Quem sou eu

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Palavra Cantada - leãozinho


Bezerro escritor

...Por favor não estranhe os fatos
nem fique de mau humor,
uma proteína do leite
em você pode aumentar tumor.
Sei que isso é muito triste
e pode causar horror.
Falam muito do cálcio
do leite, queijo e coalhada.
Mas seu belo organismo
não aproveita quase nada,
devido a sua estrutura
que não está bem preparada.
Se você deseja cálcio,
recomendo folha de couve.
Adoro verdura fresca,
fonte melhor nunca houve.
Quem se alimenta bem
até melhor ouve...

 Igor colares



MENDIGA

Na vida nada tenho e nada sou;
Eu ando a mendigar pelas estradas...
No silêncio das noites estreladas
Caminho, sem saber para onde vou!
Tinha o manto do sol... quem mo roubou?!
Quem pisou minhas rosas desfolhadas?!
Quem foi que sobre as ondas revoltadas
A minha taça de oiro espedaçou?!
Agora vou andando e mendigando,
Sem que um olhar dos mundos infinitos
Veja passar o verme, rastejando...
Ah, quem me dera ser como os chacais 
Uivando os brados, rouquejando os gritos
Na solidão dos ermos matagais!...

Florbela Espanca

Olha só que legal...

Ativistas colam selos em produtos de origem animal para alertar consumidores sobre a crueldade na produção


Um choque de realidade na gôndola do supermercado.
O grupo paulistano “Não Mate” (site) lançou nesta terça-feira (27) o vídeo de uma ação realizada há alguns dias em um supermercado de São Paulo. Munidos de adesivos caseiros com a mensagem “Produto rico em crueldade animal, tortura e assassinato, vai comprar?” e uma câmera escondida, os ativistas identificaram dezenas de produtos de origem animal na loja.
Segundo o “Não Mate”, a intervenção foi uma rotulagem com objetivo de alertar o consumidor sobre a crueldade presente em produtos de origem animal. A trilha sonora escolhida para a ação foi a música “Do the Evolution” (Faça a Evolução), cantada pelo vegetariano Eddie Vedder, vocalista da banda Pearl Jam.
Assista ao vídeo da ação “Vai comprar?” | Vimeo

sábado, 24 de agosto de 2013

Olha só que legal...

Historiadores querem recriar vinho do Império Romano

Uma equipe da Universidade de Catania, na Sicília, pantou um vinhedo usando ferramentas e técnicas antigas, usadas pelos romanos. Eles utilizaram tiras de junco e lascas de madeira de arbustos de vassoura para ligar as vinhas às estacas, e não utilizarão nenhuma máquina, pesticida ou fertilizante.
Para basear seu trabalho, os pesquisadores consultaram o manual de agricultura do livro Georgics, do poeta Virgílio (o mesmo da Eneida), e informações do enólogo do século I, Columella, cujas técnicas sobreviveram até o século XVII.
A equipe de historiadores plantou oito variedades locais, incluindo Nerello Mascalese, Visparola, Racinedda e Muscatedda. Na Antiguidade, Columella já se referia a cerca de 50 tipos de uva, apesar de suas equivalentes hoje não serem todas conhecidas.
Para conservar o vinho, serão usadas ânforas de terracota. Segundo as orientações do autores antigos, elas são revestidas por dentro com cera de abelha e enterradas no chão até o pescoço. Elas são deixadas abertas durante a fermentação, antes de serem seladas com argila ou resina.
 "Não estamos usando agentes fermentadores, mas acreditando nas leveduras naturais, o que faz com que isso possa ser chamado de arqueologia experimental", diz Mario Indelicato, um dos pesquisadores. "Descobrimos que as técnicas romanas eram mais ou menos usadas na Sicília até poucas décadas atrás. Isso mostra o quão avançados os romanos eram", acrescenta.
As primeiras vinhas foram plantadas no começo deste ano e a equipe espera ter a primeira safra em quatro anos. "Os objetivos do projeto são dois: por um lado, verificar a viabilidade das técnicas romanas e, por outro, verificar se esse conhecimento pode ser utilizado na viticultura moderna", conta Daniele Malfitana, diretor do instituto arqueológico.
fonte:revistaadega

