Quem sou eu

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Não se subornar a nada, nem a um homem, nem a um amor, nem a uma idéia, ter aquela independência longínqua que consiste em não crer na verdade, nem se a houvesse, na utilidade do conhecimento dela. Pertencer, eis a banalidade. Credo, ideal, mulher ou profissão, tudo isso é a cela e as algemas. Ser é estar livre. A mesma ambição, se nos orgulhamos de que é, é um fardo.

Fernando Pessoa, Livro do Desassossego

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