Quem sou eu

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Almoço de segunda, 27/02/2017


Cardápio:
arroz integral, massa integral com ervilhas, feijão preto, refogado de repolho e alho porró, gratinado de abobrinha e pepino e especiarias diversas
salada: radiche com rúcula
vinho: um bom cabernet chileno que ganhei de aniversário da Celiane e Ailton
sobremessa: creme de abacate com sementes de chia

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Rita Lee


E luxo para mim não é ter uma Ferrari, é comer da minha própria horta.

Envelhecer não é para maricas. Dizer que a idade está na cabeça é debochar da minha coluna vertebral. Nada contra quem apela a botoxes e plásticas, mas eu “garrei” carinho nas minhas rugas, pelancas e cabelos brancos, essa é a minha old new face.

Eu gosto de ficar bem na minha, com meus bichos, que são entidades com as quais divido minha vida. Eu fico comovida quando eu lido com eles, quando os trato, quando trocamos figurinha telepaticamente. É um luxo! Vivo cercada de bichos por carência do divino. E eles são o divino”.

Rita Lee

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Não se subornar a nada, nem a um homem, nem a um amor, nem a uma idéia, ter aquela independência longínqua que consiste em não crer na verdade, nem se a houvesse, na utilidade do conhecimento dela. Pertencer, eis a banalidade. Credo, ideal, mulher ou profissão, tudo isso é a cela e as algemas. Ser é estar livre. A mesma ambição, se nos orgulhamos de que é, é um fardo.

Fernando Pessoa, Livro do Desassossego

Veganize-se


sábado, 4 de fevereiro de 2017

Seja um Protetor de verdade, respeite todos os Animais


Gostaríamos de informá-los que amanhã estaremos todos mortos


A boa notícia é que pode não ser amanhã, no calendário que inventamos para medir o tempo que nos resta e penduramos na parede da vida. Bípedes humanos são assim, precisam se certificar que ainda estão, provisoriamente seguros positivos e operantes, como dizem os seguranças pretos em seus ternos pretos na senzala moderna dos prédios dos brancos chiques.

A má notícia é que, antes de acabarem com si mesmos e sua destrambelhada evolução e civilização, os (des)humanos acabam é com a flora, a fauna, o meio ambiente inteiro.

E nem precisam, mas usam e abusam, da religião e da ciência para fazerem isso hoje mesmo.

A Índia, com toda sua espiritualidade decantada e louvada, entope de lixo e cadáveres seu rios e fontes, do Ganges que os lava em bactérias podres.

A China, esse belo exemplo de comunismo capitalista, não tem mais ar puro para respirar nem água limpa para beber.

A África, berço de todos nós antropologicamente, insiste na sua cultura rastaquera de comer e matar tudo que anda, voa, rasteja e floresce.

O Oriente Médio, parado no tempo do califado, aprimora e dissemina globalmente, seu aprendizado acumulado de equiparar mulheres e bichos na cultura dos desprezíveis e explosíveis.

Os Estados Unidos, farol do mundo democrático, avaliza que o bacana é sermos gordos e desleixados e indiferentes.

O Brasil, e outros países da periferia, tipo Cuba, Venezuela e Equador, exibem seus troféus de podres poderes ditatorias como o mundo ideal, um pancadão funk impune.

A Coréia do Norte quer porque quer, a bomba nuclear. O baixinho topetudo da Coréia do Norte se apronta para ombrear com o grandalhão topetudo da América do Norte.

A Coréia do Sul, avançadíssima na educação, continua a achar cachorro um pitéu petisco.

A África do Sul, que nos deu Mandela, é contra o uso da camisinha, e influencia outros paisecos igual Suazilândia com mais de metade da população contaminada pela aids.

Os dinossauros já morreram por extinção climática, rinocerontes e coalas e outros tantos vão pela extinção oriunda do climatério humano.

A Religião, simplista, diz que nos salva, coitada dela e de nós todos. A Ciência, futurista, diz que poderemos continuar andando de carros não poluentes. Só esqueceu que não cabem mais carros no mundo.

No mais, Próspero Ano Novo para os inocentes alienados.

E eu, fora da curva, fora da caixa, não estou me sentindo muito bem. Embora a esperança pipoque aqui e ali e lá de vez em quando, a pipocagem das balas perdidas e achadas encobrem todo som do bem e do bom com os sinos tangendo o réquiem da barbárie.

Acho que eu e você, leitor, morreremos amanhã. Se amanhã houver, claro. Nesse ritmo, nem as baratas da elite terão para onde fugir. A natureza não liga para a diferença entre a fuga para Marte ou para a morte camicase.

E nós, os reis da criação tão interessados em sobreviver, pelo visto muito menos.

Nem o instinto da barata em escapar das chineladas do mundo nós temos mais. Sangue de barata é nossa herança evolutiva.

Ulisses Tavares é apenas um poeta, não profeta. Aprecie com indignação e moderação.

fonte: Ulissescão-Ulisses Tavares