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O Veganismo Definido (texto histórico de 1951)

Recentemente, a Vegan Society (Sociedade Vegana) adotou regras revisadas e estendidas que, dentre outras coisas, esclarecem o objetivo ao qual o movimento aspira.
O objetivo da Sociedade e o significado da palavra “veganismo”, que até hoje têm sido questões de inferência ou predileção pessoal, são agora definidos como:
“O objetivo da Sociedade será o de acabar com a exploração dos animais pelo homem”; e “A palavra veganismo significará o princípio pelo qual o homem deve viver sem explorar animais”.
A Sociedade se compromete no cumprimento de seu objetivo de “buscar um fim para o uso de animais pelo homem para alimentação, apropriação, trabalho, caça, vivissecção e todos os outros usos que envolvam exploração da vida animal pelo homem”.
Filiação à Sociedade está disponível a todos(as) que desejam ver esse objetivo ser atingido e que se incumbem de viver tão próximo do ideal quanto suas circunstâncias pessoais permitam. Os associados não assumem compromissos de conduta, mas se declaram em concordância com o objetivo. Assim, a porta fica totalmente aberta, e a Sociedade dá as boas-vindas a todos(as) que se sentem aptos(as) a apoiá-la. A direção e administração dos trabalhos da Sociedade, porém, ficam a cargo dos membros.
O efeito dessa iniciativa é fazer do veganismo algo único dentre os movimentos preocupados com o bem-estar de animais. Isso porque o veganismo se cristalizou em um todo, e não, como são esses outros movimentos, em uma abstração. Enquanto cada um deles lida com um segmento – e assim se preocupa diretamente com práticas em vez de princípios –, o veganismo é em si um princípio, do qual certas práticas derivam logicamente.
Se, por exemplo, o princípio vegano for aplicado à dieta, pode-se ver de imediato por que esta deve ser vegetariana no sentido mais estrito e não pode conter alimentos derivados de animais. Alguém pode se tornar vegetariano por várias razões – humanitária, de saúde, ou mera preferência por tal dieta. O princípio aí seria uma questão de sentimento pessoal e variaria de acordo com este. Contudo, o princípio vegano (de que o homem não tem direito de explorar outras criaturas para seus próprios fins) não está sujeito a variações. Desse modo, a dieta do vegano é derivada inteiramente de “frutas, nozes e castanhas, legumes e verduras, grãos e outros produtos não animais” e exclui “carne de mamíferos, de peixes e de aves, ovos, mel e leite animal e seus derivados”.
Em um mundo vegano, as criaturas seriam reintegradas ao equilíbrio e à sanidade da natureza tal como esta é. Um grande erro histórico, cujo efeito sobre o curso da evolução pode ter sido espantoso, seria corrigido. A ideia de que as demais criaturas poderiam ser usadas pelo homem para seus propósitos estaria tão alheia ao pensamento humano que seria quase impensável. Sob esse prisma, o veganismo não é tanto bem-estar, mas libertação, para os animais e para a mente e o coração do homem; não tanto um esforço para tornar a presente relação tolerável, mas um reconhecimento inflexível de que, por ser esta relação uma de senhor e escravo, ela tem de ser abolida para que algo melhor possa ser construído.
O veganismo é, na realidade, uma afirmação de que, onde o amor existe, a exploração deixa de existir. Ele é a continuidade histórica do movimento que libertou os escravos humanos. Se fosse colocado em prática, todo o mal causado aos animais pelo homem desapareceria automaticamente. Em sua essência está o poder curador da compaixão, a maior expressão de amor da qual o homem é capaz. Pois é dar sem esperar receber. Além do quê, ao se libertar de muitas das demandas criadas pela parte inferior de sua natureza, o benefício ao próprio homem seria incalculável.
Leslie Cross (vice-presidente, Vegan Soc.)
39, Willow Crescent East, Uxbridge, Middx.
fonte: vista-se

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Olha só que tri...


fonte: benettblog

comentário do altecir: está é uma boa explicação prás  pessoas ouvirem este lixo, esta poluição sonora, que chamam de música sertaneja, bota angústia nisso...

