Quem sou eu

domingo, 31 de julho de 2016

Acordemos...

Eu vejo na TV espécies animais inteiras deixando o planeta por causa do homem, uma a uma, aos pouquinhos, para nunca mais. Vejo na internet a moça que chora porque perdeu o cão por causa dos fogos do fim do ano. Vejo petições intermináveis contra as touradas, os rodeios, os testes em animais, os projetos de Lei que privilegiam este ou aquele, e que têm sempre os animais como maiores prejudicados. Vejo amigos unidos para resgatar um cão atropelado no meio da madrugada. Vejo gente se esforçando para deixar de comer carne porque não aguenta mais a consciência reclamando com o coração. Vejo gente adotando em vez de comprar. Vejo campanhas de castração. Vejo o menino que se recusa a ganhar o peixinho do desenho animado, porque seu coração aperta só de pensar na tristeza do pequenino confinado no aquário. Vejo o garotinho que chora ao saber que a comida de hoje tem pedaços de um animal morto. Aos poucos, os olhos humanos se abrem, dando espaço para o sentimento mais sublime falar. Ainda que com tanta tristeza, tanta ignorância e apego ao que já não cabe mais no mundo que queremos, o universo nos dá uma nova oportunidade de fazer diferente, ao acordar, a cada novo dia que nasce.
fonte: Cronicato-Rogério Rothje

Fotos da família, julho de 2016, parte 2




sábado, 30 de julho de 2016

Olha só que tri

Cirurgião depois de uma cirurgia de sucesso para transplante de coração, que durou 23 horas. No canto da sala, sua assistente cochila.

O paciente sobreviveu à cirurgia. O médico morreu em 2009.

fonte:incrivel.club

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Olha só que tri...

Prefeita italiana quer criar a primeira cidade vegana do país

Comidas com base em carnes e derivados de origem animal são parte da cultura italiana. No entanto, Chiara Appendino, a nova prefeita de Turim, quer mudar essa tradição, promovendo novos hábitos veganos, como prioridade em sua administração.

A eleição de Chiara foi uma surpresa no município, no entanto, seu estilo e programas políticos já eram esperados, mesmo que não muito acreditados. De acordo com a sua secretária de meio ambiente Stefania Giannuzzi, a prefeita é vegetariana há mais de 20 anos, além de representar um partido político extremamente ligado às causas ambientais.

Recentemente, Chiara assumiu o compromisso de incentivar dietas veganas e vegetarianas como uma das prioridades de sua administração. Segundo a imprensa internacional, as estratégias não foram divulgadas ainda, mas já se sabe que boa parte dos esforços serão direcionados à educação.

Através de projetos educacionais, as crianças deverão ter contato desde muito pequenas com conteúdos sobre bem-estar animal e nutrição. Mas, isso não significa que a cidade entrará em guerra contra a carne, mesmo que as piadas e oposição usem este tipo de argumento.

“Eu não gostaria de criar um contraste com a indústria da carne. Não queremos fechar pequenos estabelecimentos ou arruinar a vida das pessoas que trabalharam durante anos para desenvolver a comida e o vinho, patrimônios piemontês”, esclareceu a secretária Stefania Gianuzzi, em declaração ao jornal Corriere dela Sera.

Este é um movimento sem precedentes no município italiano e talvez até no mundo.

fonte: ciclovivo.com.br

e se fosse assim?

e aí...
fonte:  Abrigo Anjos de Patinhas

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Olha só que tri...

Mulher cultiva mais de 500 plantas em seu apartamento


A modelo norte-americana Summer Rayne Oakes resolveu transformar seu loft, que fica no último andar de um prédio em Williamsburg, NovaYork, em uma verdadeira floresta particular. Formada em biologia e entomologia, Summer, que também é escritora, cozinheira e ativista conhecida no mundo da moda, mantém mais de 500 plantas de 150 espécies no espaço de 111m².
A modelo costumava encarar sua residência como uma espécie de refúgio sagrado mas, após a transformação do local, ela decidiu abrir as portas para visitas, observando uma grande mudança de comportamento nas pessoas quando se deparam com a imensidão verde dentro do seu apartamento.




fonte: terra.com.br

GO VEGAN

fonte: Armário Orgânico

terça-feira, 5 de julho de 2016

A importância de chocar sempre!


O documentário que me transformou para sempre chama-se Terráqueos um filme com uma belíssima trilha sonora, muita beleza e reflexão.

Ele foi o responsável por uma das decisões mais importantes da minha vida, que foi me tornar vegana.

Eu assisti este filme enquanto via pessoas com mais idade que eu – portanto mais responsabilidade, pensei – saindo da sala nos primeiros minutos, com ar de indignação, pena, covardia. Pois trata-se de algo que cada um de nós em algum momento fomentou, compactuou, pagou para que acontecesse.

Pois é, estas pessoas, quase todos nós, passam a vida inteira se alimentando de cadáveres, usando-os como objetos de decoração, sugando seus recursos como se fossem de propriedade humana, bancando sua exploração nos mais diversos níveis, mas na hora de algo que apenas mostra a realidade, o sujeito que até então se considerava adulto e até dono de si, não consegue suportar?

Para muitos, não incomoda nada a violência, a sexualidade e mesmo a pornografia na TV ou ali na rua mesmo.
Mas porque será que a imagem do que você faz com os animais (sim você faz) é tão tocante assim?

Os animais vêem suportando dia após dia a tirania humana sobre eles. Esses documentários são apenas um espelho, de si mesmo, do que fazemos com essas criaturas, que pagam um preço muito alto por serem diferentes, por existirem.

As críticas que já ouvi, sempre giram em torno de uma condescendência babaca, “devemos respeitar o tempo de cada um”, “devemos ser doces e não ser ‘agressivos'” Nessa hora todo mundo acha que entende de publicidade, educação, divulgação. Só que não.

