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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Gostaríamos de informá-los que amanhã estaremos todos mortos


A boa notícia é que pode não ser amanhã, no calendário que inventamos para medir o tempo que nos resta e penduramos na parede da vida. Bípedes humanos são assim, precisam se certificar que ainda estão, provisoriamente seguros positivos e operantes, como dizem os seguranças pretos em seus ternos pretos na senzala moderna dos prédios dos brancos chiques.

A má notícia é que, antes de acabarem com si mesmos e sua destrambelhada evolução e civilização, os (des)humanos acabam é com a flora, a fauna, o meio ambiente inteiro.

E nem precisam, mas usam e abusam, da religião e da ciência para fazerem isso hoje mesmo.

A Índia, com toda sua espiritualidade decantada e louvada, entope de lixo e cadáveres seu rios e fontes, do Ganges que os lava em bactérias podres.

A China, esse belo exemplo de comunismo capitalista, não tem mais ar puro para respirar nem água limpa para beber.

A África, berço de todos nós antropologicamente, insiste na sua cultura rastaquera de comer e matar tudo que anda, voa, rasteja e floresce.

O Oriente Médio, parado no tempo do califado, aprimora e dissemina globalmente, seu aprendizado acumulado de equiparar mulheres e bichos na cultura dos desprezíveis e explosíveis.

Os Estados Unidos, farol do mundo democrático, avaliza que o bacana é sermos gordos e desleixados e indiferentes.

O Brasil, e outros países da periferia, tipo Cuba, Venezuela e Equador, exibem seus troféus de podres poderes ditatorias como o mundo ideal, um pancadão funk impune.

A Coréia do Norte quer porque quer, a bomba nuclear. O baixinho topetudo da Coréia do Norte se apronta para ombrear com o grandalhão topetudo da América do Norte.

A Coréia do Sul, avançadíssima na educação, continua a achar cachorro um pitéu petisco.

A África do Sul, que nos deu Mandela, é contra o uso da camisinha, e influencia outros paisecos igual Suazilândia com mais de metade da população contaminada pela aids.

Os dinossauros já morreram por extinção climática, rinocerontes e coalas e outros tantos vão pela extinção oriunda do climatério humano.

A Religião, simplista, diz que nos salva, coitada dela e de nós todos. A Ciência, futurista, diz que poderemos continuar andando de carros não poluentes. Só esqueceu que não cabem mais carros no mundo.

No mais, Próspero Ano Novo para os inocentes alienados.

E eu, fora da curva, fora da caixa, não estou me sentindo muito bem. Embora a esperança pipoque aqui e ali e lá de vez em quando, a pipocagem das balas perdidas e achadas encobrem todo som do bem e do bom com os sinos tangendo o réquiem da barbárie.

Acho que eu e você, leitor, morreremos amanhã. Se amanhã houver, claro. Nesse ritmo, nem as baratas da elite terão para onde fugir. A natureza não liga para a diferença entre a fuga para Marte ou para a morte camicase.

E nós, os reis da criação tão interessados em sobreviver, pelo visto muito menos.

Nem o instinto da barata em escapar das chineladas do mundo nós temos mais. Sangue de barata é nossa herança evolutiva.

Ulisses Tavares é apenas um poeta, não profeta. Aprecie com indignação e moderação.

fonte: Ulissescão-Ulisses Tavares

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