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O que você promete aos animais?


Diz você a palavra amor como acessório indissociável a toda referência que faz ‘aos animais’? Algo difuso, para alguns escolhidos sortudos. Mesmo que ignore, ou faça vista grossa de fiscal corrupto à concussão e pressão contidos naquele café com leite, inocente, e na fatia de queijo que bem lembra a infância? Repete, você, ‘compaixão’ a animais não-humanos distantes do ponto em que a vista alcança, tal como golfinhos, baleias, focas e ursos na China? Mesmo que não se permita abrir mão do sapato de couro, resíduo do esfolamento final de um cadáver que, em sua vida de expectativas, apenas engordou à força, a ferro & fogo? É ‘paixão’ o termo que melhor descreve as imagens idealizadas que compartilha na Internet, mostrando cãezinhos fofos, patinhos idem, porquinhos cor-de-rosa dormindo? Mas, à la Dr. Jeckyll / Mr. Hyde, não se furte a perder, no minuto seguinte, a promoção de grelhados em compra coletiva?

Acumula patologicamente cães e gatos embaixo de sua asa, dentro da lógica de que um campo de concetração é melhor que as ruas, e para tal empenha sua vida, sua saúde e seu crédito bancário? Argamassa é o que preenche seu vazio sentimental cada vez que seus asilados vibram na hora da ração?

Ou é você um herói da nova era, antenado e consciente, que toca o tambor do ovolactovegetarianismo o mais alto que consegue, ecoando um som que já aumenta e incomoda? Mas, em uma impotência de objetivos, falha ao romper o hímen dos ingredientes culinários ‘obrigatórios’ – leite, ovo, queijo, manteiga? Ideologiza, ainda, essa permanência com um pé em cada lado da fronteira, minimizando o terror vivo da produção leiteira e de poedeiras? Segue prometendo a si e aos animais, por remorso, uma vida de ‘galinha feliz’, ‘vaca feliz’, já que é escravo das próprias papilas gustativas sádicas, indiferentes, egóicas e ‘umbigo do mundo’? Acredita, então, na Vovó Donalda?

Alivia a culpa assinando tsunamis de petições virtuais que, via de regra, se perderão no mesmo ralo eletrônico?

Ou lê os autores recomendáveis, apropria-se dos jargões abolicionistas, informa-se, discute com colegas e com desconhecidos nas redes sociais, idolatra a ALF, mas a portas fechadas, sem ninguém olhando, defeca sobre o auto-propalado veganismo? Trai os animais, ao fazer questão de comrpar este ou aquele produto industrializado, tapando o rótulo com uma peneira? Caga e anda para testes, e ainda acha que os demais não verão que esqueceu de puxar a descarga? Não resiste e come guloseimas que trazem ‘um ovinho’, ‘um pouquinho só’ de leite, cochonilha, traços? Esforça-se por ignorar, em restaurantes, que naquele prato estão itens que você publicamente combate, mas intimamente consome, espelhado nas pequenas hipocrisias que todos, afinal, carregam em si?

Relativiza certas situações, para condenar a pecuária industrial mas não quem ‘tem um porquinho no quintal’, concorda com ‘A Carne É Fraca’ mas sustenta que no sítio do próprio tio é diferente, e crê que liberdade é sinônimo de usar um animal tratando-o bem? Engole muitas arapucas do consumo por medo de perder a convivênia social? Tolera no parceiro carnista tudo o que diz condenar nas demais pessoas, com medo da solidão? Tem medo de parecer idiota? Vê no espelho um tirano, um populista, um bipolar ou um anti-especista de ocasião?

Afinal, o que promete aos animais? E o quanto você se compromete?

fonte: Vanguarda Abolicionista - Marcio de Almeida Bueno

Making of Alma de Cachorro


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Olha só que tri...