Esse tipo de material transforma pessoas a cada dia, e foi produzido por ativistas que, abdicaram do conforto de nada ver, de fechar os olhos, para enfrentar ao vivo o que hoje você assiste como algo distante ou até inexistente na cabeça de alguns. Mas essas cenas existiram, e houve alguém por trás da câmera vendo tudo.

Agora, o que considero mais importante, dentro da causa animal é que encontrei as pessoas que mais falam contra tais documentários e filmagens. Essas pessoas adoram dizer para todos com ar de superioridade ou de entendimento que tal filme é “muito forte”, “terrível”, e quando há postagens sobre, nunca faltam avisos mais como se quem assistisse fosse perder a identidade, morrer, no final.

Só que esse tipo de publicidade negativa apenas afasta as pessoas, o público que queremos que entre em contato com a origem do que enfia na boca. Sim, essa carne que está no prato é um ser que estava vivo e sofreu para morrer e você vai sim elaborar isso, saber disso, pois é culpado por esse assassinato. Comer cadáveres e se alimentar de seus restos (ovo, leite, peles) é errado pois esse corpo é de um ser que não lhe pertence em hipótese alguma.

Eu passei esse documentários para praticamente todas as turmas que fui professora, entre meus alunos haviam adultos, adolescentes e até crianças (filhos de alunos que porventura estavam juntos) e todos apreciaram o filme. Ele tem cenas fortes, tem. Mas podemos enfrentar com serenidade tais cenas, de alguma forma somos responsáveis por elas existirem.

E se você se considera um grande ativista, vegano a tantos séculos e acha que não precisa ver documentários desse porte, lamento lhe dizer: talvez precise sim.

Um dos motivos básicos para vê-los é para fortalecer o nosso princípio, o veganismo, para lembrar sempre do porquê somos veganos.

Conheço algumas pessoas que deixaram de ser veganas por ter enfraquecido suas bases filosóficas, e creio que ao ver Terráqueos, Não Matarás, ou outros mais recentes e até melhores, qualquer ser com um mínimo de conduta ética reforçará sua decisão e não terá recaídas. Também há aqueles “veganos” que ao longo dos anos começam a relativizar o uso de animais, o que considero mais abjeto. Conheço alguns com esse discurso.

É meu amigo, o especismo está entranhado até os ossos dessa espécie.

Cada vez que assisti novamente o Terráqueos, pois passava para minhas turmas de alunos, eu lembrava do porquê sou vegana a mais de dez anos e isso me faz melhor, com mais capacidade de argumentar contra a ignorância.

Ver documentários também é uma forma de obter informações, visto que pouca gente é adepta da leitura aqui no país. Os filmes tem boas fontes e os ativistas podem se instrumentalizar com os vídeos, além das leituras.

O veganismo é uma decisão ética e o motivo de sermos veganos deve ser sempre os animais. É um outro, distante ou não de nossa realidade, que se beneficiará com isso, esta é uma causa que não nos traz benefícios diretos, uma causa que pertence aos animais.
fonte: Desobediência Vegana-Ellen Augusta Valer de Freitas

Seja Humano, Seja Vegano

fonte: CamiVegs

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Do prazer de sentar nas costas de uma vaca


A estofaria é em uma casa antiga, no Centro Histórico de Porto Alegre, onde há prédios pequenos e casarões de uma outra época. As portas ficam abertas, então os poucos que passam na apertada calçada podem ver o que está sendo montado e o que já está pronto e exposto, em meio ao maquinário e serragem. Emoldurado por uma porta antiga, um sofá feito com o couro peludo de uma vaca.

O fio do lombo fica bem no meio, estrategicamente, diferente desses produtos – sapato, bota, bolsa, cinto – que de alguma forma disfarçam a origem ‘primo pobre’ do material utilizado. Porque os animais têm umbigo, mamilos, perfeições e imperfeições que passam longe da vitrine dos shopping centers, longe das vistas de quem compra. E quem paga, quer tudo lisinho – suco de laranja ‘sem cabelinho’, leite sem nata, carne sem nervos, couro sem lembrança de que aquilo era a pele de alguém.

De curtição rústica, a matéria-prima – eufemismo dando tchauzinho enquanto tira selfie no espelho – manteve a pelagem original, ao contrário do sapato lustro das pessoas de bom coração. Talvez para que o futuro comprador se sinta mais em contato com a natureza, com a terra, com o rural, na saudade de um passado que talvez nunca tenha vivido. Talvez para que sinta, como religiosos de algumas matizes, as costas e bunda sempre em contato com o relicário da vaca-mãe, a grande mãe, provedora, fonte do leite e da proteção, calor e aconchego, eterna compreensão e amor incondicional. Amor de mãe.

A linha das costas dessa nossa finada heroína não foi escondida ou descartada, mas centralizada para fazer daquele móvel uma espécie de simulador de voo bucólico. ‘Moro na Capital mas vejo televisão no conforto bovino, como se estivesse na manjedoura, repetindo diariamente o berço que Jesus teve em sua primeira noite de vida’. Uma lágrima cai na hora que os rapazes da estofaria trazem, escada acima, o novo sofá para completar o mobiliário. Todos passam a mão na pelagem-escalpo, para sentir sua áspera maciez ecológica. Agora, é um lar feliz.

A vaca, ali, é assento perpétuo para um especismo que descansa, relaxa, estica as pernas, fuma um cigarro e até lê jornal. Uma cadeira-do-papai para uma conversa sobre amenidades entre Ed Gein e Hannibal Lecter. Esses dois sabiam onde estavam pondo as mãos.
fonte: Vanguarda Abolicionista - Marcio de Almeida Bueno