só que legal...




Um filhote de rinoceronte que ficou órfão quando sua mãe foi morta por caçadores na África do Sul, em 2007, foi adotado por uma família do Zimbábue.
O responsável por levar o animal até a família, que é proprietária de um Safari, foi o fotógrafo David Hulme, que descobriu o filhote a alguns metros do corpo de sua mãe, se escondendo em arbustos por vários dias,
Jimmy, como é conhecido, pesa aproximadamente 2 t e criou um laço muito forte com sua nova dona, Anne Whittall, 71 anos.
Cinco anos depois do ocorrido, Jimmy anda livremente pelo safari, e ainda visita Anne regularmente colocando a cabeça pela janela da cozinha da casa.

fonte: terra

Nenhum indício melhor se pode ter a respeito de um homem do que a companhia que freqüenta: o que tem companheiros decentes e honestos adquire, merecidamente,bom nome, porque é impossível que não tenha alguma semelhança com eles.

Os homens em geral formam suas opiniões guiando se antes pela vista do que pelo tato, pois todos sabem ver mas poucos sentir. Cada qual vê o que parecemos ser, poucos sentem o que realmente somos.

Mesmo as leis bem ordenadas são impotentes diante dos costumes.

É muito fácil um homem esquecer da morte do pai do que a perda da fortuna.

Dê o poder ao homem, e descobrirá quem ele realmente é.

Nicolau Maquiavel 


O destino alheio

Caminhões param à porta do galpão. Há centenas de indivíduos à espera. Esperam há dois ou três dias. Não lhes dão mais água, que antes corria pelos caninhos e era despejada sem interrupções nos bebedouros. Também já não lhes deram mais comida, que antes jorrava do teto dia e noite pelas guias canalizadoras do alimento.

Eles agora receberam, em vez da comida e da água, uma senha. Cada um tem a sua, para uma fila que ainda nem se formou, porque antes é preciso passar pelo procedimento do embarque. São milhares de indivíduos acotovelando-se, penando-se e pelando-se uns contra os outros, alguns esfolando-se literalmente na compressão dos corpos marcados para morrer. Mas ainda falta transportá-los até o abatedouro.

E é lá que agora se encontram, sem água e sem comida há quase dois dias. A razão para mais essa tortura é pouca, mas impera: no transporte não pode haver vômitos nem defecações, isso daria muito trabalho para os operadores do transporte e das instalações de extermínio. Esses indivíduos são conscientes de si e sentem as mesmas emoções que os outros animais sencientes sentem quando encurralados e esfomeados: medo, fome, fraqueza e terror diante de cada movimento ou som inesperado.

Numa praça de alimentação, bem próximo dali, centenas de indivíduos acotovelam-se também, armados de faca e garfos, numa fila mal formada na qual cada um quer ser atendido antes do outro, não importando se chegou antes ou depois desse. Querem ser atendidos, já! E estão armados de metal cortante, para enfrentar outros indivíduos que chegarão a eles na mais absoluta condição de reféns derrotados: mortos. Mas, para enfrentar esses mortos, os vivos dessa fila da praça de alimentação continuam a portar armas, brancas, mas brancas apenas de nome, porque assim que forem passadas atravessando a matéria morta, já não serão mais armas tão brancas, ficando mesmo é sanguinolentas, sujas, de cor marrom, nada iluminada.

Essa segunda cena é montada com indivíduos que não precisam comer mortos para terem saúde, mas foram formatados para crer nisso, como dogma religioso. Estão profundamente ligados no seu prato de comida e no conteúdo que costuma enchê-lo todos os dias. O conteúdo de seu prato é composto de nacos dos corpos dos indivíduos que estavam com a senha na mão à espera do caminhão que os coletou para conduzi-los à estação final de sua miserável vida de confinamento e privações: uma câmara de sangria, um tanque escaldante, uma esteira rolante onde em menos de um minuto seus corpos serão dilacerados em carnes, cuidadosamente distinguidas umas das outras, dependendo da parte do corpo na qual estavam posicionadas em vida. Já não estando mais vivas, essas distinções só importam àqueles que não se importaram em apagar nessas carnes a vida.