Aprenda a fazer uma luminária com cartolina e garrafa PET

A dica que o CicloVivo dá hoje é para quem quer ter uma luminária legal, personalizada e feita com materiais reaproveitados. Além de ser simples, esta ideia oferece nova utilidade a itens que seriam descartados após perderem seu uso original.

Materiais necessários: um galão plástico de cinco litros, quatro espetos de madeira para churrasco, barbante ou elástico, tinta para pintar madeira, cartolina (pode ser colorida), papel contact colorido ou estampado, tarraxas, soquete e lâmpada.

Como fazer: O primeiro passo, como sempre, é a higienização dos materiais usados. Portanto, lave bem a garrafa PET que será usada na luminária, e deixe-a secar. Enquanto isso, pinte quatro palitos de churrasco com uma cor que combine com a estampa do papel contact ou com a cor da cartolina, caso ela já seja colorida.

Com os palitos secos, fixe-os em duplas pelas duas extremidades. Recorte o bico da garrafa a dois centímetros do gargalho e encaixe-o entre os palitos, conforme mostrado na galeria de imagens.
A cúpula deve ser feita com a cartolina. A medida indicada para o corte do papel é de 144 cm x 30 cm. Caso ela seja branca e você queira usar o papel contact para dar uma cor a mais, cole-o somente após ter recortado a cartolina. A circunferência deve ter como base o tamanho dos palitos, de modo que o papel fique bem justo em volta da “base”. Para garantir que ela fique bem fixa, utilize as tarraxas para prendê-la à madeira.
Para finalizar a luminária, basta colocar o soquete e a lâmpada. Por ser leve, ela pode ser pendurada diretamente pelo fio que leva energia à lâmpada.
fonte: ciclovivo

Olha só que legal...

ALEMANHA TERÁ RODOVIA EXCLUSIVA PARA BIKES


Uma rodovia exclusiva para ciclistas, com 60 quilômetros de extensão, será construída em uma das regiões de tráfego mais intenso da Alemanha, que liga Dortmund a Duisburg, dois importantes centros industriais do país europeu. O projeto foi intitulado Radler B-1 e será implantado não só como alternativa de aliviar o trânsito no local, mas também como ferramenta de mitigação de gases poluentes na atmosfera.

A autoestrada construída para os ciclistas alemães deverá ser implantada paralelamente a um dos trechos mais movimentados da A40, uma das principais rodovias do país europeu. O objetivo é diminuir o alto índice de congestionamentos na pista, incentivando os habitantes a adotarem as bicicletas como principal meio de transporte até chegarem a seus locais de trabalho.

De acordo com o ministro Harry Voigtsberger, os custos do projeto ainda estão sendo estudados, mas a implantação da rodovia exclusiva para ciclistas deverá revolucionar o plano de transportes da Alemanha. Além disso, de acordo com o site Gizmodo, a previsão é que as obras estejam concluídas em 2021.

Além das pistas asfaltadas nos dois sentidos, a infraestrutura vai contar com um sistema de iluminação pública e uma barreira de proteção aos ciclistas. A Radler B-1 também não possuirá cruzamentos, a fim de aumentar a segurança de quem andar de bike na rodovia exclusiva.

Desde 2010, a rodovia A40 vem se transformando em área de lazer aos finais de semana. Segundo a agência de notícias alemã Deutsche Welle, o local fica aberto aos domingos para pedestres, e recebe diversos eventos esportivos e culturais, como campeonatos de ciclismo e apresentações musicais.

fonte:discoverybrasil

domingo, 11 de agosto de 2013





Carne é carne, morte é morte...a escolha é sua

Você foi programado pela sociedade para pensar que comer carnes é algo natural e não cruel. Você nasceu no Brasil, acha natural comer vacas. Se tivesse nascido na China, estaria comendo cachorros como os da foto a baixo a venda em um mercado chinês.

