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sábado, 14 de dezembro de 2013

A festa macabra ou ‘No final deste ano, verta uma lágrima’

Chegam os últimos dias do ano de 2013, aqueles que todos nós esperamos para celebrar uma festa macabra. São momentos de correr para cumprir tarefas e comprar presentes, despedidas vazias de chefes e de escolas, sinceramente, e pode crer, sou sincera nisso, detesto e não vivo esse tipo de situação. Que bom. O fim de ano como o ápice de tudo o que a humanidade não consegue superar.

Tudo o que vimos durante o ano inteiro, aqui triplicado, misturado a bebida e acidentes de trânsito, choro e lágrimas. Os animais entram em cena para ‘pagar o pato’.

A protagonista da festa comanda a coisa toda em nome de um nascimento. Ela acontece por isso, mas é a morte que ela festeja. Como tenho visto gente ‘religiosa’, ‘espiritualizada’, cheia de ‘paz e amor’, cometer os mais estúpidos disparates à luz do dia, contra clientes, funcionários, sem suportar conviver com o próximo, não suportar uma crítica ou se magoar com qualquer coisa, ser louco por dinheiro, vacilar, trair, estigmatizar, concorrer, etc. Não seriam esses a pelo menos dar algum exemplo? O que é isso, companheiro?

Nós, ateus, descrentes, sem futuro, é que acabamos sendo os que temos que ir lá dizer ‘pé no chão, meu amigo’, acredite em algo melhor. Remendar as feridas que cometem mundo afora. Jesus fez isso e deixou esse exemplo – “vim trazer a espada”. E até hoje as religiões silenciam quanto a essas palavras, por que não a entendem ou não querem falar sobre elas.

É preciso desenvolver a nossa forma de ver os problemas, ou seja, precisamos sim olhar para eles, olhar para o lado, falar deles.

No final deste ano, verta uma lágrima pelos outros animais, e outra pelo humano.
fonte: Desobediência Vegana - Ellen Augusta Valer de Freitas

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