Quem sou eu

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

e aí, quem é o lixo na história?

animais e os outros animais
clique em cima para ampliar

e tem gente que chama este cara de rei, misericórdia




Auto-compaixão precisa-se!


Fez no dia 25 cinco anos conheci a Cuca. Foi no dia 25 de Janeiro de 2009 que fui a Tavira conhecer a macaca cujo caso havia sido denunciado à ANIMAL. Conheci-a, vi em que estado vivia há uma década, a necessidade de sociabilização que tinha… Mesmo com o peso de uma corrente pesada, não se coibiu de nos vir cumprimentar. Depois de lhe ter oferecido uma banana, que comeu com gosto, abeirou-se de nós e através do pouco espaço de manobra que tínhamos por causa das redes, rapidamente começou a catar-me. Um excelente sinal vindo de uma primata não-humana. Foi com dor que saí do local onde ela era mantida e a deixei lá. Iniciei as diligências necessárias para a sua apreensão e encontrei-lhe um santuário fora do país. Já estava tudo encaminhado e o suplício deste animal iria acabar muito em breve. E acabou. Não com a minha ajuda, infelizmente. Foi com uma dor maior que recebi a notícia de que a Cuca tinha morrido com uma doença súbita (que derivou de um alimento que lhe foi dado por quem a mantinha e a intoxicou). Não teve um dia de liberdade desde que a trouxeram de África, e, no momento em que a sua liberdade estava tão próxima, acabou-se tudo.

Nestes cinco anos aprendi muitas coisas e uma das coisas que aprendi foi que casos extremos requerem, muitas vezes, medidas extremas. Assumo-o com toda a frontalidade: se fosse hoje, tê-la-ia trazido comigo sem pensar duas vezes. Naquela altura não tinha como, nem para onde, não tinha condições e nem sabia o que sei hoje.

O que pretendo com esta partilha é dizer-vos que não passa um dia sem que eu entenda a dor e o peso que é não poder salvar todos os animais que precisam de ajuda. A Cuca é um dos incontáveis exemplos que vos poderia dar. Compreendo essa mágoa e partilho-a, mas não deixo que me defina. Aquilo que tento – todos os dias – fazer por um ou mais animais tem que pesar mais do que o que não consigo fazer. Cada coisa nova que aprendo tem que ser mais valiosa do que a anterior que fiz mal ou que esqueci. A culpa e a auto-flagelação impedem-nos de progredir e a busca incessante por desgraças tolhe-nos a mente e retira-nos a capacidade de vermos as coisas em perspectiva. Isso torna-nos doentes. A miséria com a qual lidamos já é suficiente e já nos retira muita energia e saúde; não precisamos de procurar mais.

Se nos permitirmos sentir alguma compaixão por nós próprios, enquanto peões deste sistema que a todos oprime (humanos e não humanos), não estamos a ser fracos, estamos a ser gente! Não temos que deixar de sentir compaixão pelos outros, basta que tenhamos também alguma por nós. Basta oferecermo-nos de vez em quando alguma tranquilidade e o “perdão” por não podermos resolver todos os males do mundo. Digo tranquilidade e não paz, porque sei que é pedir demasiado agora. Acredito mesmo que só a justiça pode trazer paz e o que vemos é demasiado injusto.

Amigos, enquanto a justiça não chega, vamos lutando! Vamos cuidar um pouco de nós para que a força não nos falte!


fonte: Animal - Rita Silva

Olha só que tri

clique em cima para ampliar

sábado, 15 de fevereiro de 2014

pergunta clássica da ignorância


Copa do Mundo, assalto à mão armada

Tem que ache a maior demagogia do planeta relacionar gastos na Copa do Mundo com a falta de dinheiro para educação e saúde.

Tem quem ache natural defender o sobrenatural.

E tem que jure ter um unicórnio em casa.

Mais fácil ter dois.

Dois em um.