Ei, qual é a diferença entre eles?


fonte: vegetarianos pelos animais
clique em cima para ampliar
Gritos

Um nojento, horrível, repulsivo,
Monstruoso e asqueroso caminhão
Passa bem perto daqui,
Passa bem perto de mim.
Nele há desafortunados porcos
Que vão perder suas vidas
Para saciar a gula demoníaca
De seres que agem como
Se não tivessem compaixão,
Pois amorteceram
Seus sentimentos
Para com os indefesos.
E eu ouço os terríveis gritos deles
E parece que todos os seres humanos
De perto de mim ensurdeceram.
Pois a impressão que dá
É que apenas eu estou ouvindo.
Gritos horripilantes,
Que arrepiam o coração sensível...
Gritos que denunciam o pavor
Que esses miseráveis estão sentindo
Sem saber onde estão indo.

Daluan Machado


domingo, 4 de agosto de 2013

Olha só que tri...

Sobrevivente de um campo de concentração nazista explica por que não comia animais

Edgar Kupfer-Koberwitz foi um sobrevivente do campo de concentração Dachau.
Em pedaços roubados de papéis de rascunho e com pedaços de lápis, ele manteve seu diário secreto, que veio à tona após ser libertado em 29 de abril de 1945:
“Eu me recuso a comer animais porque eu não posso me alimentar do sofrimento e da morte de outras criaturas. Eu me recuso a fazer isto porque eu mesmo sofri tão dolorosamente que eu consigo sentir as dores dos outros pela lembrança dos meus próprios sofrimentos.
Eu sou feliz, ninguém me persegue; por que eu deveria perseguir outros seres ou causar-lhes sofrimento? Eu sou feliz, eu não sou um prisioneiro; por que eu devo transformar outras criaturas em prisioneiros e jogá-las em jaulas?
Eu sou feliz, ninguém está me machucando; por que eu deveria machucar os outros ou permitir que sejam machucados? Eu sou feliz, ninguém me maltrata; ninguém vai me matar; por que eu deveria maltratar ou matar outras criaturas ou permitir que sejam maltratadas ou mortas para meu prazer e conveniência?
Não é natural que eu não inflija a outras criaturas a mesma coisa que eu espero, e temo, nunca seja imposta a mim? Não é a coisa mais injusta fazer estas coisas aos outros sem nenhum propósito além do gozo deste insignificante prazer físico, às custas de mortes e tormentos?
Estes seres são menores e mais desprotegidos do que eu, mas você pode imaginar um homem racional, de sentimentos nobres, que basearia-se nestas diferenças para afirmar o direito de abusar da fraqueza ou da inferioridade de outros? Você não acha que é justamente o dever do maior, do mais forte, do superior, de proteger a criatura mais fraca ao invés de matá-la?
Eu quero agir de uma maneira nobre.
Eu me lembro da horrível época da Inquisição e eu lamento constatar que o tempo dos tribunais dos hereges ainda não terminou; que todos os dias os homens cozinham em água fervente outros seres que lhes são entregues pelas mãos de torturadores. Eu fico horrorizado ao pensar que estes homens são pessoas civilizadas, não brutos bárbaros, não nativos. Mas, apesar de tudo, eles são apenas primitivamente civilizados, primitivamente adaptados ao seu meio cultural. O europeu médio, flutuando entre idéias eruditas e belos discursos, comete todos os tipos de crueldades com um sorriso nos lábios, não porque ele seja obrigado a fazer isto mas porque ele quer fazê-lo. Não porque ele tenha perdido sua capacidade de refletir e compreender as terríveis coisas que ele está executando. Oh, não!! Apenas porque ele não quer ver os fatos. De outra maneira ele seria interrompido e aborrecido no desfrute de seus prazeres.
Considerando somente as necessidades, alguém pode, talvez, concordar com estas pessoas. Mas, será isto realmente uma necessidade? Esta tese pode ser contestada. Talvez exista algum tipo de necessidade para estas pessoas que ainda não evoluíram à personalidades conscientes.
Eu não estou pregando para eles. Eu escrevo para você, para um indivíduo ainda atento, que racionalmente controla seus impulsos, que sente-se responsável interna e externamente por seus atos, que sabe que nossa suprema corte está instalada em nossas consciências e que não há uma corte de apelação contra isto. Existe alguma necessidade que leve um homem totalmente consciente de si mesmo a respaldar uma matança? Em caso afirmativo cada indivíduo tem que ter a coragem de fazê-la com suas próprias mãos. Esta é, evidentemente, uma covardia miserável: pagar à outras pessoas para sujarem suas mãos de sangue e abster-se do horror e da consternação de fazê-lo…
Eu penso que os homens continuarão a ser mortos e torturados enquanto os animais forem mortos e torturados. Enquanto isto haverão guerras, também, porque matar precisa ser treinado e aperfeiçoado em pequenos objetos, moral e tecnicamente. Eu não vejo razão para se sentir ultrajado pelo que outros estão fazendo, nem pelos pequenos ou grandes atos de violência e crueldade. Mas, eu penso que já está mais do que na hora, de se sentir ultrajado por todos os pequenos e grandes atos de violência e crueldade que realizamos contra nós mesmos. E porque é mais fácil vencer as pequenas batalhas do que as grandes, eu penso que devemos tentar vencer primeiro nossas tendências às pequenas violências e crueldades, para evitar, ou melhor, para superá-las de forma final e definitiva. Então, o dia chegará quando será fácil lutar e superar até mesmo as grandes crueldades. Mas, nós ainda estamos adormecidos, todos nós, em hábitos e atitudes herdadas. Elas são como um molho suculento que nos ajuda a engolir nossa crueldade sem sentir seu amargo gosto.
Este é o ponto: Eu quero crescer em um mundo melhor onde uma lei maior conceda mais felicidade, em um mundo novo onde o mandamento de Deus impere: “Amai-vos uns aos outros”.”
fonte: vista-se

