Quem sou eu

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A dificuldade não é de falar ou de ouvir
A dificuldade a ser trabalhada na humanidade é de sentir!

Um bom-dia do Ulissescão
Não durmo com as galinhas, mas acordo como os galos.

Galos não, um só, made in China, eletrônico, sempre alerta até que a bateria acabe.

Tipo cinco da manhã, ou tiquinho mais, estou de pé.

Mas dou um tempinho pra me espreguiçar e abraçar o Tim-Tim.

Ele era um gato magrelo, agressivo, que o dono (carrasco, isso sim) jogava por cima do muro quando tentava voltar pra casa.

Resgatei, vermifuguei, e deu no que deu: o rajadinho mais amoroso do mundo.

Não posso levantar ainda, porque lá vem a Pretinha, a gatinha dengosa do vizinho que, desconfio, é namoradinha do Tim-Tim. Eles
ficam naquela conversa de gatos e eu, no meio, fingindo que não entendo nada.

Dias sim, dias não, chegam as outras, Branquinha, Olhos Azuis e a Dengosa, gatas das casas vizinhas.

Daí meu amanhecer vira uma briga de gatos, a qual não interfiro já que sou apenas um poeta observador.

Me levanto, finalmente, pronto para minhas atividades diárias.

Entre meus trocentos defeitos, tenho uma única virtude, talvez: escrevo, mal ou bem, até às 10 horas, sem telefone, web ou quejandos. Amigos são compreensivos e sabem que não é frescura: nada mais invasor das letras que os bips eletrônicos. Não há concentração que aguente.

É por isso que, desplugado, desconectado, consigo, além de escrever, brincar com a cachorrada da vizinhança. São muitos e, sei lá por que, sabem direitinho onde guardo seus ossinhos, brinquedos e biscoitos.

Os gatos e cachorros ficam quietinhos enquanto escrevo as minhas mal traçadas linhas.

Adoro essa paz matinal, esse armistício entre as raças, em que os únicos beligerantes são meus pensamentos de bípede humano.

Nos intervalos entre a guerra e a paz com as palavronas e as palavrinhas, me concedo breves pulinhos nas trincheiras da vida real.

Dou um pulinho no meu microjardim e coloco frutas e sementes para o Júnior, o sabiá, e seu harém de rolinhas. Para o Miudinho, pintassilgo assustado, coloco a refeição longe dos pássaros tipo funk ostentação. Quando a barra pesa, trago ele para meu colo.

Pelos mistérios do universo, ele parece ser um passarinho intelectual, aturdido e frágil como eu.

Daí dou mais três pulinhos, já parte de minha rotina:

Verifico se a Genoveva, a lagartixa, está bem em seu lugar predileto, a gaveta de meu guarda-roupas. E a agradeço por caçar os pernilongos, zelando por meu sono.

Abro o armário da despensa e faço cafuné na barrigona da Tara, a tarântula que tem uma ninhada atrás da outra.

E finalmente dou um pulinho de alegria em homenagem a Buda, que me permite essa felicidade de existir, e escrever, rodeado por tantos animais, todos superiores a mim.

Ulisses Tavares é apenas um bicho como os outros. Coisas de poeta.

fonte: Ulissescão - Ulisses Tavares

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Go vegan


Praticamente todas as atrocidades foram possíveis porque as pessoas viraram as costas para uma realidade que sentiram que era dura demais para encarar.
Melanie Joy

Sessão ciência:nova descoberta cientifica

Seja um pessoa de verdade, ame todos os animais, começando por você, não mate, não destrua  a vida dos outros, você não tem este direito

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Dedicado ao cão que chorou

Como é fácil fazer chorar. Basta virar as costas, basta uma palavra maldita, uma mentira contada com os olhos fixos no nada. E, depois, se o sujeito tem lá dentro da mente – daquele vazio – algum sentido, pensa, lembra, quem sabe, do mal que causou.

Fazer correr as lágrimas dos nossos semelhantes é questão de tempo, de prática. Todos temos esse dom. Fizemos sem querer ou marcadamente com gosto, no dia a dia, no elaborado sarcasmo de uns, na falta de traquejo de outros.

Tudo o que vem de gente mal resolvida encaro como sintoma de carência, de quem quer chamar atenção. E tem quem passe por nós, pelas ruas, como um outdoor de carência, diz bobagens penetrantes, quer parecer superior, humilha para se sentir bem. A lista é longa e sintomática.

Agora, o que jamais perdoarei é a dor que se causa aos animais e às crianças.

O desserviço prestado por teorias religiosas, que atribuem o sofrimento impingido aos inocentes como obra de um destino qualquer, coloca a vítima como merecedora e justifica, endossa mais ainda, o crime. Reforça a descrença nas supostas divindades que assistem a tudo no mais perverso silêncio.

Quando o cão verteu uma lágrima, foi apenas uma gota de uma grande torneira, onde tantos animais estão a chorar dia e noite. Onde o sofrimento é infinito e carregado de dor, onde eu mesma choro, pois assim mesmo um dia fiquei, ali também, me sentindo como ele, a esperar alguém. Pois a empatia é sentir o mesmo que qualquer um. E eu sei o que é ser pobre, ser triste, ser morto. Milhões de animais morrem dia a dia, hora a hora, e muitos deles choram, mas muitos mais não vertem nenhuma lágrima. E deles também sinto pena, pois morrem da mesma forma, no silêncio da escuridão. Sem ninguém para olhar.

Pior ainda do que o agressor é quem desviou o olhar.

Quantas crianças vivem infernos pois ninguém pega o telefone para denunciar. Quantos animais estão neste exato momento na completa penúria, para satisfazer o paladar regado a carne, leite, ovos e o conforto de pessoas acomodadas, alienadas em si mesmas, no seu velho jogo de ilusão. Hoje é o celular, a ‘carne magra, branca ou peixe’, amanhã é outra tolice qualquer. E depois, bem depois, o medo da morte a obriga a ter a ‘dieta verde’.

Como é fácil fazer chorar. Eu sei muito bem disso. Já provoquei muitas lágrimas. E já, há muito, começou meu tempo de secá-las.

fonte: Desobediência Vegana - Ellen Augusta Valer de Freitas

domingo, 8 de fevereiro de 2015

almoço vegano e a cachorrada...





comentário do altecir: aproveitando que fiquei de molho este fim de semana devido a outra crise de coluna, resolvi caprichar no meu almoço vegano, isto é, tá mais prá almoço macrobiótico, pois a proporção de cereais, grãos e verduras está bem equilibrada, bem estilo macrobiótico. Prá quem interessar possa, vai aí os ingredientes: arroz integral ao centro, massa integral ao molho de proteina de soja, feijão preto, lentinha e como verdura cozida, couve refogada; e como salada verde, alface, radiche, pepino, agrião e cebola.( tirando a cebola, todos os outros ingredientes da salada verde são da minha horta)
Aproveitando a ocasião, sempre em companhia da cachorrada, preto, caramelo e ao fundo, o tander.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

nunca desista da vida...

...és responsável por aquilo que cativas...(Saint-Exupéry)
alguém está sempre te esperando