Se houvesse apenas essas duas filas, a dos indivíduos sequestrados e reféns das armas e a dos indivíduos que não participam ativamente do sequestro nem do abate, mas os financiam e se armam, não para enfrentar os animais em desesperada tentativa de fugir do antro no qual estão confinados, mas para lutar no espaço do prato, permanecendo fora dele, mas dilacerando em nacos ainda menores os pedações daqueles corpos daqueles indivíduos que foram forçados ao jejum dois ou três dias antes da degola, para não sujar demais o abatedouro com excrementos projetados das vísceras em movimentos forjados pelo terror sentido na hora final. Ah, se apenas houvesse essas duas filas, quanta paz poderia haver na mente dos que ocupam a segunda fila, a dos armados nas praças de alimentação. Se só houvesse as vítimas e seus comedores, não haveria peso nas consciências. Mas, estragando a paz tão almejada pelos comedores armados, há uma terceira fila.

Os indivíduos dessa terceira fila estão mostrando seus dentes, mas naquela configuração encorajadora que chamamos sorriso. Eles sorriem docemente para os armados das praças de alimentação. Creem que seu sorriso será a melhor arma para fazer os devoradores de pedaços dos mortos desistirem de seus hábitos carnistas e galactômanos. Esses da fila três pensam seriamente que a maldade dos outros pode ser diluída, bastando para isso uma atitude alheia, não uma vontade própria daqueles cérebros compulsivos. Há mais de dois mil anos os doces sorrisos são apresentados aos comedores, aos matadores, aos exterminadores, sorrisos que levam a mensagem de paz aos corações daqueles que não estão nem aí para a paz daqueles a quem devoram agora. E a história da indiferença continua, porque os de armas brancas nas mãos não estão nem aí para sorrisos, pelo menos não até que encham seus estômagos com carnes bem passadas, mal passadas, temperadas e bem cortadas com suas lâminas. Depois de fartarem-se, podem até dar atenção ao sorriso que receberam sem mérito algum. Isso mesmo! Há quem faça coisas tão hediondas que não mereça um sorriso como gratificação.

Os sorridentes se queixam de que seu esforço de demover os comedores dos restos dos corpos dilacerados pelos matadores não resulta na abolição desejada. Mas, ao fazerem suas queixas, jamais investigam a natureza e o alvo de seu sorriso. Jamais computam o resultado obtido com seu sorriso. Sorriem e sorriem para outros que já não sorriem, porque temem que seus dentes cheios de fragmentos de carnes sangrando sejam observados por alguém, o que os envergonharia, não por terem comido alguém que queria mesmo era viver e fruir, mas porque pedaços e restos de comida entre os dentes não são socialmente aceitáveis. Por isso, ao receberem sorrisos dos que creem sinceramente que os converterão para uma dieta sem animais e seus derivados, eles não sorriem de volta.

Na mesma praça (em grego seria ágora), há um quarto grupo. Sem sorriso algum nos lábios, sem qualquer arma branca, negra ou vermelha nas mãos, esses indivíduos colocam no telão as imagens dos momentos finais pelos quais os indivíduos da primeira fila passaram , antes de virarem só mais um naco de carne no prato dos indivíduos da segunda fila, aquela dos armados de armas brancas. Ao fazerem isso, convocam todos a darem um basta nessa dieta sangrenta. Não há armas, não há sorrisos. Somente as imagens que traduzem numa linguagem que ninguém quer aprender, o horror dos centros de confinamento dos indivíduos da primeira fila, o horror dos centros de extermínio deles, o horror das praças de alimentação inundadas dessa comida cadavérica. Essas imagens se juntam, formando uma teia da qual ninguém escapa naquela praça de alimentação. Quem ali estiver comendo, estará comendo esse horror.

Para espanto dos que compõem o quarto grupo, agressões e acusações partem dos indivíduos do grupo três, que não querem que os do grupo dois se vejam no espelho, querem que eles vejam apenas rostos sorridentes diante da cara deles, enquanto na ponta de seus garfos está espetado um naco da carne que era de outro, um outro com tanta sensibilidade e consciência quanto a deles, ou mais.

Em que fila cada um gostaria de estar diante do juízo final? (Essa do juízo final não tem muito apelo para muitos, não é mesmo?)

Então, vamos esquecer a Bíblia. Respondamos a uma só pergunta: caso houvesse um poder soberano decidindo por você a posição na qual será alocado, e lhe fosse dada a chance de escolher apenas uma das filas nas quais não gostaria de estar, qual das quatro filas, definitivamente, você não gostaria de compor? Se sua resposta for a fila dos que estão com a senha na mão para receber o golpe final, você entendeu a tragédia da condição animal. Não mande os animais para uma fila na qual você jamais seria visto, se dependesse de sua vontade. Você é um animal com tanto horror da morte quanto todos os que foram mortos para virar nacos de carne em nossos pratos, incluindo os natalinos.

fonte: Questão de ética - Sônia  T. Felipe