descanso após almoço...

tander, preto e caramelo



Este livro

Este livro é de mágoas.Desgraçados
Que no mundo passais, chorai ao lê-lo!
Somente a vossa dor de Torturados
Pode, talvez, senti-lo...e comprendê-lo.

Este livro é para vós, Abençoados
Os que o sentirem, sem ser bom nem belo!
Bíblia de tristes... Ó Desventurados,
Que a vossa imensa dor se acalme ao vê-lo!

Livros de Mágoas... Dores... Ansiedades!
Livro de Sombras... Névoas e Saudades!
Vai pelo mundo...(Trouxe-o no meu seio...)

Irmãos na Dor, os olhos rasos de água,
Chorai comigo a minha imensa mágoa,
Lendo o meu livro só de mágoas cheio!...

Florbela Espanca

Carta aberta a Leonardo Sakamoto

Caro Sakamoto,

Curto muito seus artigos, e tenho prazer de estar do mesmo lado que você quando o assunto é Direitos Humanos, emancipação do ser humano, luta contra as injustiças e explorações. Li seu artigo intitulado “Dizer que o consumidor sozinho vai mudar o mundo é uma besteira”, publicado no último 29 de julho. Gostei muito dele, porém só não gostei ainda mais porque senti um angustiante vácuo, uma séria lacuna no discurso ali presente: as ausências totais do problema da exploração animal e, por tabela, do veganismo enquanto misto de boicote e ativismo por um consumo responsável, consciente e pró-emancipatório.

Seu texto se dedicou integralmente a mostrar que os problemas de exploração trabalhista e destruição ambiental empreendidas direta ou indiretamente pelas empresas que nos vendem seus produtos. Com maestria, você abordou que não basta boicotar, é preciso também pressionar as empresas e denunciar seus eventuais abusos éticos em relação às questões trabalhistas e ambientais. E eu o apoio integralmente nesse sentido.

Mas, como falei, houve nele um incômodo silêncio em relação às empresas que lucram às custas da escravização, tortura e assassinato de animais não humanos. Tal incômodo se agrava quando lembro que muitas dessas mesmas corporações também são envolvidas com o desrespeito aos Direitos Humanos e ao meio ambiente.

Ao contrário do que seu texto expõe, não existem “apenas” duas explorações – do ser humano e do ambiente não humano –, mas sim três, entre elas a dos animais de outras espécies.