Li uma sequência de notícias no Correio do Povo que não deixa dúvidas: tira-se de um lugar para colocar em outro. É uma lei da física.

A Copa do Mundo é essencial.

O resto é acessório.

A Copa do Mundo é sagrada. Não se pode perdê-la.

Já a vida…

Vida todo mundo tem.

Copa é uma só.

Deve ser esse o critério.

Vamos aos fatos: “A Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores realizou uma inspeção no Hospital de Pronto Socorro da Capital e verificou diversos problemas, incluindo falta de segurança, quadro reduzido de profissionais e fechamento de leitos. Conforme o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), foram fechados 17 leitos na área clínica e 13 nos setores de atendimento buco-facial e de otorrinolaringologia”.

O HPS está pela hora da morte: “Conforme o presidente da Comissão, vereador Thiago Duarte, existe uma déficit de 150 profissionais na área de enfermagem, o que reflete no fechamento do laboratório da instituição. O parlamentar fala, ainda, que o atendimento de emergência clínica está negligenciado”.

Thiago Duarte é médico.

Enquanto isso, a Copa vai bem, obrigado e não dá mole para os cofres públicos: “A Prefeitura da Capital dispõe de R$ 22,6 milhões para aplicar em estruturas temporárias da Copa do Mundo. Na manhã de hoje, o presidente do Inter, Giovanni Luigi, disse esperar do poder público estadual ou municipal o aporte para financiar os projetos não definitivos”.

Só o Ministério Público, na figura de D. Quixote, tenta resguardar o dinheiro público. Parece que está sobrando. As tais estruturas temporárias são armações supérfluas para incrementar os ganhos da Fifa.

Tem mais: “Em nota, o Executivo municipal justifica que a utilização do recurso, em caso de necessidade, vai ocorrer em atividades de responsabilidade da cidade, como as estruturas físicas da Fanfest – festa para quem vai acompanhar o jogo de fora do estádio – e do Caminho do Gol – deslocamento de pedestres do Centro ao estádio Beira-Rio”.

Essa Copa do Mundo é um assalto à mão armada aos cofres públicos. O assalto do milênio. A Fifa superou Ronald Biggs. Deveria ser impedida de sair do país. Extraditar para a Suíça só a beneficiaria. Aliás, fica explicada a razão de a Fifa ter sede na Suíça. O HPS que espere.

O Inter precisa economizar dinheiro para despesas prioritárias como o milionário salário do imprescindível Rafael Moura.

O acessório segue o principal.

fonte: correio do povo - juremir machado da silva

Viva e deixe viver

clique em cima para ampliar

E aí greenpeace, qual é a tua?

Ecologista que come carne, não é ecologista de verdade. Greenpeace oficialmente não apoia o vegetarianismo ou veganismo.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Pseudoveganismo batendo asas ou ‘Galinhas não são putas

Com tantas opções veganas numa cidade e você ainda está apegado em um ovinho (e um leitinho, come uns tracinhos e adora um mel)? Acho o cúmulo da racionalização essa história de pseudoveganos preocupados com coisa alguma ficarem o tempo todo praticamente incensando o ato de comer ovo, falando o tempo todo em galinha caipira, galinha feliz, fazendo apologia nas redes sociais, fazendo pose de vegano, chamando-se veg isso ou aquilo e, ainda por cima, querendo polemizar, colocando que essa é uma questão que nós veganos é que temos que resolver.

Só um pouquinho: vegano não come ovo.

Você, baba-ovo, não é vegano. Ponto pacífico. Por que você, que cria galinha em casa, para as explorar como prostitutas, não vai a um armazém e não compra uma caixa de ovos e pára com essa lenga-lenga, essa romantização, esse disfarce para gula idiota? Faça o que quiser, mas não se chame de vegano, porque isso você não é.

