Quem sou eu

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Repudiei sempre que me compreendessem. Ser compreendido é prostituir-se. Prefiro ser tomado a sério como o que não sou, ignorado humanamente, com decência e naturalidade. Quero gozar comigo a ironia de não me estranharem. Só lamento o não ser criança, para que pudesse crer nos meus sonhos, o não ser doido para que pudesse afastar da alma todos que me cercam...
Livro do Desassossego, Fernando Pessoa

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