Diariamente milhares ou milhões de animais são tratados como objetos, torturados, esfolados, violentamente mortos por empresas que não estão nem aí para a ética. Isso acontece corriqueiramente nos laboratórios onde ingredientes e produtos completos passam por testes de segurança, nos quais animais de diversas espécies, principalmente roedores como coelhos, camundongos e porquinhos-da-índia, são vítimas de testes muito cruéis como os de irritação ocular, teratogênese (deformações fetais), toxicidade, irritação cutânea, DL-50, entre tantos outros.

Exploração e morte também são tidos em alta conta, como se nenhum mal fizessem contra seres inocentes, nas fazendas pecuárias e granjas, onde diariamente milhares ou mesmo milhões de animais como bovinos, galináceos, porcos, caprinos e peixes são roubados de suas mães, mutilados, confinados e assassinados. São tratados como não muito mais do que objetos inanimados ou autômatos, como propriedade de pecuaristas, para que, no final de tudo, seres humanos pratiquem o desnecessário consumo de alimentos e outros produtos de origem animal.

E, claro, também existe a matança, geralmente de formas extremamente cruéis, de animais que têm suas peles arrancadas de seus corpos em prol da produção de casacos, estolas, bolsas, calçados, cintos etc. de pele natural, incluindo couros. Isso sem falar da produção também de seda, lã, casemira, camurça etc. que também envolvem a escravidão de animais.

Os animais não humanos se igualam aos trabalhadores humanos e ao meio ambiente: são essencialmente sujeitos de direito, porém historicamente tratados como objetos de exploração. Mas esse detalhe ficou completamente ausente de seu texto. A ausência foi tanta que, mesmo quando você disse que passou algum tempo sem consumir carne vermelha, a situação dos animais não foi levada em consideração. Tanto que você voltou a comer bois “quando pode comprar mais facilmente carne sabendo a origem”.

E o ideal seria parar definitivamente de comer não só carnes vermelhas, mas também carnes brancas, laticínios, ovos, mel, gelatina, couro, lã, sebo bovino (que vem na maioria dos sabonetes) e tudo o mais que envolva exploração e morte de animais. Além de todos aqueles produtos que vêm de empresas que realizam ou subsidiam testes em animais e podem ser boicotados. Isso se chama veganismo e demanda das empresas uma postura ética ainda mais profunda do que melhorar as condições dos objetos de exploração: exige que os animais deixem de ser vistos como coisas, como seres livremente exploráveis e matáveis.

O veganismo se completa com a postura de pressionar as empresas por respeito às leis trabalhistas e ambientais. E tudo, tudo mesmo, que seu texto fala se aplica também à consciência vegana de consumo e ativismo.

Portanto, caro Sakamoto, fica aqui a recomendação: lembre-se dos animais não humanos quando for falar de ética no consumo e ativismo pela libertação. Porque eles precisam tanto ser libertados da exploração quanto os trabalhadores e o meio ambiente. Você poderá começar essa inclusão começando, desde já, a procurar saber mais sobre os Direitos Animais e o veganismo e, consequentemente, banindo de sua lista de compras qualquer alimento de origem animal e produto com ingrediente(s) que também venha(m) de animais explorados em vida e/ou mortos.

Incluindo os animais em sua demanda por ética e libertação, aí sim seu discurso se tornará realmente completo e desprovido de lacunas sufocantes como no seu mencionado texto. Porque libertação animal, humana e da Terra andam de mãos dadas e dependem essencialmente uma da outra.


fonte: Escrita literária - Robson Fernando de Souza

sábado, 3 de agosto de 2013

Olha só que legal...

