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sábado, 12 de março de 2016

sessão fidelidade partidária

Faz tempo escrevi aqui sobre uma dúvida que me aflige.
Você veja, geralmente, a gente começa a carreira de baixo e vem subindo, certo?
Para subir, seu talento tem que ter sido notado, as vezes um pouquinho de sorte ajuda e por aí vai.
Dilma teve uma carreira antes de ser Presidente.
Teve cargos importantes até chegar no Conselho da Petrobras.
Então sempre me questionei:
Como?
Ninguém nunca notou que essa mulher não consegue falar lé com cré? Não consegue improvisar uma única frase? Se atrapalha falando inglês?
Nenhum chefe anterior de Dilma disse: "olha...a moça ali é esforçada...mas não sei se segura um cargo de direção..."
Entendem?
Num país machista como o nosso, onde já é difícil para mulheres competentes romperem a barreira do preconceito; onde a mulher, as vezes, precisa superar em muito o preparo do homem para liderá-lo; neste país, esta senhora que tem o talento de um batráquio para se expressar ocupa o cargo máximo; uma mulher que nesta crise monumental comete o ato falho de dizer "eu renuncio", chegou ao cargo máximo da nação.
Como?
A resposta que mais me convenceu foi: "porque ela é um cão de guarda do partido".
Faz sentido.
O PT já mostrou outras vezes que a competência é atributo menos importante do que a fidelidade.
Por isso, não sei se você notou, mas essa história de Dilma oferecer um Ministério para o Lula é importante.
Comprova inquestionavelmente sua fidelidade ao partido.
Qual Presidente, de qual outra nação, se sujeitaria a tamanha humilhação?
Dilma não só jamais deve ter pensado seriamente em renunciar - porque não imporia esta derrota ao partido - como também está disposta a atirar-se sem paraquedas do avião, para salvar seu líder, nomeando-o Ministro.
Do "Ministério que escolher" foi sua mensagem codificada para que entendêssemos que ela se entregou ao sacrifício.
Entregar um Ministério assim, sem nenhum objetivo político, apenas como forma de abrigar um [possível]procurado da Justiça não é eticamente diferente do Mensalão pago ao Congresso.
Não aprenderam nada.
É o mesmo vale tudo, descaradamente.
E Dilma assume o fantoche que sempre foi.
É como se disesse: "tomem. Este cargo nunca foi meu."
Dilma é uma patriota.
Sua pátria é o PT.
fonte: face de Mentor Neto

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