Ou pára e assume o veganismo, que é um estilo de vida em que o sujeito encara o mundo como ele é, assume o risco, continua a achar que as coisas possuem sabor, mas não é escravo do paladar, ou então rende-se à covardia de não conseguir dizer ‘não’ às tripas. O indivíduo que cria uma regra mais rígida e cria critérios para os alimentos que consome vai ver que não é tão fácil viver na cidade, vai ter que pesquisar, vai ler muito, vai se ferrar, por vezes, mas… ‘bem-vindo ao mundo’!

Não é aquele mundo cômodo que as pessoas vivem e cedem, com medo da solidão, medo de ser chamado de ‘radical’. O medo do outro. Há uma infinidade de opções veganas aqui em Porto Alegre – até pessoas de fora comentam isso – e, mesmo assim, vem um monte de gente racionalizar, com desculpas para lá de velhas. Se fosse na roça, no tempo da minha avó, já eram questionáveis. Não dá para ver gente nova, morando ali no centro, vir com o mesmo papo que, se fosse do tempo em que não existia luz, talvez viesse a calhar. Há coisas que até podemos entender, mas não dá para aceitar, então se há compaixão e ética, não pode-se usar animais para alimentação/ou outra coisa, em hipótese alguma. Em se tratando de ética, não há exceção para o uso de animais.

Em nenhuma ocasião as galinhas ‘permitem’ ou ‘apreciam’ que seus ovos sejam roubados para servirem de caprichosos pratos para humanos. Isso é roubo, e aliás, é de péssimo tom, por que ninguém rouba ovos de cobra, por exemplo. Aí é que está a sutileza e a canalhice humana.

Aliás, hoje não é mais aceitável ser apenas ovo-lacto-vegetariano, por motivos éticos. Depois de todos os estudos sobre os impactos ambientais, de tudo o que se sabe sobre o impacto que a estrutura dessa exploração causa nos animais, ouvir alguém dizer que é vegetariano pelos animais mas… come ovo, leite e derivados… poderia até valer na época hippie dos anos sessenta. Hoje não. É preciso ser vegano, se for pelos animais. Se for por saúde também.

A quantidade de doenças provocadas pelo consumo de produtos derivados de animais é imensa, mas estou preocupada com os animais, portanto o objetivo do artigo é este. Com todo o conhecimento que já temos, com todos os anos de estudo da filósofa Sônia T. Felipe, somente sobre o leite, não pode-se mais aceitar a ingenuidade sobre essa questão. Como ela mesma afirmou em uma conferência, depois que se perde a inocência, não é mais possível voltar atrás.

fonte: Desobediência Vegana - Ellen Augusta Valer de Freitas

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Respeite a vida, seja vegano





Olha

Olha o cavalo criança brincando com a bola que ganhou. Olha o bezerro menino correndo no pasto sem nada a temer. Olha a ave marota, roubando o pedaço de pão da mesa da vovó, que observou tudo com um sorriso simples no rosto. Olha os peixes fazendo zigue-zague na água sem nunca dar um de cara com o outro. Olha os golfinhos saltando com pirueta, bem distante da rede do homem pescador. Olha o urso polar feliz porque sua casa ainda está lá e lá estará mesmo quando ele não estiver mais. Olha a mamãe porca dando de mamar na grama, sem homem por perto, sem baia apertada, sem motivo para ficar triste nem doente. Olha o macaco na árvore e não no laboratório de cigarro. Olha o leão, como ruge alto quando está em casa. Olha a natureza, como é bela. Sente o cheiro dela, das flores que ela dá, das folhas caídas formando montinhos por onde desliza a dona cobra sem se preocupar com nada. Olha a água caindo como benção do céu, onde mora Deus, onde vivem os anjos e também as almas dos animais. Olha a nuvem mostrando uma coisa diferente da que eu vi 5 minutos atrás. Olha você e as belezas que guarda, às vezes com vergonha de mostrar para os outros. Olha como tem natureza em você. Olha.

Cronicato- Rogério Rothje

obs: a bicharrada acima são membros da família