Mobilização popular barra condomínio e salva 477 árvores em bairro de SP
Lembra daquele ditado que diz: “a união faz a força”! Pois é. Depois de dois anos de pressão, moradores da Vila Ema, na zona leste de São Paulo, conseguiram barrar a construção de um condomínio residencial de quatro torres da Tecnisa em uma área verde de 17 mil metros quadrados – tamanho de dois campos de futebol com medidas oficiais.
Situado na Rua Batuns, o terreno tem 477 árvores nativas e será transformado em parque municipal, conforme resolução do Conselho do Fundo Especial do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Confema) publicada no sábado, 27 de julho, no Diário Oficial da Cidade.
A área pertence à Oregon Investimentos Imobiliários e será desapropriada com dinheiro da Prefeitura, segundo informações do blog Política Paulistana, hospedado no site do Estadão. A licença para a construção das novas torres foi negada pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.
Desde 2010 moradores se mobilizavam em abaixo-assinados na internet e protestos. Até um blog (Viva o Parque) foi criado para tentar impedir a construção de novos prédios no bairro, que não conta com nenhum parque.
Entre as espécies que serão preservadas estão cedros-rosas, jabuticabeiras, jatobás e o palmito-juçara, ameaçado de extinção. Segundo vizinhos, o local também é um “berço” de maritacas e macaranãs.

fonte: eco4planet
clique em cima para ampliar

fonte: vegetarianos e veganos - amor e ética

Rejeição nacional obriga McDonald’s a fechar todas as lojas na Bolívia

A população boliviana não acredita na publicidade e no preparo rápido de alimentos, como nos EUA. Os bolivianos simplesmente não confiam em alimentos preparados em tão pouco tempo. As informações são da Natural News.

Sessenta por cento dos bolivianos são indígenas que preferem não trocar um alimento saudável, a gastar dinheiro em um lugar como o McDonald’s. Apesar de preços convidativos oferecidos pela rede, o McDonald’s não conseguiu convencer os bolivianos a comerem seus BigMacs, McNuggets ou McRibs.

A boliviana, Esther Choque disse, enquanto esperava um ônibus em frente a uma das franqueadas já fechada do McDonald´s: “O mais perto que eu já cheguei desse restaurante foi em um dia que estava chovendo e subi os degraus para me manter seca. Mas os funcionários me enxotaram, dizendo que eu estava sujando o restaurante. Por mim podem ir embora da Bolívia mesmo.”

Rede de ‘fast food’ permaneceu na Bolívia por uma década, apenas com perdas anuais

Oito restaurantes da rede de ‘fast food’, localizados nas cidades de La Paz, Cochabamba e Santa Cruz de La Sierra, supostamente operaram com perdas anuais. Após 14 anos de presença no país, loja após loja foi fechando as portas.

Uma profunda rejeição cultural

A partida do McDonald’s da Bolívia foi algo tão importante que um documentário começou a ser filmado, chamado “Porque o McDonald’s quebrou na Bolívia”, apresentando cozinheiros, nutricionistas, historiadores e educadores rompendo a realidade repugnante do alimento oferecido pelo McDonald’s.

A rejeição não é necessariamente com base no sabor ou no tipo de alimento, mas sim uma rejeição ao sistema ‘fast food’. De forma que os bolivianos valorizam a qualidade do alimento que ingerem. O tempo de preparo das refeições de ‘fast food’ serve como um tipo de alerta para eles. Os bolivianos buscam refeições locais e querem saber que foram preparadas da maneira correta.

Este pensamento boliviano evita o processamento da carne utilizado por várias redes de ‘fast food’, como o McDonald’s.

Você sabia que o McRib é processado com 70 ingredientes diferentes, que incluem azodicarbonamida, a farinha de branqueamento usada na produção de espuma e plástico? McRib se constitui por misturas de tripas, coração e estômago. As proteínas são extraídas da mistura muscular que se liga a carne de porco, de forma que possa ser moldada nas fábricas. Embora seja vendido como costela, não existe nada de costela.

A rejeição boliviana contra o McDonald’s criou um bom exemplo para o resto do mundo seguir.

fonte: anda

"Consumir produtos de origem animal é consumir violência, seja qual for o rótulo simpático e alegre com que a embalagem é disfarçada. Está nas mãos de cada um de nós não compactuar com esta exploração e morte.
Desligue-se da exploração dos outros animais, abrace o veganismo!"
fonte:www.facebook.com/VegametAtivismoVegetariano
"Os animais têm uma vida terrível em fazendas industriais.
Eu escolhi me levantar contra isto.
Eu não como animais.
Eu não consigo digerir a agonia."

Arielle Dombasle,
modelo, cantora, atriz e diretora franco-americana